terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Rede Social- Quem você conhece?

O último filme do aclamado diretor David Fincher, A Rede Social, chegou aos cinemas fazendo barulho e dividindo muitas opiniões. Teve gente que gostou pra caralho, teve gente que odiou pra cacete e teve gente que viu o filme, enfim, opiniões variadas. Digo desde já que gostei muito do filme, mas não de maneira exagerada, é apenas um bom filme. Entenderão o que eu digo nos próximos páragrafos.

O filme conta a interessante história da criação do Facebook pelo, ironicamente, anti-social Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard que supostamente rouba a ideia de outros caras da faculdade e se vê numa situação complicada quando o site começa a fazer sucesso. Além disso, as coisas vão se atropelando em sua vida social e profissional, fazendo com que ele conheça o verdadeiro preço da popularidade: para se ter amigos, é necessário criar alguns inimigos.

Como um bom filme de Fincher, o roteiro é impecável, e dessa vez, querendo mostrar todo o dinamismo de uma rede social, tudo passa na velocidade da luz, exigindo toda a sua atenção para acompanhar os dialogos que são praticamente disparados pelos atores freneticamente. Admito que em alguns momentos isso é um belo pé no saco, mas não atrapalha em nada. E o melhor de tudo é como a história é contada, o roteiro é não linear, enquanto acompanhamos Mark sendo processado no presente, ele vai contando a história do desenvolvimento da sua ideia no passado, e vamos assim indo e voltando na história, o que acabam por gerar ótimas viradas.

As atuações são bem pontuais, Jesse Eisenberg dá um show no papel principal, sua esquisitisse misturada a sua vontade de ser reconhecido é muito bem expressa na tela o que pode até render a ele uma indicação ao Oscar desse ano. Andrew Garfield que interpreta Eduardo Saverin, o melhor amigo de Mark que se torna sócio dele no empreendimento, tem uma boa atuação, mas não é lá grandes coisas. O papel de Justin Timberlake é bem interessante, ambicioso e irônico, mas foi dado a pessoa errada! Embora seja algo interessante colocar um músico num papel de um cara que criou o Napster, site que ferrou com a industria fonografica por disponibilizar musicas para download gratuitamente, Timberlake não estava pronto para o papel, ele até tem um certo carisma, mas podiam ter escolhido alguem melhor, com certeza.

A edição de A Rede Social é soberba! Com muito controle e elegancia, Fincher conseguiu montar sua história de forma excepcional, passando cenas rapidamente na tela sem que nos perdamos em momento algum, fazendo do longa um dos mais dinâmicos que eu já vi, perdendo apenas para os filmes de Guy Ritchie. A trilha sonora escolhida por ele também é ótima, acompanha bem todo o desenvolvimento do longa com músicas em ritmo frenético, o que condiz bastante com toda a ideia do filme.

A Rede Social dá um bom panorama da nossa situação atual em muitos aspectos, tudo hoje em dia é a velocidade em que as noticias correm e seu comportamento na internet, o que importa é o que você diz na sua página virtual, o seu status, o número de pessoas que te tem como “amigo”, é isso que te define hoje em dia, fazendo das relações sociais grandes fraudes, movidas apenas por interesse pessoal em ascensão social. Mark era um cara que tinha 3 amigos apenas, e por ter alguns contatos que o levavam a outros contatos, ele conseguiu que sua ideia se tornasse um grande sucesso comercial. Então o que isso nos diz? Que o importante para o sucesso é quem você conhece e quem conhece você, função básica do site Facebook. Adeus as relações de verdade, adeus as pessoas de verdade e bem vindo a Rede Social que se tornou a vida.

Por essa grande ideia que o filme passa e pela história que surpreende por ser verdadeira, A Rede Social é um bom filme, que com certeza terá destaque no Oscar desse ano. Como eu disse no inicio ele é de fato apenas um bom filme, nada demais, ele não consegue superar os outros grandes filmes de Fincher, então não merece tanta exaltação assim. Numa ordem de sucessos de Fincher temos o seguinte: Clube da Luta>Seven>A Rede Social>O Curioso Caso de Benjamim Button;sendo assim dá para vocês terem uma ideia de o quão bom o filme é. Dos filme em cartaz no momento esse é sem dúvida um dos melhores para se ver, se possível com amigos que gostem de tecnologia e redes sociais, dá para se identificar bastante com aquilo tudo o que vai gerar boas discussões depois da sessão.Ah, e antes que me esqueça, add me on facebook: http://www.facebook.com/#!/pedro.tafuri

