quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Filmow- Orkut pra cinéfilos

Vasculhando a net, encontrei um site incrível, o Filmow, um site de relacionamentos para os amantes do cinema se conhecerem e compartilharem conhecimento, gosto e experiencias cinéfilas, é realmente interessante. Funciona assim: vc cria a sua conta, então vai no acervo de filmes do site e vai marcando os filmes de acordo com a sua preferencia, catalogando-os como “Já vi”, “Quero ver” e “Não Quero ver”, além disso vc pode dar notas ao filme e escrever um comentário sobre ele, é um site viciante. Vc tbm adiciona amigos cinéfilos, assim como no Orkut, e pode conversar com eles pelo sistema de recados, é um ótimo lugar pra conhecer gente estranhamente apaixonadas por cinema como vc!

Visite o site, vale a pena, agora q vc ta de férias no meio de um ócio desgraçado vai lá dar uma conferida, vou deixar aqui o link do site e da minha página se quiserem depois me adicionar:

http://filmow.com/

http://filmow.com/usuario/Pedro_Tafuri/ – minha página :D

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Cidade de Deus- Épico Brasileiro

Devo confessar que eu sempre fui um cinéfilo antipatriótico, nunca gostei do cinema brasileiro, achava que o Brasil era muito pobre nessa área a ponto de saber produzir apenas 3 tipos de filme: comédia fácil, drama sobre miséria e pornô, mas Cidade de Deus me fez reavaliar os meus conceitos.

Cidade de Deus, considerado por muitos o melhor filme brasileiro já feito, conta a história justamente da evolução (se é que possa se dizer assim) desse conjunto habitacional do Rio de Janeiro através das histórias de seus principais personagens. É impressionante o modo como as histórias seguem uma continuidade ao longo do filme, pois não existem histórias soltas, todas tem sua ligação, num jogo de causa e consequência.

O mais legal de todos os aspectos do filme é a ousadia do grande Meirelles ao usar diversos tipo de manejos da câmera, transformando o filme numa grande obra visual também, coisa  pouco explorada nos filmes brasileiros. O início do filme já mostra todo o seu potencial começando do fim (coisa que eu adoro em filmes) e tem aquela rodada 360º no Buscapé (nosso narrador e de certa forma o personagem principal) que nos leva de volta a origem da Cidade de Deus, que vai ser contada ao longo do filme até aquele ponto, simplesmente genial.

Por termos muitos personagens fica dificil explicar cada um, mas podemos destacar, além de Buscapé (Alexandre Rodrigues), Zé Pequeno (Leandro Firmino da Hora) o grande vilão dono de “tudo”, Sandro Cenoura (Matheus Nachtergaele) rival de Zé Pequeno, Mané Galinha (Seu Jorge) aliado de Cenoura e Angélica (Alice Braga) uma burquesinha que se envolve com o melhor amigo de Zé Pequeno. Todos são muito bem caracterizados e interpretados  ajudando a compor a perfeição desse filme.

Podemos perceber nesse filme uma influencia direta de (é agora que vcs me matam) Quentin Tarantino em várias características do filme. Temos, por exemplo, a violência como base, um roteiro entrelaçado por histórias aparentemente independentes, personagens cínicos que devido a influencia do seu meio externo adotaram a violência e o crime como estilo de vida, os estilos de câmera e de iluminação, a edição não convencional e as falas recheadas de palavrões, visivelmente Tarantino’s Rules!

As falas recheadas de palavrões, como eu já disse, conseguem mostrar uma visão bem crua (e cruel) da realidade dos personagens que retratam muito bem a população de baixa renda carioca. Além disso, temos no filme o que eu acredito ser a frase mais famosa do cinema brasileiro dita pelo adorável monstro Dadinho: “Dadinho é o caralho, meu nome é Zé Pequeno!” Desculpa…. (nossa, que ridículo o que eu acabei de fazer!).

