domingo, 31 de outubro de 2010

O Iluminado- Um Filme-Enigma Multi-interprepretativo

Nesse especial que homenageia os filmes de terror, eu não poderia deixar de falar do meu filme favorito do gênero: O Iluminado. Pra mim não há filme mais impactante e bem feito do que este na categoria terror, Kubrick soube usar muito bem as suas técnicas de filmagem para criar um longa de terror psicológico que atormentará muitas mentes eternamente.

 

Sendo um dos filmes que mais gosto acabarei me atrapalhando na sua descrição, dizendo coisas inuteis, perdendo o fio da meada, então colarei uma sinopse da net aqui, é melhor pra mim e para vocês :D Lá vai: Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

 

Caracterizado por mim como um filme enigma multi-interpretativo, O Iluminado tem um roteiro magnifico que te envolve de modo incondicional, nada mais do que esperado de um filme baseado num livro do mestre supremo Stephen King. A história nos apresenta fatos que sugerem muitas coisas, que as vezes não se conectam entre si, mas independentemente fazem “sentido”. Ao chegar ao final, temos pelo menos 3 interpretações de tudo que vimos, uma mais sinistra que a outra, e uma deixando mais dúvida do que a outra. Realmente não conseguimos nos basear num fato firme e concreto para poder dizer o que aconteceu de verdade no misterioso hotel. Mais para frente no post farei uma zona de spoiller dizendo a minha interpretação do filme. O Iluminado é mais um filme que mostra com perfeição que os piores monstros da humanidade é o próprio homem, que basta um empurrão num momento de fraqueza para adentrar as trevas e se tornar um ser cruel e inconsciente.

 

No campo das atuações esqueçam todos os outros e concentre-se em Nicholson, ele rouba a cena com categoria, incorporando um perfeito homem em decadencia emocional que cai no abismo da insanidade, transpirando insensatez em seu olhar que chega a gelar a espinha. Por mais que Jack seja realmente um excelente ator temos que levar em conta o seguinte, fazê-lo interpretar um maluco é o mesmo que fazer a Bruna Surfistinha interpretar uma prostituta, então daí deduzimos a excelencia de seu trabalho em O Iluminado.

 

A movimentação das câmeras durante o filme é sensacional, perseguimos perfeitamente os atores percorrendo o hotel, seja em tomadas rápidas ou lentas, tendo uma visão ampliada do espaço em questão e admirando toda a beleza do cenário meticulosamente arrumado pelo perfeccionista Stanley Kubrick. Outro fato que podemos perceber no posicionamento das câmeras é a simetria que Stanley sempre quer mostrar, que só se perde quando a lucidez vai embora e dar lugar ao medo e ao terror por ter um lunático te perseguindo, isso é genial. Dá pra ver perfeitamente o quadro armado por Kubrick, o ator fica no meio certo da tela, dos seus 2 lados temos 2 objetos de decoração iguais, como se a imagem direita fosse um reflexo da esquerda, nos dando uma cena cuja simetria incomoda, criando o clima de tensão certo. As cores fortes usadas no hotel também colaboram muito com isso, o vermelho sangue que cobre as paredes parecem sair da tela nos causando muito desconforto, que é justamente o objetivo do diretor. Além disso, Kubrick usa o recurso de imagens soltas passando na tela rapidamente para desenvolver nosso psicológico para o terror que está por vir. As imagens chocantes te pegam  desprevenido, rendendo bons sustos, e ainda fazem questão de não sairem da sua mente por um bom tempo, sendos essas as cenas mais fortes que se guarda do filme. Outra coisa que mexe bastante com a nossa cabeça é a trilha sonora visceral que dá o ritmo de suspense perfeito para as cenas angustiantes de perseguição. As vezes até a ausencia de trilha ajuda a compor o suspense da cena, como exemplo os momentos em que só ouvimos o barulho do velotrol de Danny percorrendo o hotel, silenciando ao passar num tapete e voltando a fazer a barulho ao passar pelo piso de madeira, até nos depararmos com as sinistras irmãs gêmeas fantasmas. A trilha tem a incrivel habilidade de reproduzir o barulho que seria a mente de uma pessoa se entregando a loucura, num ritmo frenético, aumentando cada vez mais o som, adentrando no labirinto insano da mente de Jack. BRILHANTE!

 

Para tentar acalmar aqueles que terminaram o filme sem ter mais noção de nada, como se tivessem perdido o chão, aí vai a minha interpretação na ZONA DE SPOILLER!!!

