quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Listas para fechar a década!

Como o tempo passa tão rápido eu não sei, só sei que ele passa, e quando percebemos fechamos mais uma década. Estou bastante animado, é a 1° década que sinto por inteira, então pude conferir de perto toda a evolução desse período, em muitos aspectos. Como é de praxe, farei a lista dos melhores filmes da década, numerando aqueles que realmente fizeram a diferença e ficarão marcados na história com certeza. Além disso, farei alguns pequenos comentários da década, além de outras listas específicas. Bem vamos lá, rufem os tambores!

TOP15 Ação
1°-Kill Bill 1
2°-Os Infiltrados
3°-Watchmen
4°-Bastardos Inglórios
5°-Cidade de Deus
6°-Sin City
7°-Tropa de Elite 2
8°-Era uma vez no México
9°-Dia de Treinamento
10°-A Identidade Bourne
11°-Colateral
12°-Revolver
13°-A Prova de Morte
14°-Machete
15°-O Procurado

No genero ação, muita coisa boa aconteceu, embora tenha se chegado no ápice da vulgarização do estilo com filmes enlatados como Carga Explosiva e Velozes e Furiosos, ainda surgiram grandes filmes para salvar a pátria. Podemos perceber que os filmes passarão a ser mais violentos, cruéis, e infelizmente passaram a representar melhor a realidade desse jeito, o que acabou gerando bons titulos como Os Infiltrados, Cidade de Deus, Dia de Treinamento e Tropa de Elite 2.

TOP 10 Aventura
1°-Batman- O Cavaleiro das Trevas
2°-Harry Potter 7 p1
3°-Piratas do Caribe
4°-O Código Da Vinci
5°-Batman Begins
6°-Senhor dos Anéis 2
7°-Harry Potter 1
8°-Indiana Jones 4
9°-Senhor dos Anéis 3
10°-Harry Potter 3

Nessa década é incontestável que houve o predominio de sagas no cinema. Sejam elas vindas de livros ou simples continuações, as séries cinematográficas tomaram conta do pedaço e fizeram um bom dinheiro para a industria do cinema. Com muitas séries boas e ainda mais séries ruins, essa 1° década do milenio foi marcada por falta de originalidade e ganancia, onde poucos titulos salvam e nos deixam respirar um pouco mais aliviados.

TOP 15 Comédia

1°-Todo Poderoso
2°-Pequena Miss Sunshine
3°-Simplesmente Amor
4°-Trovão Tropical
5°-Sideways
6°-500 dias com ela
7°-Simplesmente Complicado
8°-Obrigado por Fumar
9°-O Diabo Veste Prada
10°-Superbad
11°-Sim, Senhor
12°-Se Beber Não Case
13°-Click
14°-As Loucuras de Dick e Jane
15°-Escola de Rock

No campo da comédia tivemos ótimos titulos, que prezavam pelo bom roteiro inteligente e sacadas espertas, conseguindo ainda nos fazer rir, ou seja uniu o útil ao agradavel. Podemos perceber uma onda nessa década de filmes desbocados que mostram realmente como as pessoas agem no seu dia, o que realmente dá um bom rsultado na tela, levando o público a risadas orgásticas, como exemplo temos Superbad, Se Beber não case e Pagando Bem Que Mal Tem. Além disso, boas comédias ácidas foram feitas, nos deliciando com tiradas irônicas do nosso cotidiano, como por exemplo Obrigado Por Fumar, Simplesmente Complicado, Trovão Tropical e O Diabo Veste Prada.

Drama

1°-Na Natureza Selvagem
2°-Sobre Meninos e Lobos
3°-Notas Sobre Um Escandalo
4°-A Rede Social
5°-O Fabuloso Destino de Amelie Poulain
6°-Os Excentricos Tenenbaums
7°-Senhor das Armas
8°-Vicky Cristina Barcelona
9°-Uma Mente Brilhante
10°-A Rainha

Cada vez mais as pessoas ficam mais complexas, e sendo assim os dramas acompanham essas mudanças, se tornando mais densos e tratando de temas mais polêmicos como podemos perceber em filmes como Na Natureza Selvagem, Sobre Meninos e Lobos, Notas Sobre Um Escândalo, A Rede Social e Vicky Cristina Barcelona.