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ganhadores do Globo de Ouro 2011

Numa noite de muitas surpresas, O Globo de Ouro 2011 nos deu uma ideia de como vai ser mais ou menos o Oscar, ou não. Muitos premios foram justos, temos que admitir, mas alguns desceram mal, como por exemplo a vitoria de A Rede Social em algumas categorias principais como Melhor Filme Dramático e Melhor diretor, que deveria ter ido ambos para Inception. Bem, aqui está a lista dos ganhadores:

Melhor filme (drama): A Rede Social
Melhor filme (musical / comédia): Minhas Mães e meu Pai
Melhor ator (drama): Colin Firth – O Discurso do Rei
Melhor atriz (drama): Natalie Portman – Cisne Negro
Melhor ator (musical / comédia): Paul Giamatti – Barney’s Version
Melhor atriz (musical / comédia): Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai
Melhor ator coadjuvante: Christian Bale – O Vencedor
Melhor atriz coadjuvante: Melissa Leo – O Vencedor
Melhor diretor: David Fincher – A Rede Social
Melhor roteiro: Aaron Sorkin – A Rede Social
Melhor filme em lingua estrangeira: Em um Mundo Melhor
Melhor longa animado: Toy Story 3
Melhor trilha sonora original: Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social
Melhor canção original: “You Haven’t Seen The Last of Me” – Burlesque
Melhor série de TV (drama): Boardwalk Empire
Melhor atriz em série dramática: Katey Sagal – Sons of Anarchy
Melhor ator em série dramática: Steve Buscemi – Boardwalk Empire
Melhor série de TV (comédia / musical): Glee
Melhor atriz em série musical ou de humor: Laura Linney – The Big C
Melhor ator em série musical ou de humor: Jim Parsons – The Big Bang Theory
Melhor minissérie ou telefilme: Carlos
Melhor atriz em minissérie ou telefilme: Claire Danes – Temple Grandin
Melhor ator em minissérie ou telefilme: Al Pacino – You Don’t Know Jack
Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme: Jane Lynch – Glee
Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme: Chris Colfer – Glee

Como podemos perceber, A Rede Social está ganhando forças, se mostrando um forte candidato ao Oscar desse ano, mas eu realmente espero que não ganhe. O filme é bom, legal de ver, muito bem feito, no dia seguinte que eu vi já fiz a analise e já vou lança-la no blog, mas ele nem se compara a perfeição e inteligencia de Inception, que nos apresenta uma concepção diferente das coisas e uma história de tirar o fôlego! Como no ano passado, os ganhadores dos prêmios em questão foram diferentes, Avatar levou o Globo de Ouro e Guerra ao Terror o Oscar, espero que essa atitude aconteça novamente esse ano, e no Oscar dê Inception, ou pelo menos Black Swan que é um filme soberbo, e muito melhor que A Rede Social. No geral foi uma premiação bem legal, o apresentador estava divertido, Natalie Gostosa Portman levou o Globo de Ouro mais do que merecido, e Jim Parsons enfim teve seu talento reconhecido interpretando o genial Sheldon em The Big Bang Theory, indo pra casa também com seu golden globe na mão. Bem, agora vou baixando os filmes mais cotados e elogiados para poder me preparar para o grande momento, o orgasmo de nós amantes do cinema, o OSCAR!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011- A preliminar

A melhor época do ano para os amantes do cinema enfim começou! As premiações chegaram, e os melhores filmes entram em cartaz para ganhar os criticos trazendo grander fervor a todos. Dos premios, o Globo de Ouro é um dos mais importantes e serve de preliminar para o Oscar, que é o verdadeiro grande orgasmo da época. O evento premia os melhores do cinema e da tv do ano, e como a maioria dos filmes listados eu ainda não vi por não terem estreiado no Brasil e por eu não ver tantos seriados assim, vou chutar bastante nas escolhas. Antes do Oscar vou ver a maioria dos filmes indicados, então quando for no Oscar mesmo minha escolhas serão mais razoaveis. Bem, vamos lá, o que tiver uma seta (<—) é a minha aposta:

Melhor filme (drama)

  • Cisne Negro

  • O Vencedor
  • A Origem <--

  • O Discurso do Rei

  • A Rede Social

Melhor filme (musical / comédia)

  • Alice no País das Maravilhas

  • Burlesque

  • Minhas Mães e meu Pai <--
  • RED - Aposentados e Perigosos

  • O Turista

Melhor ator (drama)