-----------------------------------------ZONA DE SPOILLER--------------------------------------------

Na minha concepção, sim, o menininho realmente tinha poderes especiais, que viam não só o passado como o próprio futuro, e ainda se comunicava com os seres que habitam o hotel eternamente, ponto. As “pessoas” que aparecem no hotel aos pouco não são meras ilusões de Jack, uma vez que elas abrem portas, machucam o menino e aparecem para todos, incluindo Wendy, que até então estava sã, ponto de novo. O grande lance é que o seguinte, o hotel tem vida própria e vida residindo nela, por assim dizer. No grande baile de 1921 que ocorreu lá deve ter acontecido alguma chacina ou sei lá, algo que matasse todos os convidados, que depois passaram a residir o local como espiritos, e sendo seres que não partiram em paz eles querem companhias, no caso, todos os zeladores que passam pelo hotel no inverno, fazendo com que eles sucumbam a loucura psicótica, matando os familiares e se matando, para assim a grande “familia” do hotel aumente. Seguindo essa teoria podemos ver que Jack foi o primeiro a sucumbir, devido a sua fragilidade emocional ligado ao seu passado alcoolatra, que o fez facilmente perder o controle, acreditando nos fantasmas que via, e obedecendo a eles, “corrigindo” a sua familia. Outra coisa que podemos relacionar a isso é o fato do hotel ter cores muito “vivas”, entendem? Isso quer dizer simbólicamente que o hotel tem vida, e se você for notar, parece que as cores vão mudando ao longo do filme, ficando mais fortes, de onde podemos perceber a tal vida do hotel. A força do lugar é muito forte, de modo que eles nem chegam na verdade a convencer Jack, mas sim incorporá-lo, percebemos isso no jeito dele de falar, que se parece com os fantasmas a sua volta. E isso tudo se conclui no enigmático final, em que aparece Jack na foto do baile de 1921, explicando que agora, com ele morto, ele faz parte do hotel, ele é mais uma alma que penará pela suas paredes, se unindo a sua nova “familia”, que provavelmente aumentará no próximo inverno.

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Com certeza, qualquer um que ver o filme terá uma visão diferente, o que é o mais interessante do longa, permitindo diversos pontos de vistas, que se relacionam com muitas coisas do sobrenatural, sem perder a postura e o nexo, fazendo de O Iluminado uma obra prima do terror que muito dificilmente será superada no futuro. Recomendo o filme com orgulho, esse é o tipo de filme que deve ser assistido independente do gosto, é genialmente bem feito e atrativo. Se você for ver apenas um filme de terror nesse halloween, que seja O ILUMINADO!

Here is a master piece!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quarentena-Risadas, Sustos, Amigos e Pipoca

Um tipo de filme que está se popularizando ultimamente é o “reallity-terror de mentirinha” cujo intuito é levar pessoas para o cinema de um jeito fácil, pouco se fudendo para ângulos de câmeras, iluminação e muitas das vezes nem mesmo para a história. Normalmente é algo passível de crítica pela sua falta de conteúdo avaliavel, mas como pura diversão existem alguns que cumprem bem o seu serviço, e acabam sendo uma ótima pedida de filme para se ver com a galera. Quarentena se enquadra perfeitamente nessa categoria cinematográfica.

 

O longa é um remake de REC, um filme espanhol que fez um grande sucesso recentemente e que os americanos fizeram questão de dar Crtl+C Crtl+V na história. Bem, como não vi REC, deixarei ele de lado e não farei nenhuma comparação, focando só em Quarentena como um filme único e próprio. A história segue aquele padrão de falso documentário, onde uma jornalista e seu câmera estão acompanhando uma noite dos bombeiros, vendo como é o trabalho deles e tals, até que eles recebem um chamado e obviamente a reporter vai atrás. Sem terem ideia do que se trata, os bombeiros vão atender o chamado sem muita preocupação, mas ao chegarem lá eles vêem que a noite não será tão simples assim, uma vez que o problema que tem que resolver é um prédio onde os moradores estão sofrendo de uma misteriosa doença, que fazem com que eles fiquem hostis e inconscientes. Vendo a dimensão do problema, a polícia local isola o prédio e os prendem lá, gerando tensão e desespero a todos que não sabem se saíram de lá vivos.

 

Com atuações um pouco forçadas para algo que deveria ser “real” e uma história não muito envolvente, o filme pode desagradar os cinéfilos mais rigorosos, mas como filme susto/diversão é bem interessante. Eu já falei antes que não curto muito o lance de câmera na mão, mas nesse filme até que não fica tão ruim, dando para acompanhar bem as sequencias sem ficar tonto diante da tela. É interessante o fato de nós só vermos o que a câmera mostra, sendo assim não temos uma visão integral das coisas, redendo bons sustos após cenas de tensão no escuro. Agora, devo admitir que há muitas partes de enrolação desnessária no filme, fazendo dele cansativo no inicio, não oferecendo nada que chame nossa atenção. Só depois da metade do filme que se tem mais momentos cativantes e que geram um nervosismo maior, acelerando os batimentos cardíacos e cumprindo o objetivo do longa. Devo avisar desde já que é um filme um pouco sem explicação, na hora que começaria ficar mais interessante, adentrando um pouco mais no “porque” daquilo tudo, o filme acaba, nos deixando angustiados por respostas. Angustia que dura 5 minutos depois dos créditos, após esse tempo, a gente nem liga mais, problemas de simpatia. Devo dizer também que no quisito susto Quarentena perde  para alguns filmes do gênero, mas não chega a ser ruim e não assustar, pode-se ter uma garantia de susto sim, mas não de pavor. Tem alguns momentos bem engraçados até, alguns ataques dos infectados são tão desesperados  que dá pra rir, lembra até um pouco Todo Mundo em Pânico, os bichos correndo balançando as mãos no alto, realmente cômico. Num geral é diversão, não do inicio ao fim, mas diversão para se ver com galera.

