quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Filmow- Orkut pra cinéfilos

Vasculhando a net, encontrei um site incrível, o Filmow, um site de relacionamentos para os amantes do cinema se conhecerem e compartilharem conhecimento, gosto e experiencias cinéfilas, é realmente interessante. Funciona assim: vc cria a sua conta, então vai no acervo de filmes do site e vai marcando os filmes de acordo com a sua preferencia, catalogando-os como “Já vi”, “Quero ver” e “Não Quero ver”, além disso vc pode dar notas ao filme e escrever um comentário sobre ele, é um site viciante. Vc tbm adiciona amigos cinéfilos, assim como no Orkut, e pode conversar com eles pelo sistema de recados, é um ótimo lugar pra conhecer gente estranhamente apaixonadas por cinema como vc!

Visite o site, vale a pena, agora q vc ta de férias no meio de um ócio desgraçado vai lá dar uma conferida, vou deixar aqui o link do site e da minha página se quiserem depois me adicionar:

http://filmow.com/

http://filmow.com/usuario/Pedro_Tafuri/ – minha página :D

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Cidade de Deus- Épico Brasileiro

Devo confessar que eu sempre fui um cinéfilo antipatriótico, nunca gostei do cinema brasileiro, achava que o Brasil era muito pobre nessa área a ponto de saber produzir apenas 3 tipos de filme: comédia fácil, drama sobre miséria e pornô, mas Cidade de Deus me fez reavaliar os meus conceitos.

Cidade de Deus, considerado por muitos o melhor filme brasileiro já feito, conta a história justamente da evolução (se é que possa se dizer assim) desse conjunto habitacional do Rio de Janeiro através das histórias de seus principais personagens. É impressionante o modo como as histórias seguem uma continuidade ao longo do filme, pois não existem histórias soltas, todas tem sua ligação, num jogo de causa e consequência.

O mais legal de todos os aspectos do filme é a ousadia do grande Meirelles ao usar diversos tipo de manejos da câmera, transformando o filme numa grande obra visual também, coisa  pouco explorada nos filmes brasileiros. O início do filme já mostra todo o seu potencial começando do fim (coisa que eu adoro em filmes) e tem aquela rodada 360º no Buscapé (nosso narrador e de certa forma o personagem principal) que nos leva de volta a origem da Cidade de Deus, que vai ser contada ao longo do filme até aquele ponto, simplesmente genial.

Por termos muitos personagens fica dificil explicar cada um, mas podemos destacar, além de Buscapé (Alexandre Rodrigues), Zé Pequeno (Leandro Firmino da Hora) o grande vilão dono de “tudo”, Sandro Cenoura (Matheus Nachtergaele) rival de Zé Pequeno, Mané Galinha (Seu Jorge) aliado de Cenoura e Angélica (Alice Braga) uma burquesinha que se envolve com o melhor amigo de Zé Pequeno. Todos são muito bem caracterizados e interpretados  ajudando a compor a perfeição desse filme.

Podemos perceber nesse filme uma influencia direta de (é agora que vcs me matam) Quentin Tarantino em várias características do filme. Temos, por exemplo, a violência como base, um roteiro entrelaçado por histórias aparentemente independentes, personagens cínicos que devido a influencia do seu meio externo adotaram a violência e o crime como estilo de vida, os estilos de câmera e de iluminação, a edição não convencional e as falas recheadas de palavrões, visivelmente Tarantino’s Rules!

As falas recheadas de palavrões, como eu já disse, conseguem mostrar uma visão bem crua (e cruel) da realidade dos personagens que retratam muito bem a população de baixa renda carioca. Além disso, temos no filme o que eu acredito ser a frase mais famosa do cinema brasileiro dita pelo adorável monstro Dadinho: “Dadinho é o caralho, meu nome é Zé Pequeno!” Desculpa…. (nossa, que ridículo o que eu acabei de fazer!).

