domingo, 28 de fevereiro de 2010

Up Altas Aventuras- Cultura numa leveza impressionante

Não fiquei surpreso com a indicação de Up para o Oscar de Melhor Filme. Ano passado quase indicaram Wall-E para ganharem popularidade, sendo assim não perderiam essa chance neste ano com um filme tão rico e forte como Up Altas Aventuras. É um filme que teve uma estratégica para agradar o público bem inteligente: o filme é engraçado e divertido para as crianças e tocante e inteligente para os pais dessas crianças, conseguindo num único filme agradar os dois públicos fortes.

A história é bem original, tipo, muito original para um filme infantil, chega a espantar! Num resumo (pois não consiguiria explicar a históra toda do filme como se deve em poucas linhas) o filme mostra a jornada do velhinho Carl até o lugar dos sonhos de sua falecida esposa, uma montanha na América do Sul, para onde ele decide ir após receber um mandato para ir para um asilo. Ele então vai, mas de maneira peculiar (e improvável, mas nós não ligamos), ele amarra trocentos balões na casa dele e vai em busca do lugar tão desejado. Só que ele não sabe que tem um passageiro mais inconveniente do que o Alien na casa (pensem um pouquinho e entenderam a piada), o inquieto Russel, que conquista o nosso carisma imediatamente. É então formada a base para muitas confusões onde nada pode ser previsto.

Up Altas Aventuras tem uma carga dramática gigante comparada aos outros filmes da Pixar. É realmente emocionante o modo como a história se desenrola, ela causa muita empatia com o telespectador, é um filme vivo, ele te faz sentir emoções, não sei explicar. Isso se deve por dois fatores: os dois personagens principais, que te divertem e muito, e em certos momentos te comovem por terem histórias que são tristes. No filme, elas são tratadas de forma bem leve, afinal é um filme para crianças, mas há sentimento, e a superação no final é o grande gancho para que nós saíamos sorrindo do cinema, tendo um saldo positivo em todos os aspectos.

Técnicamente o filme dá um show, como qualquer obra prima da Pixar. Tudo é bem detalhado, as feições ficam mais perfeitas a cada filme e a trilha sonora também não fica atrás. Quem dubla o Carl na versão brasileira, altamente recomendavel, é o mestre do humor Chico Anysio que tem fisionomias que se aparentam muito com o personagem, e uma voz que se adequa muito bem ao velhinho. Up recebeu 4 indicações ao Oscar desse ano: Melhor Filme, Animação, Edição de Som e Roteiro Original.

Esse é um filme que posso recomendar sem medo para todas as idades, todas mesmos, sem exceção. Você, pai cinéfilo que está lendo este post e quer começar desde cedo a introduzir o cinema na vida de seu filho, leve-o para ver esse filme, é um excelente começo! Não digo que levará o Oscar de Melhor Filme, mas que é sem dúvida muito, mas muito superior a Avatar. Up é muito mais rico do que Avatar, nossa, que vergonha Cameron, que vergonha! (#morteaAVATAR !) Mas enfim, este filme leva concerteza o Oscar de melhor animação, se foi indicado a melhor filme, óbvio que levará a estatueta. Vejam esse filme, é quase obrigatório, é cultura numa leveza impressionante.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Forrest Gump-O Contador de mais de uma história…

Mais que um filme, uma lição de vida, Forrest Gump é sem dúvida um dos filmes mais adorados de todos os tempos, pois consegue botar na sua receita um humor leve e inocente, um drama por vezes melancólico mas bem interessante, e uma história incrível que se entrelaça com muitas outras, sendo assim um dos filmes mais legais da década de 90.

O filme nos mostra a vida de Forrest Gump narrada por ele mesmo enquanto está conversando com desconhecidos num ponto de ônibus. Forrest conta a eles toda a sua história desde o início, desde criança. Ele tem um QI abaixo da média, sendo assim retardado em relação às outras pessoas, o que desde pequeno lhe influenciou muito. Ele então vai contando toda a sua trajetória de vida, todas as coisas incríveis que ele fez, mesmo não sendo assim tão inteligente e nós ficamos fascinados com aquilo tudo, principalmente pelo modo ingenuo e divertido que ele vai narrando os acontecimentos. Forrest conta realmente tudo que aconteceu com ele até aquele ponto (de ônibus, desculpem, não pude resistir a esse trocadilho esperto), mas as coisas na vida de Gump ainda estavam para mudar, e sua história assim continua…

O filme te conquista porque Forrest te conquista, Tom Hanks atua brilhantemente bem, captando toda a ingenuidade e sutileza de Gump, gerando uma empatia enorme com o público. Ficamos felizes ao vê-lo feliz, ficamos tristes quando ele perde alguem querido, ficamos putos quando começam a caçoar ele e ficamos satisfeitos ao vê-lo realizado, mexendo assim com todas as nossas emoções, transformando Forrest Gump num filme irresistível.