 

Quarentena eu posso recomendar para um público maior, a história não é complexa, as cenas não são muito fortes (o que não quer dizer que uma criança possa ver) e acho que é um filme que pode entreter numa noite chuvosa, mas nada mais que entreter, os mais criticos não vão gostar. Bem, meus amigos viram REC e me disseram que preferem a versão espanhola, mas que não há muitas diferenças, enfim, acho que vou dar uma conferida, mesmo porque o cara da locadora me disse que o esquema funciona da seguinte maneira: se você vir REC primeiro você vai gostar mais de REC, se você ver Quarentena primeiro você vai gostar mais de Quarentena, bem colocarei essa regra a prova. Assita Quarentena com os amigos, ria de certas tosquices, leve alguns sustos bobos e coma pipoca, nada demais, é o tipo de filme que pode iniciar uma sessão de Halloween que aos poucos vai se tornando mais assustadora.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2- O Nascimento de um herói

É inevitável. Tropa de Elite 2 é o grande estrondo do momento no cinema brasileiro! Já está na sua 3° semana de exibição e os cinemas não param de lotar de pessoas insandecidas para ver o Capitão Nascimento em ação, enchendo as salas e esgotando os ingressos com dias de antecedência.Tropa de Elite 2 é um ótimo exemplo de filme que agrada aos 2 públicos principais: os blockbusterianos e os críticos, que saem do cinema satisfeitos com um excelente filme de ação de conteúdo, que critica a sociedade do inicio ao fim, chamando a atenção dos brasileiros dos problemas que o cercam nesse ano de eleição.

 

Como diz o subtítulo do longa, dessa vez o inimigo é outro, e agora o Capitão Nascimento após um incidente é promovido a Coronel trabalhando no serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado, o que na verdade foi uma jogada dos poderosos para afastar Nascimento das ruas e assim impedir que ele atrapalhe estes a continuar faturando ilegalmente. Mas eles não sabem com quem estão lidando, e Nascimento corre atrás de justiça, descobrindo todo o esquema inescrupuloso que envolve o estado, políticos, policia, milicias e traficantes, num jogo de perseguição de tirar o fôlego, que aumenta a partir do momento que a vida pessoal do Coronel passa a se misturar com a  profissional, gerando conflitos explosivos.

 

Mais uma vez o cinema brasileiro me deixou muito orgulhoso. Tropa de Elite 2 está bombástico com uma qualidade de filme de ação americano, sem perder o conteúdo, o que é melhor ainda. As cenas de ação estão muito realistas, captando bem as tensões dos momentos e a agilidade das coisas acontecendo, fazendo do longa incansavel, prendendo a atenção em todas as cenas. Os efeitos sonoros são impactantes, nos colocando dentro das cenas, como se tudo estivesse acontecendo do seu lado. Ouvimos com perfeição o som das armas engatilhando, das balas caindo no chão, e obviamente dos tiros, o que ajuda ainda mais a acelerar nossos batimentos cardíacos. A trilha sonora em si também é excelente, não se limitando apenas a música tema do Tihuanna, mas como outras cuja intensidade traduz bem o clima sério e empolgante do longa.

 

No campo das atuações não tem jeito, quem rouba a cena com fúria é Wagner Moura, encarnando com excelência mais uma vez o Capitão Nascimento, que explode na tela nos dando cada nuancia de seu forte personagem. Wagner tem uma expressão facial muito boa, ele consegue demonstrar raiva sem cair na repetição ou numa atuação forçada, ele encorpora o personagem, essa é a diferença, ele é autêntico. E não só nas cenas de raiva ele dá show, como também nos conflitos internos silenciosos, onde um olhar dele basta para nos dizer o que está se passando em sua cabeça. O personagem em si é muito bem desenvolvido, ele é humano, tem problemas pessoais que se confundem com os profissionais, o que lhe faz muito mal internamente e Wagner consegue expor muito bem isso externamente, sua atuação é visceral e ponto final. Eu posso estar falando bobeira, mas Tropa de Elite 2 sendo levado para o circuito americano como quer fazer Spielberg, poderá render uma indicação ao Oscar de Melhor ator para Wagner Moura, não acho muito dificil não. Entre outros atores que se destacam no filme estão André Ramiro como o já famoso Matias, Seu Jorge numa participação rápida porém forte, Irandhir Santos como o humanista Fraga que tem uma atuação ótima, André Mattos numa caricata atuação que faz presença, Milhem Cortaz numa hilária performance recheada de tiradas engraçadas (“Quer me foder me beija!”) e Sandro Rocha como o vilão principal que esbanja arrogância e antipatia, nos dando raiva a cada fala debochada.