Cidade de Deus acaba misturando vários estilos, temos ação, drama, comédia de humor negro e um leve romance, e por mais que seja enquadrado apenas como um drama, acho que ele passa uma sensação de terror inigualavel! Nós ficamos realmente assustados com a “realidade” que nos é apresentada, ver tantas coisas ruins e erradas acontecerem na vida desses personagens e percebermos que existem muitas pessoas reais que vivem isso no seu dia a dia é horrível. Observar o crescimento de Zé Pequeno no mundo do crime é angustiante, nós vemos uma criança de 9 anos matando sem peso na consciencia e a cada tiro que ela dá ele vai mudando até que “Dadinho” se torne Zé Pequeno, uma cena genial, porém triste se colocarmos nos parâmetros reais. Pra mim a parte mais “assustadora” é ver as crianças da Cidade de Deus se encaminharem sem medo pelas trilhas do crime e da violencia, vê-las agindo como traficantes, falando como eles.Citando “Apocalypse Now”: “The horror…the horror…”. Cidade de Deus consegue transpirar crueldade, mas sem que seja algo insuportavel, é uma sensação diferente, só vendo pra entender.

Cidade de Deus é um filme que me fez acreditar no cinema brazuka, ainda mais nesse ótimo momento onde temos muito investimento nessa área, o que vem colocando em circulação mais filmes nacionais e de gêneros diferenciados. Com um filme assim, eu finalmente passei a acreditar no potencial brasileiro de produzir filmes tão bons quanto os estrangeiros (yes we can!). A única lastima é que a cobiça do homem é maior que tudo, e infelizmente, foi só Meirelles conseguir reconhecimento internacional que ele foi tentar a vida lá fora, se esquecendo do seu Brasil brasileiro, mas enfim é a vida, assistam e inspirem-se!

Pôster internacional do filme (orgulho)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Crepúsculo dos Deuses- Hollywood bizarra dos anos 50

Olha, a última coisa que eu tento ser é escroto quando falo com meninas, mas se vc leitora foi atraída por este post por achar que tem algo a ver com o fenômeno vampiresco adolescente “Crepúsculo” pode dar meia volta ou ler outra coisa desse blog (recomendado), porque este post é dedicado a um dos maiores clássicos do cinema em preto e branco e que mesmo depois de 59 anos mantem-se atual e interessante. Só para esclarecer, a diferença básica entre esse filme e a saga “Crepúsculo”, é que este filme é bom! :D.

A história do filme é simplesmente incrível, Joe (William Holden), um roteirista desempregado acaba por acidente parando na mansão de Norma Desmond (Gloria Swanson), uma grande atriz do cinema mudo, que agora com a chegada do cinema falado está esquecida. Joe chega num momento meio estranho onde Norma está esperando a funeraria para enterrar seu macaco morto, percebemos assim que ela está meio perturbada, já que não faz mais sucesso como antes, nos mostrando uma personagem extravagante porém ainda de certa forma normal. Eles então começam um relacionamento esquisito, ela contrata ele para escrever o roteiro do seu próximo filme q lhe trará de volta aos holofotes da fama, pelo menos é isso que ela acha, desempregado, Joe aceita, de mal gosto, mas aceita. Daí em diante os fatos vão nos levando a um caminho assustador da indústria cinematográfica, mas de forma deliciosa, nos fazendo gostar de cada cena, de cada frase egocêntrica de Norma e de cada frase sarcástica de Joe, é um filme imperdivel. A cada passo, o filme nos revela segredos obscuros da atriz, nos deixando perplexos, e também mostra cada degrau da loucura descido por Norma até o impressionante fim onde ela transpira insanidade contida apresentando-nos a famosa cena final selada com a frase inesquecivel: “Mr. DeMille, I’m ready to my close-up”.