O roteiro do filme é bem montado, e foge totalmente do padrão início-meio-fim empacotados. O filme é progressivo, ele não para, é como uma metáfora das corridas de Forrest, e principalmente não se concentra numa coisa só, a história vai mudando, é um filme imprevisível, não temos ideia do que pode acontecer. No fundo, Forrest Gump é uma metáfora sobre a vida (lá vou eu de novo) que é uma coisa continua, incessante e que nós nunca saberemos realmente o rumo que ela tomará [Mamãe sempre dizia que a vida é uma caixinha de chocolates, nunca sabemos o que podemos achar dentro dela…]. Outra coisa legal do roteiro é o contexto histórico em que ele está inserido. Quando Forrest conta suas aventuras, ele não só faz um resumo de sua vida até ali, mas faz também um resumão da história dos EUA dos anos 50 aos 90, mostrando o desenvolvimento das culturas, das modas, dos fatos decorridos, sendo que ele até participa de alguns acontecimentos históricos importantes. Em alguns momentos hilariantes, nos é mostrado a história através de reportagens televisivas reais da época, onde incluem digitalmente Forrest, mas de forma real, perfeita, nos fazendo crer que ele sempre esteve nessas imagens, o que é pra mim o ponto alto do filme visualmente. Veja a foto embaixo mostrando uma dessas gravações, que conseguiu unir Forrest e John Lennon perfeitamente na cena, com um interagindo com o outro, só vendo para crer.

O longa abocanhou 6 Oscars: Melhor Filme, Diretor (Robert Zemeckis), Ator (Tom Hanks), Roteiro Adaptado, Efeitos especiais e Montagem. Eu tinha uma certa “richa” com esse filme porque ele ganhou o Oscar de melhor filme que pertencia a Pulp Fiction (meu filme preferido, idolatria master) em 95, mas agora percebi que o que tinha que acontecer era um empate técnico. São filmes muito bons, grandes obras primas do cinema que mereciam a estatueta. Fico muito honrado em ter nascido no ano em que eles foram lançados (1994) (Mais uma viagem sem sentido da minha cabeça cheia de coca-cola).

Outra coisa que eu queria ressaltar é a trilha sonora espetacular do filme que vai desde a melancólica música inicial até clássicos pop como California Dreaming, o que dá um ritmo delicioso ao longa. Além disso, também sou obrigado a elogiar a fotografia do filme, que nos apresenta imagens incríveis da América nas caminhadas obcessivas de Forrest.

Não tenho mais palavras para descrever o quão bom esse filme é, repleto de ótimas atuações, ótimas falas [run Forrest, run!], ótimas paisagens e um roteiro brilhantemente original que consegue com maestria entrelaçar a história de Forrest com a dos Estados Unidos. É uma forma bem leve de entreterimento para toda a família, recomendo mesmo, é um daqueles que não se pode deixar de ver, você tem que ir pro túmulo com esse filme na sua grande lista do Filmow de filmes assistidos e favoritos. ASSISTAM!!!! E GRITEM: #morteaAVATAR !

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Aviso (desnecessário) aos cineamantes

Como vocês viram, eu criei o lance da “Maratona do Oscar” e tals, dizendo que postarei sobre os indicados desse ano, e os grandes ganhadores dos anos passados, e assim farei. Mas no blog também já tem um grande número de posts de filmes que ganharam o Oscar de Melhor filme, inclusive o do ano passado (Quem Quer Ser Um Milionário), além de filmes que foram indicados em outras edições, como Sociedade dos Poetas Mortos, Atração Fatal e Laranja Mecânica. E ainda temos um post sobre um dos indicados ao Oscar desse ano postado anteriormente, na época do seu lançamento, o grandiosamente foda: Bastardos Inglórios. Então, bastam darem uma olhada na parte da sua direita da pagina, onde terá uma lista com os marcadores do blog, onde estarão dividas as novas seções: Ganhadores do Oscar, Indicados ao Oscar 2010 e Oscar, que engloba essas duas seções e incluem ainda os filmes que foram indicados em outras edições do evento. Eu sei que vocês são fodas na computação e sabem mto bem como agir na página de um blog, mas fiz este post só para informar aos novos leitores que há muito material bom nas páginas mais antigas e assim enche-los ainda mais de informações sobre o hall dos filmes do Oscar. Invadam o blog a vontade!