 

O interessante de Tropa de Elite 2 é sua história muito bem elaborada, que conecta vários problemas reais da sociedade num único contexto proporcionando ainda grandes reviravoltas e muitas cenas de ação bem posicionadas. O ponto forte do filme está em suas críticas ácidas aos poderosos que nos regem, elevando o filme a um patamar ainda maior, principalmente por ser em ano de eleição, sendo um grande protesto documentado, além de um gigante aviso a todos de como as coisas realmente são por trás dos sorrisos falsos dos políticos. E é legal ver o personagem utópico de Wagner Moura, que é sem mais nem menos o maior herói de todos os tempos do cinema nacional, defendendo os brasileiros com punhos de ferro, querendo a justiça e se indignando com a corrupção que está a sua volta, isso é simplesmente sensacional. Fazia tempo que eu não torcia tanto num cinema para que o herói (ou será anti-herói?) acabasse com a raça dos vilões, isso me deixou empolgado, com o coração acelerado. O que eu queria que acontecesse com Inception acabou acontecendo com Tropa de Elite 2, um blockbuster brasileiro, que coisa não? Aquela sensação indescritivel que eu tive com Dark Knight e não se repetiu nem com Bastardos Inglórios nem com Inception, veio acontecer com um filme que eu fui ver por curtição, sem esperar muito. Daí confirmo o que eu já estava pensando, não posso criar muitas expectativas, acabo me frustrando de algum modo, então é melhor ir ver os filmes desarmado, a sensação será melhor. Isso é uma dica para vocês também.

 

Recomendo o filme sem medo para os dois grupos amantes do cinema: os blockbusters e os cinéfilos criticos, ambos sairão satisfeitos com esse sensacional filme de ação que ainda vai dar muito o que falar. Tenho certeza que se surpreenderão com a história bem bolada que vai tirar seu fôlego e só vai devolver quando os créditos subirem. Usando as sábias palavras do Capitão Fábio (Milhem Cortaz), Tropa de Elite 2 é a pica das galaxias desse ano!

domingo, 24 de outubro de 2010

Halloween O Início- Para o monstro que existe em você

Começando esse especial com categoria nada melhor que um filme cujo título tem tudo a ver com o assunto: HALLOWEEN. O que estou me referindo agora é, acreditem ou não, ao reboot mais recente do sucesso dos anos 80, que é realmente muito bem feito e desmente 2 verdades universais criadas por mim: filme de terror bom é filme de terror antigo; e remakes e reboots nunca são melhores que os originais. Halloween foge muito bem dessas duas regras.

 

O reboot de Halloween é ao mesmo tempo um prequel e um remake do filme original, pois remonta com fidelidade a origem do psicopata Michael Myers e tem como seu clímax a terrível noite de Halloween em que ele volta a sua cidade natal para atender suas vontades psicóticas, como no filme original. Bem, como diria o próprio protagonista, vamos por partes (tudum tizz-som de bateria de piada sem graça), tudo começa quando Michael é uma criança estranha que vive numa família totalmente desestruturada, com uma mãe prostituta, uma irmã gostosa que dá pra todo mundo, e um “padrasto” que come as duas, a única coisa que “salva” é a sua irmã mais nova que ainda é um bebê. Myers é um garoto problemático, que tem tendências psicóticas, gosta de observar seres vivos sofrendo e em alguns ataques de raiva consegue ter forças sobrenaturais surgidas de sua fúria animalesca. Numa noite de Halloween ele tem um desses ataques, e usando sua máscara preferida (ele gostava muito de máscaras por achar seu rosto feio) ele mata todos que estão na casa, seu “padastro”, sua irmã vadia e o namorado dela que estava a come-la, deixando viva apenas sua irmãzinha mais nova, e sua mãe que eventualmente não estava em casa, mas sim trabalho no clube de strippers. Depois dessa carnificina, o menino foi levado para um reformatório onde seu caso foi estudado por vários psicólogos que ficavam abismados com o potencial assassino dele. Após 17 anos lá, Myers consegue fugir, e o que ele quer agora é ir terminar o que começou, caçando seu último traço familiar que restou, sua querida irmã.