  • Jesse Eisenberg - A Rede Social <--

  • Colin Firth - O Discurso do Rei

  • James Franco - 127 Horas

  • Ryan Gosling - Blue Valentine

  • Mark Wahlberg - O Vencedor

Melhor atriz (drama)

  • Halle Berry - Frankie and Alice

  • Nicole Kidman - The Rabbit Hole

  • Jennifer Lawrence - Inverno da Alma

  • Natalie Portman - Cisne Negro <--

  • Michelle Williams - Blue Valentine

Melhor ator (musical / comédia)

  • Johnny Depp - Alice no País das Maravilhas

  • Johnny Depp - O Turista

  • Paul Giamatti - Barney's Version <--

  • Jake Gyllenhaal - Amor e Outras Drogas

  • Kevin Spacey - Casino Jack

Melhor atriz (musical / comédia)

  • Annette Bening - Minhas Mães e meu Pai

  • Anne Hathaway - Amor e Outras Drogas <--

  • Angelina Jolie - O Turista

  • Julianne Moore - Minhas Mães e meu Pai

  • Emma Stone - Easy A

Melhor ator coadjuvante

  • Christian Bale - O Vencedor <--

  • Michael Douglas - Wall Street 2

  • Andrew Garfield - A Rede Social

  • Jeremy Renner - Atração Perigosa

  • Geoffrey Rush - O Discurso do Rei

Melhor atriz coadjuvante

  • Amy Adams - O Vencedor

  • Helena Bonham Carter - O Discurso do Rei

  • Mila Kunis - Cisne Negro <--

  • Jacki Weaver - Animal Kingdom

  • Melissa Leo - O Vencedor

Melhor diretor

  • Darren Aronovsky - Cisne Negro

  • David Fincher - A Rede Social

  • Tom Hooper - O Discurso do Rei

  • Christopher Nolan - A Origem <--

  • David O. Russell - O Vencedor

Melhor roteiro

  • Danny Boyle and Simon Beaufoy - 127 Horas

  • Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg - Minhas Mães e meu Pai

  • Christopher Nolan - A Origem <--

  • David Seidler - O Discurso do Rei

  • Aaron Sorkin - A Rede Social

Melhor filme em lingua estrangeira

  • Biutiful <--

  • The Concert

  • The Edge

  • I Am Love

  • Em um Mundo Melhor

Melhor longa animado

  • Meu Malvado Favorito

  • Como Treinar o Seu Dragão

  • O Mágico

  • Enrolados

  • Toy Story 3 <--

Melhor trilha sonora original

  • Alexandre Desplat - O Discurso do Rei

  • Danny Elfman - Alice no País das Maravilhas

  • A.R. Rahman - 127 Horas

  • Trent Reznor e Atticus Ross - A Rede Social <--

  • Hans Zimmer - A Origem

Melhor canção original

  • "Bound to You" - Burlesque

  • "Coming Home" - Country Strong

  • "I See the Light" – Enrolados <--

  • "There's A Place For Us" - As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

  • "You Haven't Seen The Last of Me" - Burlesque

Melhor série de TV (drama)

  • Boardwalk Empire <--

  • Dexter

  • The Good Wife

  • Mad Men

  • The Walking Dead

Melhor atriz em série dramática

  • Julianna Marguiles - The Good Wife <--

  • Elisabeth Moss - Mad Men

  • Piper Perabo - Covert Affairs

  • Katey Sagal - Sons of Anarchy

  • Kyra Sedgwick - Closer

Melhor ator em série dramática

  • Steve Buscemi - Boardwalk Empire

  • Bryan Cranston - Breaking Bad <--

  • Michael C. Hall - Dexter

  • Jon Hamm - Mad Men

  • Hugh Laurie - House

Melhor série de TV (comédia / musical)