Onde Os Fracos Não Tem Vez-nasce um monstro no cinema

Há muito tempo que os irmãos Coen vem se destacando no mundo do cinema, produzindo ótimos cults como Fargo, e alguns não tão bons como Matadores de Velhinhas, mas é com Onde Os Fracos Não Tem Vez que eles atingem o auge de suas carreiras fazendo essa ambiciosa obra prima de suspense.

Este thriller de ação com toques de western, conta a história de Llewelyn Moss (Josh Brolin), soldador aposentado que ao acaso encontra vários homens mortos diante de uma maleta cheia de dinheiro e uma caminhonete cheia de drogas. Aproveitando-se da situação, ele parte com o dinheiro, mas não sabe que essa maleta tem um rastreador permitindo que seu “verdadeiro” dono psicopata, Anton Chigurth (Javier Bardem), encontre-a e acerte as contas com ele. Nessa perseguição ainda temos o xerife Bell (Tommy Lee Jones), que está atrás do psicopata, intensificando o clima tenso do filme e triplicando a ação.

Com essa história, de certa forma, simples, os Irmãos Coen conseguem criar um filme fascinante do início ao fim, com ótimas cenas de ação e diálogos incríveis. Além disso, eles criaram um dos maiores monstros do cinema moderno: o impiedoso, indestrutível e frio Anton Chigurth, que logo nas primeiras cenas, executa um policial enforcando-o com suas algemas, fazendo expressões faciais que trasmitiam calma, força e um certo olhar de prazer estranho e sádico, o que rendeu a seu intérprete, Bardem, um merecido Oscar de melhor ator coadjuvante. E o filme ainda foi premiado nas categorias de melhor filme, direção e roteiro adaptado, realmente uma grande façanha dos irmãos Coen. Só faltou o Oscar de melhor fotografia, pois o filme tem ótimas imagens desérticas do interior do Texas com belos tons amarelados.

Uma coisa que eu não gostei, mas se tivesse no filme eu não gostaria ainda mais, foi a falta de trilha sonora. Claro, tem algumas músicas, porém tem certas partes em que o silêncio é total, o que deixa o filme um pouco cansativo de certo modo. Mas é o que eu estou dizendo, o filme tem um jeito bem sério, tem humor negro como qualquer filme dos Coen, mas é bem moderado, não é Fargo, ele se concentra em se manter tenso, então músicas estilo “filmes do Tarantino” poderiam cortar o clima e acabar com a proposta do filme. Só disse isso por ser preferência minha, adoro trilhas sonoras de filmes, sendo que muitas das vezes sou atraído por um filme pela trilha sonora, coisa minha, é só mais um devaneio, ignorem.

Este é um filme obrigatório para quem curte filmes de psicopatas e para aqueles que acham que filmes que ganham Oscar são chatos e entediantes. Uma vez que assistirem “Onde Os Fracos Não Tem Vez”, muitas de suas ideias e concepções mudarão…

Fotografia espetacular!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Beleza Americana-atravesse a cortina

Beleza Americana é um filme que eu gosto incondicionalmente. Tudo no filme pode (e deve) ser elogiado sem medo, é sem dúvida uma das melhores dramédias de todos os tempos que crítica e provoca sem ser agressiva. O filme propõe vermos o que há por trás da aparente perfeição das famílias americanas do século XXI, ameaçando destruir o conceito de “American Way of Life”, revelando os segredos e os podres daqueles que à primeira vista são bem sucedidos, felizes e perfeitos.

A história tem como protagonista Lester Burham (Kevin Spacey) que leva uma vida medíocre e sem emoções, ao lado de sua família que o odeia. Sua mulher, Carolyn, é uma corretora que vive de aparências, se esforçando para que a todo instante passe uma imagem de sucesso e realização, vivida por Annette Bening. E ainda tem sua filha adolescente, Jane, interpretada por Thora Birch, que se revolta com tudo e vive os dramas da idade, além de se relacionar com o estranho novo vizinho, Ricky (Wes  Bentley) que sempre está filmando as coisas em seu redor. Cansado dessa vida de merda, Lester propõe a si mesmo uma transformação, e decide ser mais ativo e nunca mais se deixar dominar pelos outros. Essa mudança repentina pode ser atribuida, entre muitas outras coisas, ao fato de Lester conhecer e vidrar na amiga da filha, a sensual Angela (Mena Suvari), tendo ela como musa inspiradora em seus sonhos e no seu desejo de ficar diferente, mais atraente, para assim conseguir conquistar sua ninfeta de cabelos loiros. Ele então muda seu modo de agir totalmente, o que desencadeia várias excitantes consequêcias até o seu sombrio final.