 

Sem medo do “politicamente incorreto”, o diretor e guitarrista Rob Zombie fez um filme de psicopata excelente, daqueles de fazer machões se contorcerem em algumas cenas, trazendo para o cinema mais popular um verdadeiro filme de terror que escandalizou os jovens que acharam que veriam só mais um filme enlatado da série com umas cenas de sangue falso a toa. O longa captou bem a alma do personagem, todos os seus disturbios e psicoses estão muito bem alinhados e condizentes com a realidade. No filme é traçado todos os fatores que caracterizam Myers, sua máscara bizarra, sua repugnancia a sexo, e seu ódio por qualquer coisa viva. Tenho que parabenizar o ator mirim Daeg Faerch pela atuação impecável do assassino quando criança, ele conseguiu traduzir bem sua frieza e indiferença sobre as coisas que fazia, além de dar o tom sombrio perfeito ao personagem, que nos assusta por vermos uma criança tão nova e angelical esconder um monstro tão demoníaco. Em questões de atuação, só ele posso ressaltar, o resto é bem fraco, mas como uma boa curiosidade temos no elenco ninguém menos que Malcolm McDowell, nosso querido Alex de Laranja Mecânica, interpretando o psicólogo que se aprofunda no caso de Myers.

 

As cenas de assassinato são brutais e violentas, como realmente tem que ser, fazendo de Halloween um longa bem visceral para o grande circuito, correndo o risco de fazer com que pessoas mais sensíveis desistam de vê-lo ao chegar na metade dele. As mortes são bem armadas, conseguimos perceber a fúria e o medo da situação de ver um monstro inparavel indo atacar suas vítimas, batendo, derrubando-as, esfaqueando-as, até que elas fiquem caídas ao chão e seus olhares não transmitem mais nenhum sinal de vida. As cenas são bem filmadas, dá para acompanhar bem os movimentos,  principalmente nas cenas de perseguição, onde o susto se esconde nos momentos mais calmos e dão um ótimo final para o filme. Não posso esquecer de comentar que no fundo disso tudo, temos a sinistra trilha sonora do filme, cujo a qual estou ouvindo agora e me arrepiando, é algo inexplicável. Um som forte, continuo, frenético, permeado por pequenos gemidos, que remetem tanto a sexo quanto a gritos mortais, sendo um componente essencial para criar o ritmo de suspense e terror da trama.

 

Halloween foi uma grande surpresa para mim, não esperava ver algo assim tão forte e animal num filme de terror atual. A ideia do filme de mostrar que dentro de nós há um monstro terrível é genial, e obviamente assustador, que mostra que não é preciso apelar para o sobrenatural para criarmos grandes criaturas para nos assustar, nós humanos somos terríveis o bastante para tal tarefa, somos o maior monstro que já existiu. Por ser um filme que beira o trash e não tem vergonha de mostrar sangue, tripas e sexo explícito, recomendo o filme para poucos, para aqueles que tem estômago forte e estão cansados desses filmes de terror para menininhas escandalosas.Halloween é uma ótima pedida para a noite do dia 31 de outubro, vistam suas máscaras, e preparem-se para o monstro que existe em você.

 

Acho essa mascara mais sinistra do que a original

Especial Halloween

Tem coisa mais clichê do que isso? Aproveitar-se da data do dia das bruxas para fazer um especial de analises de filmes de terror? Provavelmente não, mas isso não me impede de fazê-lo. Sendo assim, nessa semana que segue postarei sobre boas e más dicas para vocês curtirem o Halloween devidamente, já que de qualquer forma vocês terão que nesse dia escolher entre 2 monstros para ser o nosso futuro presidente. Esse especial não vai tomar todos os posts, tipo, terão alguns que não tem nada a ver com Halloween, mas o foco nessa semana será filmes de terror. Sem muita enrolação, está aberta a temporada do terror. Que os jogos comecem!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Imortal (Crônica)