Cidade de Deus acaba misturando vários estilos, temos ação, drama, comédia de humor negro e um leve romance, e por mais que seja enquadrado apenas como um drama, acho que ele passa uma sensação de terror inigualavel! Nós ficamos realmente assustados com a “realidade” que nos é apresentada, ver tantas coisas ruins e erradas acontecerem na vida desses personagens e percebermos que existem muitas pessoas reais que vivem isso no seu dia a dia é horrível. Observar o crescimento de Zé Pequeno no mundo do crime é angustiante, nós vemos uma criança de 9 anos matando sem peso na consciencia e a cada tiro que ela dá ele vai mudando até que “Dadinho” se torne Zé Pequeno, uma cena genial, porém triste se colocarmos nos parâmetros reais. Pra mim a parte mais “assustadora” é ver as crianças da Cidade de Deus se encaminharem sem medo pelas trilhas do crime e da violencia, vê-las agindo como traficantes, falando como eles.Citando “Apocalypse Now”: “The horror…the horror…”. Cidade de Deus consegue transpirar crueldade, mas sem que seja algo insuportavel, é uma sensação diferente, só vendo pra entender.

Cidade de Deus é um filme que me fez acreditar no cinema brazuka, ainda mais nesse ótimo momento onde temos muito investimento nessa área, o que vem colocando em circulação mais filmes nacionais e de gêneros diferenciados. Com um filme assim, eu finalmente passei a acreditar no potencial brasileiro de produzir filmes tão bons quanto os estrangeiros (yes we can!). A única lastima é que a cobiça do homem é maior que tudo, e infelizmente, foi só Meirelles conseguir reconhecimento internacional que ele foi tentar a vida lá fora, se esquecendo do seu Brasil brasileiro, mas enfim é a vida, assistam e inspirem-se!

Pôster internacional do filme (orgulho)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Crepúsculo dos Deuses- Hollywood bizarra dos anos 50

Olha, a última coisa que eu tento ser é escroto quando falo com meninas, mas se vc leitora foi atraída por este post por achar que tem algo a ver com o fenômeno vampiresco adolescente “Crepúsculo” pode dar meia volta ou ler outra coisa desse blog (recomendado), porque este post é dedicado a um dos maiores clássicos do cinema em preto e branco e que mesmo depois de 59 anos mantem-se atual e interessante. Só para esclarecer, a diferença básica entre esse filme e a saga “Crepúsculo”, é que este filme é bom! :D.

A história do filme é simplesmente incrível, Joe (William Holden), um roteirista desempregado acaba por acidente parando na mansão de Norma Desmond (Gloria Swanson), uma grande atriz do cinema mudo, que agora com a chegada do cinema falado está esquecida. Joe chega num momento meio estranho onde Norma está esperando a funeraria para enterrar seu macaco morto, percebemos assim que ela está meio perturbada, já que não faz mais sucesso como antes, nos mostrando uma personagem extravagante porém ainda de certa forma normal. Eles então começam um relacionamento esquisito, ela contrata ele para escrever o roteiro do seu próximo filme q lhe trará de volta aos holofotes da fama, pelo menos é isso que ela acha, desempregado, Joe aceita, de mal gosto, mas aceita. Daí em diante os fatos vão nos levando a um caminho assustador da indústria cinematográfica, mas de forma deliciosa, nos fazendo gostar de cada cena, de cada frase egocêntrica de Norma e de cada frase sarcástica de Joe, é um filme imperdivel. A cada passo, o filme nos revela segredos obscuros da atriz, nos deixando perplexos, e também mostra cada degrau da loucura descido por Norma até o impressionante fim onde ela transpira insanidade contida apresentando-nos a famosa cena final selada com a frase inesquecivel: “Mr. DeMille, I’m ready to my close-up”.

O roteiro do filme é excepcional, muito bem escrito e muito bem conduzido o que é o mais importante. As falas saem das bocas dos personagens perfeitamente, já que foram aliadas à atuações primorosas, principalmente de Gloria Swanson que transmite o tom certo de amargura, insanidade e carencia. O personagem de Holden tem ótimas tiradas sarcásticas, que te arrancam boas risadas nervosas no meio de tanta bizarrice. Dentre outros personagens do filme, temos também o mordomo misterioso de Norma, Max Von Mayerling (Erich von Stroheim) que pra mim é uma mistura estranha de Alfred Hitchcock e o Batatinha do Manda-Chuva. Outra personagem importante da história é Betty Schaefer, uma jovem roteirista por quem Joe secretamente se apaixona, vivida graciosamente por Nancy Olson.