Beleza Americana foi um grande sucesso de público e crítica, que levou 5 Oscars: de Melhor Filme, Diretor (o estreiante Sam Mendes), Ator (Kevin Spacey), Roteiro Original e Fotografia, com razão em todas as categorias premiadas.

O filme é uma comédia bem crítica e sombria sobre a sociedade, podendo até ser comparada exageradamente com “Clube da Luta”, sem é claro toda a violência deste, já que ambos os filmes discutem questões como aproveitar a vida, parar de se rebaixar aos outros, e discuti temas como o mal do consumismo, hipocrisias da sociedade e relações sociais, aproximando esses dois filmes aparentemente distintos, curiosamente lançados no mesmo ano (99). Beleza Americana nos convida a analisar a vida, sem farças ou aparências, simplesmente do jeito que ela é, com problemas, bizarrices e excentricidades geradas pelo modo de vida padrão estranho que nós seguimos. O roteiro é bem afiado nesse ponto, com direito a tiradas espertas e sarcásticas que você sempre sonhou a dizer, te dando prazer ao assistir aos diálogos, e às vezes, até aos monólogos bem estruturados e proferidos que o longa nos apresenta, com ajuda, é claro, das atuações precisas dos atores, fazendo a combinação roteiro e elenco ir longe! Dou destaque à Kevin Spacey, um dos meus atores favoritos, até mesmo por causa desse filme, que mostra todas as nuâncias de seu personagem que se transforma de maneira drástica, como muitos adorariam fazer em suas vidas chatas e normais [“Pois não há nada pior na vida do que ser normal…”]

Uma das coisas que eu mais adoro nesse filme são as cenas deliciosas dos sonhos de Lester com Angela envolta de várias pétalas de rosa, cena que marcou o cinema para sempre. Outra coisa é a trilha sonora do longa que é irresistível! A música inicial é, na minha opinião, uma das mais legais do cinema e é a música-simbolo do filme, é envolvente, sedutora, divertida e parece que quer nos dizer alguma coisa, traduzindo exatamente a essência do filme.

Eu tenho um certo problema ao ver filmes como esse: eu sempre tento jogar na subjetividade, vendo coisas que talvez nem existam realmente, mas nesse caso acho que não estarei mirando em moinhos de ventos. Se você analisar Beleza Americana com uma visão mais, digamos, filosófica, verá o que cada personagem representa. Lester é a sociedade, fraca e impotente, que se vê rodiado por influências externas que o leva a tomar decisões a qual ele não está de acordo: sua mulher que é a tentativa de manter as aparências; seus superiores que representam o sistema controlador , a base da sociedade; sua filha sendo a geração seguinte que é desajustada devido a problemas da anterior (Lester) e Angela que é a proposta de mudança que pode não ser aquilo que se esperava quando a alcança. Ainda temos personagens secundários como Buddy Kane “o rei dos imóveis” com quem Carolyn tem um caso, e que representa o sucesso concreto que ela sempre quis; temos também o novo vizinho, Fitts (Chris Cooper), ex oficial da marinha que representa a hipocrisia por intolerar algo que ele mesmo é, e por final temos o seu filho, Ricky, que está sempre filmando o que acha belo, até mesmo se isso significar invadir privacidade alheia, sendo então a representação de nosso diretor que com sua lente atravessa as cortinas da aparência e nos mostra o que as pessoas realmente são. Viu como tudo se encaixa? (É, sou mesmo maluco…)

Uma curiosidade do fime que eu achei realmente interessante é relacionada ao seu título, American Beauty, que faz referência a um tipo de flor americana, uma rosa (pegou né?), bela e perfeita porém sem perfume. Não preciso nem dizer que é a maior crítica a sociedade americana feita num título na história do cinema.

Como ganhador de Oscar de Melhor Filme, Beleza Americana se mostra um dos mais divertidos de se assistir. É um filme que faz rir e emociona alternadamente, funcionando numa simetria perfeita. É um filme que lhe enfia uma faca no peito enquanto você está rindo, e quando para de rir, percebe o que realmente está acontecendo. Profundo demais! Assistam!