Eu sou imortal. Não ria de mim, você também é, só não tem certeza. O que é um ser imortal? Highlander. Um ser que nunca morre, que perpetua para sempre, que continua vivo, que se mantém em pé, em resumo, como disse anteriormente, um ser que nunca morre. Bem, você já morreu? Para estar lendo isso provavelmente não. Então, assim como eu, você é um Highlander em potencial. Só podemos realmente afirmar que somos mortais a partir do momento em que morremos, depois do momento mórbido, e dessa passagem de “respirando” para “não-respirando” é que podemos dizer que não somos imortais, mas aí como estaremos mortos não poderemos dizer nada, quem dirá são os que ainda estão vivos, os outros potenciais Highlanders. Como não há certeza até o fato consumado, prefiro dizer que sou imortal, e depois se eu morrer, e tudo que eu disse tiver sido uma grande mentira, dane-se, estarei morto, não é mais meu problema. Então, até esse último segundo que eu verifiquei eu sou imortal. Não que eu realmente queira ser imortal, é só uma questão de rotulação apropriada. Dizer que se é imortal é algo legal, mas se formos parar para pensar é uma merda. As pessoas que se descobrem mortais acabam morrendo, e você, se tiver algum laço afetivo com elas, acaba ficando triste ao vê-las partir, muito devido a incerteza do “depois”. O que acontece “depois”? A resposta infelizmente é incerta, para se ter certeza precisamos morrer, e “depois” disso não vamos saber se valeu a pena morrer para saber, afinal, depois de mortos, não sabemos, não sentimos, não entendemos mais nada. Deve ser algo frustrante, você descobre a sensação da morte, e “depois”, the end. Bem, há quem diga que há coisas “depois”, mas não sei, não quero morrer agora para descobrir e desmentir ou confirmar mitos, ou melhor, mesmo que conseguisse, provavelmente não conseguiria voltar para dizer, ninguém voltou ainda. Não me preocupo com isso, não mesmo. Prefiro curtir a minha imortalidade enquanto estou vivo, e enquanto estou vivo, sou imortal, só não me peça para provar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nosso Lar-Mais um passo a frente

A badalada religião espirita ultimamente vem ganhando espaço no cinema nacional, lançando filmes que ajudam as pessoas a entenderem um pouco mais de sua doutrina para que talvez o preconceito com ela termine. O filme da vez é “Nosso Lar”, inspirado no livro psicografado pelo famoso Chico Xavier através do espírito de Emmanuel, que mostra como é a vida após a vida.

 

O roteiro é simples e ao mesmo tempo perdido. Temos como personagem principal André Luís que morre e passa por todos os processos espirituais pós morte, até chegar no lugar onde os espíritos ficam aguardando o momento da próxima encarnação. Esse lugar se chama “Nosso Lar”, e é onde o filme se concentra. A história do nosso protagonista é meio arrastada, em muitos momentos perde o fio da meada, o que deixa o filme um pouco cansativo, mas temos que entender que o mais importante não é o protagonista, mas sim o lugar em questão que dá nome ao longa. A intenção clara do filme não é nos converter ao espiritismo, mas sim deixar acessivel a todos uma explicação melhor sobre o que a religião fala, para assim termos uma opinião formada para poder julgar ou concordar com aquilo tudo. “Nosso Lar” quer passar uma visão diferente das coisas, para sairmos um pouco do convencional católico: Deus-Céu-purgatório-inferno-diabo.

 

As atuações do filme são bem regulares, o tom novelístico dado as cenas faz com que elas fiquem forçadas e perdem-se as suas sutilezas e nuâncias. Realmente não há muito a que ressaltar, o protagonista Renato Prieto precisa ser polido um pouco, ele tem até uma boa atuação, mas falta carisma, falta personalidade e um pouco de convicção. A atriz Selma Egrei faz a mãe de André, com bastante carisma e simplicidade ela chamou minha atenção, mas nada muito a declarar. Até grandes nomes do elenco como Othon Bastos, Werner Schünemann, e Paulo Goulart sofreram com o roteiro fraco e ficaram com as atuações ofuscadas e sem forças, o que é realmente uma pena.

 

O que mais importa no filme (para mim) é o avanço tecnologico no cinema brasileiro que ele proporciona. “Nosso Lar” é o filme nacional mais bem feito em questões técnicas da história brasileira! O longa faz uso de efeitos especiais e uma fotografia que enchem os olhos, com toda a sua iluminação paradísiaca e suas formas modernas de cenários, que nos dão uma ótima imagem na tela. Quando vi o filme no cinema fiquei orgulhoso do longa ser brasileiro, mesmo tendo uma história um pouco fraca e perdida, o passo a frente dado em termos tecnológicos nos abrem muitas portas, o mais difícil que era reunir capital e mãos habilidosas para cuidar dos efeitos especiais nós já superamos, agora o resto é fácil. O lance do Brasil é que falta segurança em seus longas, nós temos muito receio de andar em áreas desconhecidas, nos privamos com comédias clichês e dramas sobre miséria, o que faz do cinema nacional um grande e chatissimo porre convencional, mas nós temos potencial para mudar para melhor, para muito melhor! Raciocinem comigo. Nós temos atores de altissimo nivel que já conseguiram reconhecimento internacional devido as suas soberbas atuações, como Fernanda Montenegro (Rainha), Wagner Moura, Selton Mello, Tony Ramos, Pedro Cardoso, Andrea Beltrão, Marieta Severo, Paulo José, Marília Pêra, Lazaro Ramos entre muitos outros (muitos mesmo!). Temos ótimos roteiristas que só precisam de uma chance para conseguir mais reconhecimento, como o casal Fernanda Young e Alexadre Machado, além de Miguel Falabela. Temos grandiosos diretores como Fernando Meirelles, Guel Arraes, Walter Salles, Daniel Filho, entre outros. E agora temos tecnologia o suficiente para grandes filmes com efeitos especiais, então o que  falta para podermos competir de igual para igual com o cinema americano? CORAGEM! OUSADIA! ORIGINALIDADE! Só disso que precisamos, é só abandonarmos o jeito novelístico imposto pela Globo, confiarmos em nós mesmos e criar obras primas, que terão o luxo de ter como cenários as lindas praias do Rio de Janeiro, ou então a agitada metrópole paulista, as belas cidades do sul, ou até mesmo as florestas da Amazônia, nós temos muito potencial, só precisamos saber aproveita-los melhor, antes que outros venham e ganhem lucro em cima da gente, como o meu adorado James Cameron já está planejando fazer com as nossas florestas amazônicas. Já tínhamos potencial, agora temos know-how, só precisamos ousar, daqui para frente é só evoluir.