  • 30 Rock <--

  • The Big Bang Theory

  • The Big C

  • Glee

  • Modern Family

  • Nurse Jackie

Melhor atriz em série musical ou de humor

  • Toni Collette - The United States of Tara

  • Edie Falco - Nurse Jackie

  • Tina Fey - 30 Rock <--

  • Laura Linney - The Big C

  • Lea Michele - Glee

Melhor ator em série musical ou de humor

  • Alec Baldwin - 30 Rock

  • Steve Carell - The Office

  • Thomas Jane - Hung

  • Matthew Morrison - Glee

  • Jim Parsons - The Big Bang Theory <--

Melhor minissérie ou telefilme

  • Carlos

  • The Pacific <--

  • Temple Grandin

  • You Don't Know Jack

  • Pillars of the Earth

Melhor atriz em minissérie ou telefilme

  • Hayley Atwell - Pillars of the Earth

  • Claire Danes - Temple Grandin

  • Judi Dench - Return to Cranford

  • Romola Garai - Emma

  • Jennier Love Hewitt - The Client List <--

Melhor ator em minissérie ou telefilme

  • Idris Elba - Luther

  • Ian MacShane - Pillars of the Earth

  • Al Pacino - You Don't Know Jack <--

  • Dennis Quaid - The Special Relationship

  • Edgar Ramirez - Carlos

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

  • Hope Davis - The Special Relationship

  • Jane Lynch – Glee <--

  • Kelly MacDonald - Boardwalk Empire

  • Julia Stiles - Dexter

  • Sofia Vergara - Modern Family

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

  • Scott Caan - Hawaii Five-0

  • Chris Colfer – Glee <--

  • Chris Noth - The Good Wife

  • Eric Stonestreet - Modern Family

  • David Straithern - Temple Grandin

A premiação vai rolar às 23h de amanhã na TNT, devo fazer um pequeno live no twitter, caso alguem queira acompanhar. Na segunda devo postar os vencedores aqui de qualquer modo. Além disso, vou pegar alguns filmes indicados aqui e ir baixando de uma vez, pois grande parte também será indicada a alguns Oscars, então já vou me adiantando para fazer uma cobertura mais completa possível, afinal, o que vale mesmo é o orgasmo!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Os Infiltrados- Dando uma olhada no abismo..

Um dos filmes mais aclamados da carreira de Martin Scorsese, e, sem dúvida, um dos melhores longas de ação de ultimamente, Os Infiltrados com toda a sua riqueza de detalhes e uma história incrivelmente impactante e sufocante atinge o principal requisito de um bom filme: entreter o público, sem perder o conteúdo e a classe. E digo desde de já, não querendo fazer polêmica, que acho que Os Infiltrados é a verdadeira obra prima de Scorsese! Taxi Driver é ótimo, realmente gosto muito e vou um dia fazer um post sobre ele, mas Os Infiltrados é um filme muito mais completo e até mesmo mais complexo, sendo assim, na minha opinião, a grande obra prima de Martin Scorsese é Os Infiltrados (levando em consideração todos dele que eu já vi).

Baseado no filme oriental (também muito bom) “Conflitos Internos”, Os Infiltrados mostra dois pontos de vista antagonicos: o da polícia e o dos criminosos, e propõe a seguinte reflexão genial, “quando se esta com uma arma na mão, qual a diferença?”. De um lado vemos o novato policial Billy Costigan (Leonardo DiCaprio) que por ter crescido em meio a criminalidade se torna a pessoal certa para se infiltrar no grupo do grande mafioso Frank Costello (Jack Nicholson). Seus chefes (Mark Wahlberg e Martin Sheen) o colocam lá como espião, com o intuito de prender o tão procurado chefão do crime. Porém, eles não sabem que Costello também tem um infiltrado na policia que lhe mantém informado de tudo, Colin Sullivan (Matt Damon). Com essa grande rede de segredos e inversão de papéis, tece-se um impressionante história, onde não existe bem nem mal, e muito menos lados realmente declarados, mas sim interesse individual.

Acho o roteiro desse filme espetacular, simplesmente espetacular! O jogo de identidade proposto pelo longa é envolvente demais, tira seu fôlego com tamanha genialidade e originalidade. Em cenas temos um policial tendo que fingir ser um criminoso e criminoso tendo que fingir ser um policial, isso é brilhante, lembra muito “A Outra Face”, mas em proporções e profundidades diferentes.Os Infiltrados é um grande filme de espiões numa dança da morte em que se vê os dois lados da moeda e a linha tênue que os separa. Incrivel.

As atuações desse filme são vicerais! Com um elenco forte e pontual, tudo corre bem na narrativa que não se perde em momento algum. Em destaque podemos apontar DiCaprio, numa performance sofrida que conseguiu demonstrar todas as camadas de seu personagem que entra em desespero e depressão na situação incomoda em que se encontra; Matt Damon com uma arrongância e prepotencia exemplar, qualificando bem seu personagem egoísta e malicioso;Vera Farmiga numa personagem excepcional que é disputada pelos dois infiltrados sem que nenhum deles saibam; e o mestre Jack Nicholson que tem uma atuação fascinante, sendo uma das melhores de sua carreira e se equiparando a Marlon Brando como Don Vito Corleone, na minha singela opinião.