Maratona do Oscar-só o que é bom

Falta pouco para o maior evento do cinema, a noite de premiação do Oscar acontecerá no dia 7 de março, um domingo, sendo concerteza transmitido pela TNT, e talvez, talvez, pela Globo, digo isso porque ano passado não passou na Globo por causa dessa festa insana e palhaça chamada Carnaval, mas acho que nada impede a transmissão na Globo dessa vez, a não ser a sua filha da putisse! Enfim, faltando 2 semanas para o grande dia, farei aqui no blog resenhas sobre grandes ganhadores do prêmio e sobre os outros indicados esse ano que eu ainda estou para assistir. Me restringirei aos filmes legais de assistir, não me afundarei a filmes cansativos, que tem todo o carisma da academia mas que fica um pouco entediante de assistir, postarei sobre filmes divertidos, mas com conteúdo, e que tenham ganho o Oscar, claro. Estou pensando em outras coisas também, mas não prometo nada, vocês sabem como eu sou. Então, de qualquer forma, The Oscars goes to….you! Ridículo né? Também achei, o escritor desse blog as vezes perde a noção…

Começarei com um filme que agradou a todos, principalmente os americanos, que não entenderam que estavam sendo a todo instante criticados: Beleza Americana, grande ganhador do Oscar da virada do milênio!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amor sem Escalas-Roteiro sem Clichês

Esqueçam o título brasileiro, pois não tem nada a ver com a história, só coloquei ele no título para facilitar o reconhecimento e fazer um jogo de palavras, o nome do filme é Up In The Air, e vai muito mais além de uma comédia romântica como sugere o título brazuka. É impressionante a mixagem de temas que esse filme consegue fazer em menos de 2h de duração e sem se atrapalhar, um grande mérito sem dúvida para o diretor Jason Reitman que também assina o roteiro adaptado e que vem se destacando ultimamente com sucessos como Obrigado por Fumar e Juno.

Como está no título do post, o roteiro não tem clichês nem final empacotado. Se gosta de filmes originais que lhe propõem situações novas, assistam esse filme (e não Avatar). A história gira em torno de Ryan Bingham (George Clooney) cujo trabalho é viajar pela empresa que trabalha para demitir funcionários das filiais. Numa dessas viagens, ele conhece Alex (Vera Farmiga), uma mulher incrivel com quem começa ter um caso sem muito compromisso, tendo encontros casuais, pois assim como ele, ela viaja bastante em função do trabalho. Ryan, que vive uma vida desapegada aos outros, sem muitos relacionamentos sociais firmes, se vê abalado com a nova proposta de sua empresa, criada pela eficiente funcionária novata Natalie (Anna Kendrick), de demitir os funcionários através de video-conferênciais, para assim diminuir custos. Ryan tenta então provar o quão complicado essa nova técnica seria, e os efeitos que sua impessoalidade causaria nos empregados, mas pouco lhe dão atenção e ele então parte com Natalie para suas últimas viagens da empresa, onde o convivio e as situações que ocorrem geraram grandes mudanças no modo de Ryan de ver o mundo.

Com uma sagacidade e originalidade impressionantes, esse filme foi um dos que eu mais curti assistir ultimamente. É o tipo de filme que nos conquista a cada cena, a cada diálogo reflexivo, não queremos que ele acabe. O filme trata de muitos assuntos da atualidade como crise economica, afastamento das pessoas devido à internet, relações problemáticas entre muitos outros tópicos com que nos deparamos todos os dias, isso tudo sem que nós percebamos, mas que, depois que o filme acaba e nós vemos os créditos subirem e nós refletimos sobre tudo que vimos, nos damos conta de toda mensagem que o filme tenta nos passar.

As atuações do trio que sustenta o filme (Clooney, Kendrick e Farmiga) são muito bem realizadas, todas com uma naturalidade de movimentos excepcional, coisa rara no cinema. George Clooney está como sempre excelente, tendo ótimas tiradas durante todo o longa. Vera e Anna também não ficam atrás, suas atuações conquistam o telespectador por se aproximarem da realidade, já que todos nós conhecemos mulheres como essas. Com essas perfomances incriveis, os 3 foram indicados ao Oscar desse ano, para melhor ator e atrizes coadjuvantes, sendo fortes concorrentes para o prêmio. Além dessas 3 indicações, o filme ainda conseguiu mais 3 outras: de melhor filme, diretor e roteiro adaptado. Esse filme é ainda melhor do que Avatar, então prefiro que ele ganhe no lugar de Avatar. ( #morteaAVATAR )

A visão de Reitman é bem realista, ele não se incomoda de sair dos padrões cinematográficos para passar a ideia dele, ele simplesmente faz do jeito que ele sabe que as coisas são, sem uma visão romântica sobre os fatos, é nesse ponto em que o filme pode até, de certa forma, desagradar um pouco aos mais convencionais, mas o jeito como a obra é concluida é bem melhor do que se fosse um final romântico, iria talvez até contra tudo aquilo que o filme tentou comprovar. Eu, quando terminei de ver o filme, achei que o final poderia ser melhor, não diferente, mas terminar com palavras melhores, porque depois de todo aquele deleite de dialogos e teorias o filme teria que terminar com um texto foda, o filme até termina bem, mas faltou alguma coisa, não sei explicar, mas faltou alguma coisa… O filme tem um final meio “irmãos Coen”, as coisas não terminam, elas continuam, como uma rotina.