 

Ainda na parte técnica queria destacar a comovente trilha sonora, que dá a emoção certa para a cena, das mais animadas às mais tristes, lembrando muito (não sei porque) Central do Brasil.

 

Eu recomendo o filme com cautela, porque como longa, no geral, o filme não é muito bom, a parte estética é excelente, mas a história entedia com sua melancolia exagerada e seus diálogos enlatados, mas é aquela, prestigiar o cinema nacional e incentivar que mega produções continuem a serem feitas é sempre bom. Assista sem preconceitos, e sem um olhar muito crítico para atuações e roteiro, que assim fará a sessão valer a pena.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Entendendo Donnie Darko

Como disse no post do filme, eu faria um post extra explicando detalhadamente toda a genialiade do cult que mudou o meu jeito de ver as coisas (sério). Bem, na verdade, toda essa dissecação sagaz do filme não foi eu quem bolou, achei na internet, mas de qualquer forma, queria dividir com vocês. Desnecessário dizer que esse post terá spoillers o tempo todo, mas como já disse, lá vai: SE VOCÊ AINDA NÃO VIU O FILME NÃO LEIA ESSA JOÇA! O FILME PERDERÁ O ELEMENTO SURPRESA E VOCÊ NÃO TERÁ A SENSAÇÃOINCRIVEL QUE EU TIVE! Mas se você for daqueles que não está nem aí para isso, bem, a vida é sua, faça o que quiser. Aqui está a imagem que irá responder todas as dúvidas angustiantes geradas pelo longa:

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Vendo o filme uma vez não consiguimos notar isso tudo, não mesmo.Donnie Darko é o tipo de filme que deve ser visto pausadamente, analisando cena por cena, para assim percebermos o quão genial ele é, embora pouco atrativo em termos de entretenimento, como já disse, Efeito Borboleta é melhor.  Lendo essa explicação finalmente entendemos o que o filme quis nos mostrar, e o faz ainda mais inteligente em suas metáforas e estranhisses a primeira vista. Como podemos perceber, tudo se encaixa num ciclo perfeito, o roteirista fez um excelente trabalho na construção desse jogo sagaz que reproduz muito bem a vida, por incrivel que pareça. Como nossas ações somadas ao acaso, constroem nosso futuro, como tudo isso é meticulosamente armado para ser assim, ou talvez, como essa sucessão de erros e acertos desordenados fazem o nosso trajeto de vida?! Não sabemos, muito menos o roteirista, mas por ele elaborar a ideia já merece um prêmio. Assistindo Donnie Darko vemos como pequenas ações ou decisões mudam nossas vidas e as vidas ao redor. No caso, a sobrevivencia de Donnie alterou tudo, bagunçou com a linha temporária que aparentava estar certa, mas também talvez apenas a concertou, ou não fez nenhuma das duas coisas uma vez que não podemos analisar o que realmente foi certo ou errado de se acontecer. O tempo é incerto, as coisas que acontecem nele consequentemente também são. Esse simples fato da sobrevivencia de Darko desencadeou uma série de novos “destinos”, sendo esta a principal mensagem do filme: suas ações são definitivas para a sua vida e para aqueles que estão a sua volta. Achei genial quando li sobre a parte final, quando começa tocar a excelente música Mad World e a câmera vai mostrando os personagens que tiveram suas vidas afetadas acordando de um pesadelo, que era na verdade o Universo Tangente criado pela turbina, é realmente algo a se pensar depois. Legal também é a resolução dos problemas de Darko, que viu em seu sacrifico uma maneira de impedir que as coisas “ruins” acontecessem e de dar algum sentido a sua vida, ou melhor, a sua morte, morrendo feliz, satisfeito e pleno. Viram? Tudo se encaixa na mais perfeita ordem, as coisas acontecem por que elas tem que acontecer mediante o destino, porém o destino é mudado a cada instante que passa, a cada decisão que se toma, dessa forma não é o destino que manda nas nossas ações, mas sim nossas ações que mudam nossos destinos…

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Donnie Darko- O Tempo É Estranho

O tempo é realmente algo fascinante. Mesmo que tentemos medi-lo com relógios e calendários, ele é algo que não podemos tocar, e as vezes nem sequer sentir, ele simplesmente passa frenéticamente sem parar. No enigmático cult Donnie Darko, o tempo e suas propriedades ganham foco numa narrativa que faz o telespectador pensar bastante no sinistro jogo de causas e consequências da vida.