Por trás de toda boa atuação em conjunto há sempre uma direção brilhante, no caso, o diretor é um dos meus antigos favoritos: Billy Wilder, responsável por outros sucessos como “Quanto mais Quente Melhor” e “Se meu Apartamento Falasse”. Ele nos apresenta uma Hollywood obscura e cruel, causando polêmica na época do seu lançamento e deixando o filme ainda mais interessante. Seus truques de câmera e angulo dão ao filme o toque que precisava para nos apresentar esse deleite visual.

“Crepúsculo dos Deuses” é um filme essencial para todos os amantes do cinema, e que ao meu ver merecia ganhar o Oscar de Melhor Filme de 1950 no lugar de A Malvada, que se tornou seu “filme rival” da virada da metade do século. É um filme que eu realmente indico, principalmente para aqueles preconceituosos que rejeitam qualquer filme em preto e branco, porque depois que virem esse filme perceberam o quão forte ele é, e terão mais respeito pelas raízes cinematográficas, além de pararem de se envolver com drogas, como a saga “Crepúsculo” :D!!!

“Mr DeMille, I’m ready to my close-up”

Atividade Paranormal-Gargalhadas substituem gritos

Sempre fui adepto da seguinte teoria: Filme de terror bom é filme de terror antigo, e esse filme só veio para confirmar essa teoria. Nas suas prévias, trailers e posters, o filme realmente prometia, e teve como base uma ideia até que legal, mas o longa só mete medo nos minutos finais, é decepcionante!

Atividade Paranormal segue a linha “Bruxa de Blair”, estilo que eu não gosto muito, aquele lance de câmera na mão, luz noturna, atores fingindo que tudo aquilo é real, mas enfim fui ver. O filme me deu vontade de assistir pela frase do poster: “O que acontece quando você dorme?”, é uma ótima proposta, mas o filme não soube desenvolvê-la direito. A história mostra a vida de um jovem casal que decide filmar certos acontecimentos estranhos que vem ocorrendo com eles, a fim de que possam entende-los e acabar com eles. Aos poucos os fenômenos vão se tornando mais perigosos e sinistros (em termos) trazendo preocupação e horror aos protagonistas. Legal né? Pena que a parte sinistra e perigosa só acontece nos últimos 10 minutos, porque no resto é porta abrindo e fechando sozinha, barulhos estranhos e só, nada que te faça pular da cadeira, a não ser que vc tenha um estomago muito fraco e nenhuma coragem.

Normalmente, o objetivo de filmes que se dizem de terror é causar “medo” e “pavor” nas pessoas, no caso de Atividade Paranormal o efeito é totalmente oposto, o filme te faz mais rir do que te apavorar, não to falando isso tentando ser o “engraçadinho escroto” que quer detonar de vez o filme ou algo do tipo. O filme, além de ser engraçado por ser ridículo em certos momentos, tem um teor cômico altissímo por causa do personagem principal, marido da mulher que sofre os ataques paranormais, que tem na manga várias frases irônicas e sarcasticas, estilo Chandler de Friends, se você quer um motivo para ver o filme, vá por causa dessas frases!

Enfim, assistam esse filme apenas se tiver coragem, pois as atuações e a história te farão ter pesadelos por um mês!

domingo, 22 de novembro de 2009

Bastardos Inglórios- Originalidade na 2º Guerra

  "Era uma vez numa França ocupada pelos nazistas..."
Assim começa o eletrizante novo filme do tão falado por mim Quentin Tarantino, que mostra dessa vez um outro ponto de vista da 2º Guerra Mundial, revolucionando assim esse tipo de filme, mais tarde eu explico.