No geral gostei muito do filme, e agora pesquisando, inclui mais um diretor na minha lista de favoritos, Jason Reitman, que tem uma ótima visão representada nos seus filmes. Recomendo mesmo. Eu me identifiquei muito com o personagem de Clooney, e acredito que muitos também se identificaram, sei lá, não a questão de ser solitário, mas de gostar de viver sozinho, isso não é solidão, é uma escolha, de achar que não precisar dos outros para ser feliz, mas acaba vendo que precisa sim. Só para esclarecer, eu não sou solitário, tenho muitos amigos e familiares e tals, mas curto muito um momento só meu. Espero que gostem, é realmente um filme gostoso de assistir e voltar a pensar sobre ele antes de dormir.

[Ryan pensando qual será o seu destino…]

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Guerra ao Terror- Morte à Avatar!

Poucos filmes conseguiram retratar a realidade de maneira tão real quanto Guerra ao Terror conseguiu, isso sem deixar de ser incrível e mantendo o padrão de filme e não documentário. Com uma abordagem inovadora sobre a guerra do Iraque e truques de câmera que te colocam no meio da ação, Guerra ao Terror por enquanto é o meu favorito ao Oscar desse ano e que eu espero que detone Avatar com uma bomba atômica!

O filme mostra a situação angustiante de um grupo de soldados americanos em missão no Iraque, que enfrentam todo dia as dificuldades do ambiente inóspito em que estão, onde a qualquer momento pode estourar uma bomba ou alguma rebelião. A tensão no filme é constante, chega a dar aflição, ainda mais por nós sabermos que aquilo tudo realmente acontece, e também pelo fato da maioria das missões serem anti-bombas, te deixando preocupado o tempo todo. Além desses problemas da guerra, os soldados entram em conflito entre eles mesmo, entre suas próprias ideias e conceitos, que foram totalmente devastados pela guerra, levantando questionamentos sobre os efeitos das guerras e sobre os motivos das guerras.

Com essa história básica, que não precisa ser explicada já que se trata de uma realidade que nos é mostrada todo dia nos noticiários, Guerra ao Terror consegue ser profundo na simplicidade e nos causar uma extrema empatia com os personagens que nada mais são do que pessoas seguindo ordens. O filme inicia com uma frase que perpetua durante todo o longa: “A guerra é uma droga”, uma frase com dois sentidos extremamente significativos. O primeiro, metafórico, dizendo que guerra é algo ruim, e o segundo, literal, comparando a guerra com uma droga, como o crack e a cocaína, algo que vicia, como se o ser humano necessitasse da guerra, da batalha, da dor dos outros para que se sinta bem, se sinta confortavel, o que pra mim é o ponto alto do filme. Essa visão radical e inovadora me conquistou desde o início, e ao longo do filme percebemos isso em pratica na pele do personagem de Jeremy Renner, Willian James, que parece ter prazer em estar em situações perigosas em que a adrenalina vai às alturas, concluindo essa ideia que o filme quer passar.

A parte estética do filme é impecável. Os cenários, os trajes dos soldados, a fotografia em cores quentes, a trilha sonora frenética, os efeitos sonoros que são cruciais em filmes de guerra, os objetos usados, os efeitos especiais essenciais nos momentos de explosões, tudo está muito bem trabalhado, compondo um espaço visual perfeito para que os atores entrem e nos comovam com as ideias e situações da guerra, tornando esse filme ótimo para os dois tipos de públicos: cinéfilos cults e blockbusterianos.

As atuações mantem o nível do filme, chegando a render uma indicação para Jeremy, que em certos momentos não precisa nem falar para expressar o que está sentindo, é aí que vemos se o ator sabe ou não representar. O interessante é que esse filme não tem um elenco famoso, os mais conhecidos tem cenas pequenas, quase minúsculas, como é o caso das participações de Guy Pearce e Ralph Fiennes, que aparecem e morrem na mesma cena. Pode até ser uma viagem minha nas minhas ideias e conexões sem sentido, mas isso é um meio da diretora dizer que não importa quem você seja, na guerra a qualquer momento você pode morrer…reflitam.