O roteiro do filme é excepcional, muito bem escrito e muito bem conduzido o que é o mais importante. As falas saem das bocas dos personagens perfeitamente, já que foram aliadas à atuações primorosas, principalmente de Gloria Swanson que transmite o tom certo de amargura, insanidade e carencia. O personagem de Holden tem ótimas tiradas sarcásticas, que te arrancam boas risadas nervosas no meio de tanta bizarrice. Dentre outros personagens do filme, temos também o mordomo misterioso de Norma, Max Von Mayerling (Erich von Stroheim) que pra mim é uma mistura estranha de Alfred Hitchcock e o Batatinha do Manda-Chuva. Outra personagem importante da história é Betty Schaefer, uma jovem roteirista por quem Joe secretamente se apaixona, vivida graciosamente por Nancy Olson.

Por trás de toda boa atuação em conjunto há sempre uma direção brilhante, no caso, o diretor é um dos meus antigos favoritos: Billy Wilder, responsável por outros sucessos como “Quanto mais Quente Melhor” e “Se meu Apartamento Falasse”. Ele nos apresenta uma Hollywood obscura e cruel, causando polêmica na época do seu lançamento e deixando o filme ainda mais interessante. Seus truques de câmera e angulo dão ao filme o toque que precisava para nos apresentar esse deleite visual.

“Crepúsculo dos Deuses” é um filme essencial para todos os amantes do cinema, e que ao meu ver merecia ganhar o Oscar de Melhor Filme de 1950 no lugar de A Malvada, que se tornou seu “filme rival” da virada da metade do século. É um filme que eu realmente indico, principalmente para aqueles preconceituosos que rejeitam qualquer filme em preto e branco, porque depois que virem esse filme perceberam o quão forte ele é, e terão mais respeito pelas raízes cinematográficas, além de pararem de se envolver com drogas, como a saga “Crepúsculo” :D!!!

“Mr DeMille, I’m ready to my close-up”

Atividade Paranormal-Gargalhadas substituem gritos

Sempre fui adepto da seguinte teoria: Filme de terror bom é filme de terror antigo, e esse filme só veio para confirmar essa teoria. Nas suas prévias, trailers e posters, o filme realmente prometia, e teve como base uma ideia até que legal, mas o longa só mete medo nos minutos finais, é decepcionante!

Atividade Paranormal segue a linha “Bruxa de Blair”, estilo que eu não gosto muito, aquele lance de câmera na mão, luz noturna, atores fingindo que tudo aquilo é real, mas enfim fui ver. O filme me deu vontade de assistir pela frase do poster: “O que acontece quando você dorme?”, é uma ótima proposta, mas o filme não soube desenvolvê-la direito. A história mostra a vida de um jovem casal que decide filmar certos acontecimentos estranhos que vem ocorrendo com eles, a fim de que possam entende-los e acabar com eles. Aos poucos os fenômenos vão se tornando mais perigosos e sinistros (em termos) trazendo preocupação e horror aos protagonistas. Legal né? Pena que a parte sinistra e perigosa só acontece nos últimos 10 minutos, porque no resto é porta abrindo e fechando sozinha, barulhos estranhos e só, nada que te faça pular da cadeira, a não ser que vc tenha um estomago muito fraco e nenhuma coragem.

Normalmente, o objetivo de filmes que se dizem de terror é causar “medo” e “pavor” nas pessoas, no caso de Atividade Paranormal o efeito é totalmente oposto, o filme te faz mais rir do que te apavorar, não to falando isso tentando ser o “engraçadinho escroto” que quer detonar de vez o filme ou algo do tipo. O filme, além de ser engraçado por ser ridículo em certos momentos, tem um teor cômico altissímo por causa do personagem principal, marido da mulher que sofre os ataques paranormais, que tem na manga várias frases irônicas e sarcasticas, estilo Chandler de Friends, se você quer um motivo para ver o filme, vá por causa dessas frases!

Enfim, assistam esse filme apenas se tiver coragem, pois as atuações e a história te farão ter pesadelos por um mês!

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