Suspense/ficção/terror

1°-A Origem
2°-Instinto Secreto
3°-Amnesia
4°-Jogos Mortais
5°-Ilha do Medo
6°-Efeito Borboleta
7°-Os Outros
8°-Halloween
9°-Donnie Darko
10°-A Orfã

Graças a diretores com neurônios, essa década foi muito bem marcada com ótimos filmes cabeça, como os excelentes A Origem, Amnésia, Efeito Borboleta e Donnie Darko. O que manchou essa década foi a grande banalização dos filmes de terror, que não se aguentam mais em continuações clichês. Um ótimo exemplo disso é Jogos Mortais, que é uma obra prima do terror que acabou se perdendo na sua ganancia na tentativa de lucrar sempre mais lançando filmes que cada vez mais se afastam do seu propósito original.

Animação/Infantil

1°-Toy Story 3
2°-Up
3°-Monstros S.A
4°-Madagascar
5°-Pequenos Espiões
6°-Os Incriveis
7°-Shrek 2
8°-A Fantastica Fabrica de Chocolates
9°-A Era do Gelo
10°-Procurando Nemo

Com as nossas avançadas tecnologias de últimamente, o cinema de animação está cada vez melhor, ainda mais com roteiros inteligentes, que entretem tanto as crianças quanto os adultos, criando verdadeiras obras primas como Toy Story 3, Up e Monstros S.A.

Agora vamos para o momento que todos esperavam,a grande lista final que numera os 10 melhores filmes lançados entre 2000 e 2010:

TOP 10 Melhores da década

1°Kill Bill
2°Batman Cavaleiro das Trevas
3°A Origem
4°Na Natureza Selvagem
5°Bastardos Inglórios
6°Cidade de Deus
7°Os Infiltrados
8°Watchmen
9°Amnésia
10°Todo Poderoso

Não tinha como, o topo pertence a apenas um filme, o filme mais importante pra mim de todos: Kill Bill! Sua originalidade e toda a sua edição fazem dele um filme perfeito! É o melhor filme da década, sem tirar nem por.

Espero que tenham gostado das listas, qualquer reclamação ou comentário façam o favor de posta-los aqui, lembrando sempre que eu só listei filmes que eu realmente vi, sendo assim, muitos não entraram por causa disso. Quanto ao melhor filme do ano, sem medo digo que é Inception, não fiz uma lista de melhores do ano porque não vi boa parte dos bons filmes (que vergonha), então só afirmo isso. Que venha uma nova década cheia de novidades para o mundo do cinema, que ele continue evoluindo e se tornando cada vez mais apaixonante, dando motivos para malucos como eu continuar a viver. E que venha a melhor época do ano! AS PREMIAÇÕES!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Simplesmente Amor- Simplesmente o melhor filme natalino!

Vai chegando o natal e os filmes natalinos começam a passar frenéticamente em todos os canais possíveis, de todos os filmes água com açucar um se destaca: Simplesmente Amor. Porque ele se destaca? Por não ser água com açucar, mas sim profundo e leve ao mesmo tempo, charmoso, picante e extremamente engraçado, além de ter uma história perfeita que condiz com o momento em questão e toca a todos! É inevitavel, pelo menos com um das histórias apresentadas você se identificará.

O filme faz o gênero “histórias que se cruzam”, coisa que eu realmente aprecio muito. Temos um elenco inglês de peso encarnando simpáticos personagens que tem seus rumos cruzados na época de natal, criando um grande laço que liga todos eles de maneira perfeita, sem erros. Entres as divertidíssimas histórias da trama temos: um roqueiro em decadencia (Bill Night- FODA) tentado voltar ao topo com um hit natalino, um homem (Liam Neeson) que perdeu a esposa tendo que cuidar do enteado (Thomas Sangster) que está perdidamente apaixonado por uma menina do colégio, o 1° ministro da Grã-Bretanha (Hugh Grant) que se apaixona pela sua assistente gordinha (Martine McCutcheon, que parece muito com a porquinha dos Muppets), um cara (Andrew Lincoln) que se apaixonou pela recém esposa de seu melhor amigo (Keira Knightley), uma mãe de familia (Emma Thompson) que perde o chão ao saber que está sendo traída pelo seu marido (Alan Rickman) e muitas outras histórias que te deixaram encantados com a sua originalidade e simplicidade ao falar das relações entre as pessoas, que pode ser bem dificil mesmo sendo extremamente simples.