Esse filme está concorrendo, assim como Avatar, à 9 categorias do Oscar, incluindo melhor filme e direção, sendo assim os dois grandes rivais do evento. É nesse momento em que a Academia terá que escolher um lado: ou premiar filmes que atraiam o grande público e arrecadem bilhões por todo o mundo, ou filmes que realmente fazem do cinema uma arte, uma forma de expressão sublime, filmes que inovam, fazem pensar, refletir, nos oferecem muito mais que um simples momento de diversão. Será muito triste e decepcionante se Avatar levar o Oscar de melhor filme, será uma afronta a todos, sem excessão, a todos os outros indicados que são muito mais maduros e inteligentes que Avatar, que não passa de uma reciclagem.

Esse se tornou um dos meus favoritos, pela sua inovação sem exageros, sendo puramente simples e ao mesmo tempo impactante. Torço por ele no Oscar nas categorias de melhor filme, diretor (diretora no caso), edição de som e mixagem de som, digo isso por enquanto porque ainda pretendo ver os outros indicados, talvez minha opinião mude, mas será dificil. Termino esse post recomendando o filme (como sempre) e propondo o grito de guerra: MORTE À AVATAR!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Oscar 2010- Algumas considerações…

Eu sei que, como bons cinéfilos que vocês são, concerteza já devem ter ido buscar os indicados ao Oscar desse ano em outros sites e tals, mas isso é algo meio de praxe de blogs sobre cinema, enfim aqui está. Trabalho não terei nenhum, já que será um mega Ctrl+C Ctrl+V ;D. Mas também não serei tão vagabundo, farei pequenos comentários. Não farei em todas as categorias, até pq estou pensando em fazer algo diferente mais tarde em relação a essa matéria do Oscar, se até uma semana antes da premiação eu ver q não vai dar pra fazer o q eu estou pensando, escrevo um post normal msm, enfim, quando for a hora saberão.

A lista dos Indicados ao Oscar 2010:

Melhor filme
"Avatar"
"Um Sonho Possível"
"Distrito 9"
"Educação"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa"
"Um Homem Sério"
"Up - Altas Aventuras"
"Amor Sem Escalas"

Esse ano a Academia decidiu aumentar o nº de indicados a melhor filme p/ 10, pegando quase todos os gêneros cinematograficos, ficção cientifica, ação, guerra, comédia, drama e animação. Já era de se esperar que Avatar fosse indicado, mas eu realmente odiaria que ele ganhasse, o Oscar perderia mta credibilidade aprovando um filme tosco e óbvio como esse, qualquer um dos outros eu aceito, menos esse. Pra vcs terem uma ideia Up Altas Aventuras é mais maduro, envolvente e original do que Avatar! Entre eles o que eu acho que vai desbancar Avatar é Guerra ao Terror, filme que eu já vi e achei mto pronfudo, provavelmente postarei sobre ele mais tarde. Agora um que eu piraria de felicidade se ganhasse era Bastardos Inglórios que conseguiu 8 indicações ao Oscar, só perdendo para Avatar e Guerra ao Terror em números de indicações (ambos 9). Estranhei o fato de filmes balados como Invictus e Nine não terem entrado na lista, ainda não os vi, pode ser que sejam ruins, mas sei lá…

Melhor diretor
James Cameron, "Avatar"
Kathryn Bigelow, "Guerra ao Terror"
Quentin Tarantino, "Bastardos Inglórios"
Lee Daniels, "Preciosa"
Jason Reitman, "Amor Sem Escalas"

Torço para Quentin óbviamente, mas a luta será travada entre o ex-casal James Cameron e Kathryn Bigelow, fato cômico completamente inédito na história do Oscar. Tenho que reconhecer q Cameron fez um grande trabalho (visual) em Avatar, deve ter sido mto trabalhoso pra ele e é um grande mérito pro cara, mas a sua ex-mulher conseguiu fazer o q eu mais aprecio em questões de direção, que é nos mostrar de um jeito diferente a realidade, de um angulo diferente, no caso ela nos coloca no meio da guerra, como se nós fossemos o protagonista, nós vemos os acontecimentos do mesmo ângulo dos personagens, o que dá uma realidade à guerra inacreditável!             