 

A estranha história do longa gira em torno do estranho adolescente Donnie Darko, que vive uma vida peculiarmente normal e entediante até o dia em que tem um sonho com um coelho medonho, e num processo de sonambulismo saí do seu quarto e salva-se da morte eminente da queda de uma turbina de um avião em cima da sua cama. Depois desse “milagre”, Donnie passar a sonhar frequentemente com o tal coelho estranho, que insiste em dizer a data do fim do mundo e lhe induz a fazer coisas bizarras para chamar a atenção, o que acaba por afetar a vida das pessoas ao seu redor. Com o passar do tempo, Donnie começa a entender o que está acontecendo, e depois de uma conversa com o coelho bizarro, passa a querer saber mais sobre viagens no tempo, o que fará com que ele entre num enigmático jogo em que ele tomará a decisão mais importante de sua vida.

 

Com um roteiro conciso e confuso, Donnie Darko não perde tempo em muitas explicações, as conclusões sobre o que está acontecendo no filme fica a cargo do espectador, o que pode deixar muitas pessoas perdidas durante todo o filme. Fazendo uso de uma inteligência absurda, o roteirista cria um perfeito círculo de acontecimentos onde não há erros de continuidade nem falhas no sistema, o que o filme propõe é bem realizado, como tinha que ser. Os diálogos são bem estranhos, mas condiz bem com a atmosfera do filme que é sem sombras de dúvidas estranha, já que nela temos personagens estranhos, com histórias estranhas, e principalmente com um coelho bizarro e assustadoramente estranho.

 

As atuações do longa são bem legais, nada muito a exaltar. Jake Gyllenhaal está bem no papel principal, e Drew Barrymore e Patrick Swayze fazem ótimo trabalho em seus papéis secundários. O que estraga um pouco filme é a atuação deslocada de Jena Malone, que realmente ficou um pouco forçada.

 

O que importa mesmo em Donnie Darko é a sua genialidade ao tratar sobre o tema “tempo”, que está relacionado a muitos outros, como destino, escolhas, ações e reações. Tendo isso em mãos, o roteirista elaborou uma história cujo final impactante deixa todos perplexos com tudo aquilo que viram, e faz com que reflitam sobre suas próprias vidas, ou melhor sobre a vida em geral, que é realmente muito estranha se pararmos para analisar. Por ser um filme sem explicações não conseguimos entender tudo logo na primeira vez que se vê, mas graças a internet podemos compreender melhor tudo que vimos em poucos cliques. No próximo post virá um esquema explicando muito bem todos os fatos de Donnie Darko, acalmando todas as dúvidas existenciais que surgirão após o longa. Depois de verem o post eu tenho certeza que vocês pararam por um minuto, respiraram fundo e exclamaram um belo e sonoro “Que foda!”. A explicação é de cair o queixo, tudo é muito bem calculado para encaixar no esquema, e funciona, além de esclarecer o final simbólico que ganha uma dimensão ainda maior com a explicação, que já era incrivelmente legal devido ao fundo músical de Gary Jules e sua música melancólica e densa Mad World. Tudo isso faz de Donnie Darko um dos filmes mais inteligentes/intrigantes da história, explicando conceitos  que nunca paramos para pensar ou analisar.

 

Na minha opinião singela Donnie Darko é muito bom, beira a excelência, mas pelo que diziam desse filme eu esperava mais em tela, digo, eu pensei que era ainda mais reflexivo e explicativo, fazendo-nos entender cada nuância do longa, então por isso não foi um dos filmes mais excelentes que eu já vi. Numa comparação, entre filmes de viagens no tempo, prefiro Efeito Borboleta, que de certa forma bebeu da água de Donnie Darko, mas (na minha opinião) foi melhor elaborado. Não recomendo a todos, não mesmo, esse tipo de filme é para pessoas que gostam de ficar uma boa parte do tempo sem entender nada e ir assimilando as coisas aos poucos, além disso, toda estranheza que ronda o filme pode perturbar os mais blockbusterianos, então indico Donnie Darko para cabeças pensantes que curtem longas peculiares. Depois de ver Donnie Darko (e ler a explicação), você se sentirá atônito, ficará desolado talvez, mas principalmente verá as coisas de um novo jeito, de um jeito estranho…

Boa sessão

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