O longa conta a história de vários personagens que estão vivendo na pele o clima tenso da guerra e até participando efetivamente dela. Primeiro temos a história da linda judia francesa Shoshanna- isso mesmo que você leu-, que teve sua família morta pelo exército nazista comandado pelo general Hans Landa e que agora, dona de um cinema, planeja uma cruel vingança. Também temos a história do grupo de exterminadores de nazistas que dão título do filme, os tais Bastardos Inglórios, que juntamente com uma organização secreta fazem um plano para matarem Hitler. Até o fim do filme as histórias se entrelaçam de uma maneira que só o Taranta consegue fazer, numa sequencia final que será lembrada para sempre.

Bastardos Inglórios é um filme de guerra inovador por mostrar justamente o contrário que os outros da 2º guerra mostram: judeus vingativos e violentosque prometem fazer os soldados nazistas sofrerem assim como eles fizeram seu povo sofrer, o que  é sensacional. Os judeus não são mais coitados à la Anne Frank, eles atacam os nazis sem piedade, tanto os Bastardos quanto Shoshanna que consegue ser ainda mais sádica. Até aí já dá para perceber que o filme tem cenas fortes de violência. Mas também você queria o que? Quentin Tarantino dirigindo filme de guerra. É lógico que ele ia extravassar na violência sem peso na consciência, não ia fazer filminho melodramático "A Escolha de Sofia" e a " Vida é Bela"!- são filmes ótimos, sem dúvida, mas não tem nada a ver com Quentin.

Logo de cara, o filme já mostra a sua força contando como a família de Shoshanna morreu, numa cena em que existe tensão transpirando da tela numa simples sequência em que Landa toma um copo de leite. Nesse momento temos um diálogo bem  característico dos filmes do Tarantino, que começam sem noção mas acabam ganhando profundidade e sentido em relação ao filme.Depois nos é apresentado o grupo dos Bastardos de forma bem inusitada e divertidíssima, com direito até a narração de Samuel L. Jackson, e assim a história vai se desenrolando em meio de tramas e planos contra o Nazismo. No meio disso tudo, ainda temos uma agente dupla vivida muito bem pela bela Diane Kruger.

Como sempre, a trilha sonora escolhida por Quentin é foda e  consegue, sozinha, estabelecer o clima perfeito para a cena. Nos momentos mais empolgantes, temos um rock pesado e intenso que faz teu coração bater acelerado, fazendo de uma simples sessão de cinema uma grande experiência de entreterimento.

Os personagens foram brilhantemente criados por Tarantino nos fazendo gostar de todos, sendo que quem rouba a cena é o general Hans Landa, devido a grande atuação de Christoph Walts . Outra ótima atuação é da ilustre, e até então, desconhecida Mélanie Laurent que interpreta Shoshanna de forma precisa e espetacular, de forma que conseguimos ver seu ódio contido enquanto conversa com o responsável pela morte de sua família, numa das cenas mais angustiantes do filme. Pitt também tem uma boa performance, que dá um humor negro especial ao filme, ficando com algumas das melhores tiradas do roteiro.

Dessa vez, Quentin obedece a ordem cronológica do filme, mas não obedece os fatos históricos, mostrando toda a sua audácia e dando um grande final feliz (em termos) que muitos judeus gostariam que tivesse acontecido. Esse toque final eu achei foda, deu personalidade ao filme! Não só essa parte, mas sim toda a sequência final, que realmente te deixa vibrando na poltrona e me fez lembrar o porque que eu gosto tanto dos filmes desse cara chamado Quentin Tarantino.

Outro ponto a ressaltar são as técnicas de posicionamento de câmeras que o diretor usou, que te faz ver cenas incríveis e deixam os diálogos mais dinâmicos e inusitados. Em alguns momentos, a câmera é bem rápida e mostra a cada segundo o rosto de cada um envolvido na conversa, o que é muito legal. E também temos momentos estranhos, bem estilo Tarantino, onde nos é mostrado um belo de um close numa tigela de creme como se dentro dele fosse sair um gordo com duas metralhadoras destruindo tudo. Mais uma vez, Tarantino se mostra nem um pouco convencional, e suas cenas nem um pouco clichês, quando achamos que é certo de algo acontecer, o cara nos dá um tapa na cara mostrando algo totalmente diferente, #foda .