O roteiro de “Simplesmente Amor” é brilhante, não há outra palavra que o qualifique melhor. Antes de vê-lo achei que seria mais um filme enlatado de natal que só se garante pelo elenco de peso e repete as mesmas histórias de redenções natalinas de sempre. Nunca gostei tanto de ter me enganado. As histórias são diferentes, inusitadas, e os personagens são reais, naturais, nada muito caricato, nos apegamos a eles, e isso é incrível. O que mais me impressionou foi o humor desse filme, que é diferente de outras comédias românticas, não sei explicar, também não é um humor inglês comum, é diferente, é um humor sínico e debochado mas que ao mesmo tempo se mantém elegante e inteligente, provocando gargalhadas incessantes (pode ter certeza, não estou exagerando). No seu humor podemos perceber um pouco do “preconceito” inglês sobre as outras culturas, há muitas piadas com a prepotencia americana e suas mulheres vadias, com a comida portuguesa suspeita, com os serviços de prostituição brasileira entre outras, mas nada que realmente ofenda, acabamos rindo junto.

Acompanhando o excelente roteiro, os atores estão perfeitamente encaixados em seus papéis, mostrando que realmente são ótimos profissionais. Além dos já citados, temos ainda no elenco Laura Linney, Colin Firth, Martin Freeman, Billy Bob Thornton, o Mr Bean Rowan Atikinson e o brazuka Rodrigo Santoro em mais uma participação monossilábica em filme estrangeiro (na época pelo menos, porque depois fez a Vera Verão em 300, ganhou renome, e começou a ter falas com 5 ou 6 palavras). Todos tem atuações sensacionais, cuja simplicidade impressiona e emociona. Bill Night se tornou um dos meus atores favoritos por causa desse filme, seu personagem debochado e egocentrico é o mais legal de todos. Depois dele temos o personagem de Alan Rickman, cujas tiradas secas são inacreditáveis de tão astutas. Martine McCutcheon é uma atriz que eu nunca tinha ouvido falar, mas me impressionou muito depois desse filme. Sua naturalidade e bom humor chamam muito a atenção na tela, encarnando muito bem a sua divertida personagem. Hugh Grant, Liam Neeson e Colin Firth representam o mesmo papel de sempre, mas o fazem muito bem, então não estragam nada. Emma Thompson dá um show de explosão interna de sentimentos, além de controlar muito bem a situação nos momentos de humor. Laura Linney é uma excelente atriz, e está particularmente perfeita nesse filme, seu papel era dificil e ela soube dar conta do recado. Keira Knightley não é lá grandes coisas, mas é tão bonita e seu sotaque inglês é tão sexy que dá vontade de morde-la, então, sim, a atuação dela é boa e com certeza extremamente importante para o sucesso do filme. Thomas Sangster é um ator mirim inglês muito famoso, suas atuações são sempre marcantes, apesar da idade suas atuações são plausiveis e espontaneas, e nesse filme não tinha como, tinha que ser ele no papel de menino apaixonado pela primeira vez, incrivelmente consegue ganhar de muitos atores trintões do elenco. Simplesmente Amor é um dos poucos filmes que conseguiu manejar tantas estrelas sem perder o controle da situação, eis um grande feito.

Para ferrar de vez com os nossos corações e amolece-los de maneira efetiva, o filme ainda conta com uma trilha sonora brilhante! Os melhores hits natalinos estão lá, assim como grandes músicas de amor, o que mantém o filme numa atmosfera perfeita, apaixonante e divertida. Depois do nosso clichê paragrafo final colocarei uma lista das melhores.

Simplesmente Amor é um filme emocionante, no sentido mais forte da palavra. Cada história é tão tocante que não há machão que resista. Quando vai chegando no clímax do filme, que é o conjunto do clímax de todas as histórias, a gente vai ficando com o coração na garganta! Todas as histórias se resolvendo, e a trilha sonora perfeita nos atinge como um soco, não tem como fugir, pelo menos uma lagrima você irá derramar, a não ser que não tenha coração. E o grande lance está nas pequenas coisas, nas pequenas demonstrações de amor, nos mais simples gestos que acabam se engrandecendo pela sua beleza e ingenuidade. Ver o menininho correndo todo o aeroporto para se encontrar com seu amor que está partindo, ver Hugh Grant lutando pelo seu país e pelo seu amor ao mesmo tempo, ver Colin Firth se declarando em português para a sua nova paixão portuguesa enquanto ela responde a ele em inglês, ver Andrew Lincoln se declarando em silêncio para a mulher de seu melhor amigo, ver Emma Thompson consolidando a ideia de ser traída, tudo isso junto num momento único de maneira belissima, nem sei como expressar os sentimentos que esse filme nos passa. A cena final, onde todos se encontram no aeroporto um mês depois finaliza muito bem o filme,fechando o circulo que começou exatamente naquele lugar, passando muito bem a mensagem que embora vivamos em tempos dificeis, se pararmos um pouco para pensar o amor está em todo lugar, basta ter olhos para ver. Simplesmente Amor é, sem dúvida, uma comédia romântica excepcional.