A edição do longa também é muito boa, dinâmica e ágil, acompanhando bem o clima tenso do filme, onde enquanto uma ação ocorre, uma reação já está sendo armada pela troca de informções entre os infiltrados e seus chefes, o que nos deixam eufóricos com os conflitos eminentes. A música tema do filme também é excelente, se chama “I’m Shipping up to Boston” da banda “Dropkick Murphys”, é realmente viciante. Embora a música tema seja ótima, a trilha num todo não é muito boa, tem muitas músicas desconexas com as cenas, o que fica estranho e acaba incomodando um pouco, mas nada demais.

O mais legal desse filme é a profundidade dos personagens. Todos foram tomados pelos papéis que representam, de forma boa e ruim. Ao se infiltrar no grupo de mafiosos, Billy entre em choque com seus próprios valores, luta contra si mesmo para poder manter as aparencias, o que promove um grande rebuliço de sentimentos nele que o afetam psicológicamente, se tornando algo muito reflexivo no filme. O mesmo acontece com Collin, que vê como é bom estar no poder no lado do “bem”, onde você recebe proteão e não precisa ficar se escondendo dos outros, tudo é legalizado e seu status é respeitoso, sendo o grande fator que o move em tudo, virando o jogo de maneira sensacional. Esses dois personagens caracterizam bem como um homem pode reagir as circunstancias que os cercam, aplicando a regra do Determinismo, ou melhor, colocando-a a prova uma vez que Billy representa aquele se mostra forte, resistindo ao meio e mantendo seus principios, sendo o que o próprio Costello disse no inicio (“não quero ser determinado pelo meio, mas sim determinar o meio), e Colin é aquele que se submete ao meio de certa forma, mais pelo fato de lhe ser conveniente do que por fraqueza ou algo do tipo. Essas relações no filme são fascinantes, nem tenho palavras, termino então esse paragrafo com a célebre, e já mencionada por mim antes, frase de Nietzche: “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”.

Em resumo, Os Infiltrados é um dos melhores filmes policiais já produzidos pelos EUA, e mesmo que os americanos não recebam o mérito de uma ideia tão genial eles souberam aproveita-la muito bem, dando toques estilosos a trama e profundidade, fazendo desse longa indispensável para os amantes do gênero de qualquer lugar do planeta. E fica o aviso, quando uma pessoa está armada, não importa se ela é um policial ou um bandido, ela é uma pessoa com o poder de tirar a sua vida, e ponto. (Que final de texto estranho e repressor :s)

domingo, 9 de janeiro de 2011

E um ano difícil começa

Bem, não sei se vocês sabem, mas eu tenho uma doença chamada ceratocone, que faz a córnea do meu olho crescer progressivamente, de modo que se eu não tratasse, lá pelos 30 anos eu ficaria cego (um cinéfilo cego, olha q merda), pois bem, eu trato essa doença \o/ Fiz uma cirurgia no dia 3 chamada cross link, que endurece a córnea e faz ela parar de avançar. Ok, até aí, nobody cares, fiz essa introdução só para explicar o porque de eu ainda não ter postado nada aqui ainda, devido a cirurgia, não pude chegar perto do PC por causa da luminosidade e tals. Ainda não posso ficar aqui direito, mas rapidamente não tem problema.

Esse ano vai ser bem complicado pelo seguinte: VESTIBULAR. O autor que aqui vos fala quer fazer medicina, e não tem condições de pagar uma faculdade particular, façam as contas, eu estou fodido. Terei que me esforçar o máximo esse ano e não poderei me dedicar tanto ao blog, em alguns momentos pensei até em acabar com ele, mas acho q não conseguiria fazê-lo. Nesse dilema me veio a seguinte solução: diminuir o tamanho dos posts! Ao invés de fazer teses de mestrados sobre os filmes, darei minha opinião em um único paragrafo bem curto, falando apenas o que for realmente importante, o que de certa forma será até bom, serei mais direto, não perderei tanto tempo e vocês leitores fantasmas não ficarão tão desanimados a ler meus textos. Todos saem ganhando.

Enquanto ainda estou de férias vou escrever meus posts habituais e deixar arquivado para publicar mais tarde, além disso, com a época de premiações chegando, farei as grandes analises que os filmes indicados merecem, mas depois disso, the end, serão apenas textos pequenos e rápidos. Bem, é isso aí, como diria Dumbledore, “tempos dificeis estão por vir”, e como diria Brás Cubas, “botas apertadas são ruins, mas nada se compara ao alivio que sentimos ao tirá-las, alivio que só sentimos por a termos colocado” (algo assim).

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