É claro que Bastardos Inglórios não tomou o posto de obra prima do diretor, lugar ocupado pelo meu filme favorito, Pulp Fiction, mas é um ótimo filme de ação que agradou a todos os fãs do Taranta e com certeza fez muitos se tornarem. Então assim termino esse post, convidando vocês a entrarem neste grande fã clube de Quentin Tarantino assistindo a Bastardos Inglórios.

“Essa é com certeza minha obra-prima”

domingo, 1 de novembro de 2009

Batman O Cavaleiro das Trevas- Revolução nos filmes de heróis

Antes de Christopher Nolan assumir a série Batman a partir do Begins, os filmes do herói eram muito, mas muito ruins. Eram filmes bobos, lembrando a antiga série de tv do Batman, com vilões atrapalhados, coisas coloridas  e bum, pan, pow! E mesmo que conseguissem um ótimo elenco (sabe Deus como) com nomes como Michael Keaton, Nicole Kidman, Danny DeVito, Michelle Pfeifeir e George Clooney, seus filmes eram fúteis e facilmente esquecidos por chegarem a serem ridiculos. Mas isso mudou quando o audacioso Nolan assumiu o comando do renascimento do herói em Batman Begins, um filme que agradou aos fãs por mostrar o herói e, principalmente, Gothan como realmente são nos quadrinhos. Batman é um defensor noturno que se esconde a todo instante, não gosta de aparecer e sabe ser inteligente e cruel quando necessário, enquanto sua verdadeira identidade, Bruce Wayne, mantém as aparencias de um riquinho mimado que gosta de curtir a vida sem limites com a herança deixada pelos seus pais, sendo muito bem interpretado pelo Christian Bale. E Gothan City se apresenta como uma cidade suja, tomada pelos criminosos e por policiais corruptos, exatamente como é proposto nos quadrinhos, dando ao filme um estilo Noir incrivelmente atual.

Mas foi em Batman O Cavaleiro das Trevas que Nolan obteve seu auge, assim como a saga do herói q dessa vez enfrenta o seu lunático arquinimigo Coringa, que rouba o filme devido a espetacular atuação de Heath Ledger que, mesmo morto, recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. A atuação dele merece um parágrafo a parte, então não nos concentremos nisso agora. A adrenalina no filme é constante, cada armadilha proposta pelo Coringa parece com aquelas grandes cenas finais de filmes de ação, te deixando boquiaberto durante todo o longa. E o legal é que cada uma é meticulosamente montada, nos mostrando coisas novas, situações jamais vistas, fazendo deste longa um filmaço. Além do Coringa, nos é apresentado Harvey Dent (Aaron Eckhart), um novo promotor público que promete acabar com a criminalidade em Gothan, sendo chamado até de Cavaleiro Branco. Mas isso tudo vai por água abaixo depois de uma bem armada e sucedida armadilha do Coringa q o faz cair em desgraça e se tornando num outro famoso inimigo do Batman: Duas Caras. Dentre outros personagens temos os que já foram apresentados no Begins: o sarcástico mordomo Alfred (Michael Caine), o desenvolvedor dos equipamentos do Batman Lucius Fox (Morgan Freeman), o policial amigo Gordon (Gary Oldman) e a paixão do herói Rachel (Maggie Gyllenhaal).

       

Um aspecto impressionante, e até mesmo surpreendente, do filme é a subjetividade que acompanha o longa do início ao fim. Tudo pode ser uma metáfora, basta querer ver. A mais forte (e foda) é a moeda de Dent que nos leva a vários jogos de palavras (duas caras) e de ideias (dois lados do ser humano). Muito foda. É surpreendente porque não esperamos tanta profundidade de um filme dito “Blockbuster”, e quando vi que que essa mistura é possível, fiquei feliz :D.