Simplesmente Amor é um daqueles filmes para ver com qualquer um, todos vão gostar, não tem erro. É um excelente filme para se ver com a namorada, a familia, amigos, sozinho, não importa, é um excelente filme para se ver, ainda mais nessa época tão legal que é o natal. Então como a minha frase de efeito final, simplesmente vejam o filme e simplesmente amem-o, assim como eu.

Músicas Fodas do Filme:

  • Christmas Is All Around- Bill Nighy (é basicamente a música tema, a melhor pra mim)
  • All You Need Is Love- The Beatles (numa das melhores cenas é entonado num coral surpresa no fim de um casamento, sensacional)
  • Bye Bye Baby (Baby Goodbye)-Bay City Rollers
  • Here With Me-Dido
  • Smooth-Santana.
  • Wherever You Will Go-The Calling
  • God Only Knows-The Beach Boys

domingo, 19 de dezembro de 2010

Manhattan-Pelo o que vale a pena viver

Uma das maiores marcas do célebre Woody Allen é o seu cenário predileto: Nova York! Nos seus filmes mais famosos e referenciais os personagens habitavam essa fascinante cidade que tinha o clima perfeito para as histórias neuróticas de Allen. O amor de Woody por NY é tão grande que ele fez um filme dedicado a cidade, “Manhattan”, uma de suas obra primas que mostram os relacionamentos complicados que surgem nessa tão misteriosa e agitada cidade.

As relações que se desenrolam no filme giram em torno de Isaac Davis (Woody Allen), um roteirista de um progama televisivo que namora uma menina de 17 anos, Tracy (Mariel Hemingway), mas que está insatisfeito com ambos (o emprego e a garota). Até que ele conhece a amante de seu melhor amigo, Mary (Diane Keaton), uma atraente e inteligente mulher que também se interessa por ele, iniciando assim um caso a parte, o que vai agitar bastante as coisas na vida de todos esses habitantes complexos de Nova York.

Sem perder o seu bom humor critico, Woody Allen tece uma envolvente história de casais se entrelaçando de modo que te entretem e ao mesmo tempo te faz pensar sobre o que realmente vale a pena viver, sendo uma verdadeira jóia do cinema americano. Outras marcas da era de ouro de Allen também estão presentes, como personagens neuróticos, trilha sonora a base do bom jazz e dialogos longos e referenciais que enchem tanto os olhos.

O legal desse filme é a visão retratada sobre os relacionamentos de hoje em dia, onde compromissos e valores não importam tanto e o que se busca na verdade é uma necessidade de aceitação do próximo, desmascarando toda a pseudo segurança das pessoas, mostrando como elas são inseguras e frageis, fazendo com que elas busquem relacionamentos que não queriam realmente, mas que forçam pela simples necessidade de afeto e atenção. Woody Allen é o Freud do cinema.

Por mais que a história gire em torno dessas complicadas relações, na maior parte das vezes, o que a câmera está focando não são os atores (excelentes diga-se de passagem), mas sim a cidade, seus pontos turisticos e seus melhores angulos, que se tornam verdadeiras obras de arte sobre a fotografia preto e branco muito bem escolhida por Allen.

Sem muitas delongas, Manhattan é um filme obrigatório para todo bom cinéfilo, ainda mais aqueles que apreciam uma boa comédia dramática reflexiva, coisa que Allen faz como ninguém. A sensação que temos após o longa é de compreensão e ao mesmo tempo confusão interna de pensamentos, e percebemos que o que vale na vida são as coisas que amamos de verdade, que nos fazem bem, e que nos amam de volta. Manhatan é um espelho das relações amorosas modernas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Woody Allen- O gênio dos relacionamentos

 

Dia 1° de dezembro é o aniversário de 2 pessoas muito importantes para mim: eu (sem mim eu não vivo) e o mestre WOODY ALLEN. Não digo que ele é o meu diretor favorito, esse posto é de Tarantino, mas ele pode ficar tranquilo que o segundo lugar é dele com toda certeza! Nesse dia tão especial, decidi fazer uma homenagem a ele, postando aqui a sua biografia e cinegrafia, afinal, seus roteiros cujo tema central são as relações complicadas entre as pessoas sempre me encantaram e me influenciaram na minha vida, então lá vai!