Melhor ator
Jeff Bridges, "Crazy Heart"
George Clooney, "Amor Sem Escalas"
Colin Firth, "A Single Man"
Morgan Freeman, "Invictus"
Jeremy Renner, "Guerra ao Terror"

Melhor atriz
Sandra Bullock, "Um Sonho Possível"
Helen Mirren, "The Last Station"
Carey Mulligan, "Educação"
Gabourey Sidibe, "Preciosa"
Meryl Streep, "Julie & Julia"

Eu adoro a Meryl Streep, pra mim é uma das maiores atrizes de todos os tempos, quase todo ano ela é indicada! Dessa vez acho que não leva, a Sandra Bullock ta prometendo, mas tbm não sei.

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, "Invictus"
Woody Harrelson, "O Mensageiro"
Christopher Plummer, "The Last Station"
Stanley Tucci, "Um Olhar do Paraíso"
Christoph Waltz, "Bastardos Inglórios"

Não querendo puxar o saco, mas quem leva é o Waltz de Bastardos, ele vem papando todos os prêmios que ele foi indicado por causa de seu personagem, creio que não será diferente no Oscar.

Melhor atriz coadjuvante
Penelope Cruz, "Nine"
Vera Farmiga, "Amor Sem Escalas"
Maggie Gyllenhaal, "Crazy Heart"
Anna Kendrick, "Amor Sem Escalas"
Mo'Nique, "Preciosa"

Melhor animação
"O Fantástico Sr. Raposo"
"Coraline e o Mundo Secreto"
"Up - Altas Aventuras"
"A Princesa e o Sapo"
"The Secret of Kells"

Olha, se foi indicado ao Oscar de melhor filme, concerteza Up Altas Aventuras vai levar o prêmio de melhor animação.

Melhor roteiro original
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"O Mensageiro"
"Um Homem Sério"
"Up - Altas Aventuras"

Melhor roteiro adaptado
"Distrito 9"
"Educação"
"In the Loop"
"Preciosa"
"Amor Sem Escalas"

Melhor filme estrangeiro
"A Teta Assustada", Peru
"A Fita Branca", Alemanha
"O Profeta", França
"Ajami", Israel
"O Segredo de Seus Olhos", Argentina

Melhor direção de arte
"Avatar"
"O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus"
"Nine"
"Sherlock Holmes"
"A Jovem Victoria"

Eu creio que na maioria das categorias técnicas em que Avatar esteja participando ele levará a estatueta, mas tbm acho que não serão todas, mas não me escutem, sou péssimo para avaliar essas questões.

Melhor fotografia
"Avatar"
"Harry Potter e o Enigma do Príncipe"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"A Fita Branca"

Melhor figurino
"Brilho de uma Paixão"
"Coco Antes de Chanel"
"O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus"
"Nine"
"A Jovem Victoria"

Melhor edição
"Avatar"
"Distrito 9"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa"

Melhor maquiagem
"Il Divo"
"Star Trek"
"A Jovem Victoria"

Melhor trilha sonora
"Avatar"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"Guerra ao Terror"
"Sherlock Holmes"
"Up - Altas Aventuras"

Melhor canção original
"A Princesa e o Sapo", com "Almost There"
"A Princesa e o Sapo", com "Down in New Orleans"
"Paris 36", com "Loin de Paname"
"Nine", com "Take It All"
"Crazy Heart", com "The Weary Kind"

Melhor documentário de longa-metragem
"Burma VJ"
"The Cove"
"Food, Inc"
"The Most Dangerous Man in America"
"Which Way Home"

Melhor documentário de curta-metragem
"China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province"
"The Last Campaign of Governor Booth Dardner"
"Music by Prudence"
"Rabbit à la Berlin"

Melhor curta-metragem de animação
"French Roast"
"Granny O'Grimm's Sleeping Beauty"
"The Lady and the Reaper"
"Logorama"
"A Matter of Loaf and Death"

Melhor curta-metragem
"The Door"
"Instead of Abracadabra"
"Kavi"
"Miracle Fish"
"The New Tenants"

Melhor edição de som
"Avatar"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Star Trek"
"Up - Altas Aventuras"

Melhor mixagem de som
"Avatar"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Star Trek"
"Transformers - A Vingança dos Derrotados"

Melhores efeitos visuais
"Avatar"
"Distrito 9"
"Star Trek"

Esse ano, eu fiz uma promessa de ver todos os filmes indicados a melhor filme antes da premiação, para assim ter uma melhor ideia em quem votar no meu bolão. Da lista eu só vi até agora Avatar, Guerra ao Terror, Bastardos e Up, até o dia vejo tudo, tenho certeza, e quando terminar, volto a postar sobre o Oscar desse ano, fazendo um apanhado geral melhor e levando em conta o que eu vi e não o que eu li a respeito. A temporada de Oscar está aberta…

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