Agora o Coringa. Heath Ledger simplesmente tornou o Coringa  possível, trouxe ele para a realidade, por mais surreal q seja. Não sei como explicar, mas Ledger fez do Coringa um doente psicótico pertubado, com estranhezas, tiques nervosos e nenhum escrúpulo. Sua atuação é perfeita, fazendo jus ao personagem que por si só já é foda. O objetivo do Coringa não é matar o Batman, ele mesmo diz que se ele o matasse não teria mais graça, o objetivo dele é mostrar que todas as pessoas, quando expostas ao extremo, são como ele, “basta dar um empurrãozinho”. Este lance do Coringa  é o que dá profundidade ao filme, e também grandes doses de originalidade, pois cada armadilha do vilão pode ser entendida como um “experimento social” cheio de efeitos especiais! Dentre as minhas cenas favoritas estão a incrível sequência inicial que mostra um plano perfeito de assalto a banco, qualquer cena em q o Coringa apareça, a apresentação do Coringa aos criminosos em reunião e a parte em que Harvey Dent cai em desgraça e vira o Duas Caras que tem uma maquiagem/efeito que faz parecer real de tão perfeito. E também, lógico, a incrível armadilha final que te faz saltar da cadeira de tão vibrante e eletrizante que é.

Um elemento que normalmente é esquecido em filmes de “ação blockbuster”, mas que nesse foi muito bem elaborado foi o roteiro. As falas e diálogos são cuidadosamente escritas de forma que, em momento algum, o filme fica chato, somente rico e inteligente. O roteiro ainda dá direito a um bordão que não cai no repetimento (só esse filme conseguiu isso) dito insanamente pelo Coringa: Why so serious? (porque tão sério?).

Ouso dizer que este foi o filme que eu mais curti assistir ano passado e que eu mais subestimei. Quando fui no cinema não esperava tanto, e pra dizer a verdade achava que Ledger era muito novo para o papel que antes foi interpretado pelo grande   freak Jack Nicholson, então fui despreparado. Com o decorrer do filme, fui percebendo a sua grandiosidade e amando cada cena. É sem dúvida um marco na história dos filmes de super heróis que ultrapassou a barreira do Oscar, conseguindo levar o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante e não ficando apenas com as clichês categorias técnicas (efeitos, sons, maquiagem..). Mas ainda achei uma injustiça o filme não ter sido indicado a melhor roteiro e melhor direção, mas tudo bem, todo ano a academia tem que fazer umas escrotices dessas. Enfim nossa parte clichê do texto, não percam tempo, se você não viu ainda, veja, porque esse não é somente um filme de ação.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa- Amor Paranóico por NY

Obra prima de Woody Allen, essa comédia romântica nada convencional conquistou publico e critica e levou muitos prêmios, além de elevar Allen a condição de gênio cinematográfico.

A história monta as características que passariam a ser marcas registradas do diretor como exemplo a própria trama de “Noivo..”: humorista judeu paranóico que mora em Nova Iorque conhece uma garota diferentemente interessante, se apaixona e a partir daí várias situações cômicas acontecem. A história é em resumo isso, mas o interessante desse e de outros filmes do Woody é que durante o longa o personagem dele (Alvy) interage com o telespectador, contando sobre seus relacionamentos frustrados do passado, experiencias traumaticas da sua infância entre outras histórias q dão ao filme uma leveza  sem tamanho. A excêntrica garota por quem Alvy se apaixona é Annie Hall (Diane Keaton) q também se apaixona por ele e assim começam um relacionamento instavel até o último e brilhante monólogo do filme, e até lá a inteligencia e o humor andam juntos.

O que eu mais gosto no filme, não só nesse mas na maioria dos filmes do Woody, são os dialogos e os monólogos, que são feitos com a mais pura sagacidade tendo frases geniais em cada cena, e como são ditos com muita velocidade, principalmente quando são falados pelo Allen, toda vez que vemos os filmes percebemos coisas novas, entendemos tiradas mais subjetivas e conseguimos cada vez mais adentrar nesses mundos paranóicos criados por Woody Allen. Nas partes mais interessantes do filme, em q Alvy fala direto com o público, tudo pode acontecer. Ele pode voltar no passado e visitar sua antiga escola, pode contar com a participação de famosos, conversar com estranhos como se fosse um jornalista preenchendo uma pesquisa, pode virar um desenho animado, enfim, é como se estivessemos na cabeça do personagem, onde tudo é possível (e paranóico).

As atuações são perfeitas, Allen vive um personagem bem parecido com ele, então ficou muito natural, e Diane Keaton tem uma das suas melhores atuações e uma de suas melhores personagens que consegue expressar o q está sentindo com apenas um olhar, valendo mais que um monólogo inteiro de duas páginas.

Uma coisa q eu não entendi e achei ridiculo foi o título em portugues. Eu queria saber como que “Annie Hall” acabou se tornando “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, podia deixar como no original! #tosco

Mas enfim, esse é um ótimo filme, que influenciou muitos outros do gênero, e até na brilhante série brasileira “Os Normais”, que em alguns momentos até chegou a copiar cenas e frases do longa. Então, como sempre, eu recomendo este filme a qualquer um q goste de humor inteligente que é transmitido com perfeição pelo gênio Woody Allen.

“O problema é que precisamos de ovos”

(spqm)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CSI Perigo à Sete Palmos-alternativo de Tarantino

Fã assumido da série CSI, Quentin Tarantino se aventurou em dirigir o eletrizante episódio final da 5º temporada, que teve quase 2h de duração e é considerado por muitos (inclusive eu) a melhor história do programa. Eu considero o episódio como um filme, por isso está no blog, sem falar q não é necessário conhecer a série a fundo para entender a história, sendo assim é só assistir, como um filme!

O episódio mostra as ações de um maníaco meticuloso que sequestra um dos CSI e o enterra vivo num caixão de vidro. O cara deixa poucas pistas na cena do crime, mas envia aos agentes um pendrive que dá acesso a uma câmera que está dentro do caixão, mostrando todas as agonias vividas pelo CSI enquanto está preso. O sequestrador pede, em troca do agente capturado, 1 milhão de dólares, fazendo com que os agentes tentem arranjar esse dinheiro do jeito deles. Mesmo  com toda a quantia em mãos, o maníaco não está satisfeito, dando uma grande virada no meio do episódio, mostrando aos telespectadores algo nunca antes visto.

O legal do episódio é que não foi preciso perder tempo com a apresentação dos personagens, permitindo ao diretor focar-se apenas na história, fazendo com q o episódio seja um clímax contínuo da história. Percebi q o lance do cara ser enterrado vivo foi uma prévia do que Tarantino faria (com maestria) em Kill Bill 2, numa das cenas melhores elaboradas q eu já vi e q faz com q você perca realmente o folêgo.

É claro q o Quentin “perdeu” um pouco do seu estilo por ter q se adaptar aos parâmetros da série, mas isso não diminui em nada o episódio, só mostra o quão talentoso e versátil o Tarantino é. Nada mais a dizer, só assistam.Procurem nas locadoras q concerteza vão achar, o episódio está num dvd especial extra da série. A propósito, prometo falar mais de outros diretores sem ser o Tarantino ;D!

domingo, 18 de outubro de 2009

Atração Fatal- Pense bem antes de trair…

Este grande sucesso de 1987 deixou muitos homens preocupados com relação aos seus “affairs” extra-conjugais ao apresentar-lhes a psicótica Alex Foster, interpretada com maestria pela quase sensual Glenn Close. Sim, ao longo do post apareceram muitas piadas com relação a “exuberante” beleza de Glenn Close, exemplo: “é claro que o filme se chama Atração Fatal, basta olhar para a Glenn Close q o cara morre”. Já vou avisando q elas não terão graça, então ignorem e sigam em frente.

O filme tem uma história até q bem simples, mas Adrian Lyne conseguiu dar a ela, junto com o elenco, uma complexidade impressionante. O filme mostra a vida do advogado Dan Gallagher (Michael Douglas) que vê a sua vida mudada depois de conhecer Alex Forrest (Close) numa festa. Enquando a sua mulher viaja, eles acabam tendo um caso tórrido e intenso (sexualmente para ele, e amorosamente para ela). Mas quando sua mulher volta, Dan não quer mais Alex, porém Forrest não aceita ser largada por estar apaixonada (lê-se obcecada) por ele. Então ela faz de tudo para continuar em sua vida, mesmo q seja de um jeito ruim, passando a ameaça-lo e a perseguir a sua família. Com muitas cenas de sexo e diálogos incríveis, este é um filme imperdível.

Adrian Lyne, famoso pelos seus suspenses sensuais (Proposta Indecente e Infidelidade), deixou a primeira parte do filme bem sexy (mesmo tendo no elenco Glenn Close) com uma incrível sequência de sexo incessante entre os protagonistas, e foi aos poucos levando os telespectadores ao inferno causado por uma mulher rejeitada. O filme chega a ser angustiante com a Alex grudada no cara (isso na parte não sensual do filme), com suas ligações, ameaças e jogos emocionais. Ela vira o cão quando começa a interferir na familia do cara fazendo coisas cruéis, invejando tudo aquilo q ela não tem, sendo então cada vez mais problemática e assustadora (ela já assustava antes, com uma faca gigante então, nem se fala).

Por mais q eu fale da Glenn Close, ela está perfeita neste papel, sabendo quando avançar e quando recuar para o Michael Douglas entrar em cena, mantendo uma ótima quimica entre os atores. Além disso, ela, em nenhum momento, ficou exagerada, como muitas ficariam no lugar dela, então, onde perde-se em sensualidade, ganha-se em profundidade (tô falando de atuação seus besterentos). Simplesmente assistam. Mas antes, uma última piada, essa é realmente sem graça, chega a ser infame, mas talvez numa outra situação seria até inteligente: Muitos confundem Atração Fatal com Instinto Selvagem, por ter nos dois Michael Douglas comendo mulheres assassinas psicóticas. Glenn Close foi chamada para fazer Instinto Selvagem, mas recusou, então Douglas foi até a Sharon Stone e perguntou: Are you opened?Because Glenn Close.(som de bateria quando alguem faz uma piada sem graça.)

O Jovem Frankenstein-O pai das paródias

Para você (inculto) q acha q filmes antigos não tem graça nenhuma, q eles estão antiquados e ultrapassados comparando com os de hoje e q comédia boa é a última q saiu, mude seus conceitos assistindo “O Jovem Frankenstein” uma paródia super inteligente do clássico do terror das telas e dos livros: “Frankenstein”.

No filme um neuro-cirurgião (Gene Wilder) herda o castelo de seu avô, o Dr. Victor von Frankenstein. Ele achava que o trabalho de seu avô era inútil, até descobrir em um de seus livros antigos um trabalho sobre reanimação de órgãos, mudando assim de opinião e dando continuidade aos trabalhos do avô com a ajuda do neto do ajudante do seu avô, Igor, um corcunda vesgo com ótimas tiradas. Ele ainda tem como companhia a gostosa Inga e a assustadora governanta Frau Blücher q tem uma das melhores gags do cinema. Juntos conseguem dar vida à criatura q por ser incompreendido acaba fugindo e causando confusões por onde passa.

Esse filme, sem dúvida nenhuma, tem influências em várias paródias de hoje em dia, no jeito de pegar uma história rígida e transformarem-a em algo ridiculo, seja por exagero ou por um toque de realidade. E o q eu acredito ser o grande diferencial dessa paródia com as atuais, são as tiradas bem elaboradas e faladas sem perder o ritmo, transformando esse simplório filme numa grande comédia. Não estou dizendo q as paródias de hoje em dia não sejam engraçadas, a série Todo Mundo em Pânico é ótima, e alguns do seus “filhos” até q chegam a serem engraçados (Super-Herói, Uma comédia nada romântica), a diferença está no refinamento de “O Jovem Frankenstein” q não apela tanto em suas piadas, porém mantem o humor.

Não só o filme “O Jovem..” é engraçado, mas também boa parte das comédias de Mel Brooks, q são na maioria paródias também, como por exemplo “Banzé no Oeste” e “Drácula-Morto, mas feliz” q agradaram muito público e crítica. Por isso eu aconselho a vocês a escolherem melhores comédias como essas ao invés de  porcarias modernas como “Mulheres, o sexo forte” e “Guru do Amor”. Mas uma vez afirmo q, claro, existem ótimas comédias hoje em dia, mas tem algumas q exageram no rídiculo para serem engraçadas e acabam sendo apenas rídiculas! #ficaadica

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