Nascido no dia 1º de dezembro de 1935, Allan Stewart Konigsberg desde pequeno já se envolvia no mundo do entretenimento. Aos 15 anos, já como Woody Allen, o jovem começou a escrever para colunas de jornais e programas de rádio. Ao mesmo tempo, freqüentava a Universidade de Nova York, mas nunca chegou a se formar. Em 1964, Woody já era um respeitável comediante, tanto que um disco chamado Woody Allen, com as gravações de seus shows, foi indicado ao Prêmio Grammy. Sua primeira experiência cinematográfica aconteceu no ano seguinte, quando em uma dessas apresentações conquistou um produtor de cinema que o chamou para escrever e estrelar O que é que há, gatinha?. Como diretor estreou em 1969, com "Um assaltante bem trapalhão", e de lá para cá foram mais de 30 filmes, mantendo uma média de um filme por ano.

O primeiro filme premiado de Woody Allen foi Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall-meu favorito), que recebeu quatro Oscars (três para Allen, de melhor filme, roteiro e direção, e um para Diane Keaton, de melhor atriz).

Apesar de não ter comparecido em nenhuma das cerimônias em que estava concorrendo, Woody conquistou outro prêmio de melhor roteiro original, por Hannah e suas Irmãs, e recebeu outras 18 indicações em diversas categorias. Em 2002, no Oscar seguinte aos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, Allen finalmente compareceu à cerimônia para fazer uma homenagem à cidade de Nova York.

Nova York é o cenário de praticamente todos os seus filmes e lá é rodado outro clássico do cineasta, Manhattan, que recebeu diversos prêmios e conta com as presenças de Meryl Streep e, novamente, Diane Keaton, com quem teve um relacionamento.

A vida amorosa de Allen sempre deu o que falar à imprensa. Antes da fama, Woody Allen já havia tido dois casamentos e, por conseqüência, dois divórcios, com Harlene Rosen e Louise Lasser. Depois da fama, namorou várias importantes atrizes, que sempre ficavam com os papéis principais de seus filmes, até se firmar com Mia Farrow. Com a atriz ficou casado até 1997, quando começou um polêmico relacionamento com Soon Yi, filha adotiva de Mia, com quem está casado até o momento.

Fã de Ingmar Bergman, Groucho Marx, Federico Fellini, Cole Porter e Anton Chekhov, já trabalhou com Carrie Fisher, Michael Caine, Max Von Sydow, Martin Landau, Gene Wilder, Angelica Huston, Meryl Streep, Sydney Pollack, Judy Davis, Liam Neeson, Juliette Lewis, Alan Alda, Goldie Hawn, Edward Norton, Drew Barrymore, Julia Roberts, Tim Roth, Natalie Portman, Helen Hunt, Charlize Theron, Dan Aykroyd, Danny DeVito, entre outros.

Allen também é conhecido por lançar atrizes. Seu último lançamento de destaque foi Mira Sorvino, que conquistou o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel dado a ela por Allen em Poderosa Afrodite

Dirigindo, escrevendo e atuando a maioria de seus filmes, Woody Allen encarna, na maioria das vezes, um judeu nova-iorquino neurótico e fracassado. Com alguns filmes otimistas e outros nem tanto, o cineasta consegue repetir os temas sem parecer repetitivo. Nesta linha, dirigiu filmes como: Sonhos Eróticos Numa Noite de Verão, Crimes e Pecados, Um Misterioso Assassinato em Manhattan, Todos Dizem Eu te Amo, Desconstruindo Harry, "Tiros na Broadway, A Rosa Púrpura do Cairo, além dos já supracitados.

Em 2000, iniciou um contrato com a DreamWorks que correspondeu com o que a crítica julgou ser sua pior fase. Apesar de realizar os divertidos Trapaceiros, O Escorpião de Jade, Dirigindo no Escuro e Igual a Tudo na Vida nessa fase, Allen nunca chegou a ser brilhante.

Depois do fim de seu contrato com a empresa de Steven Spielberg, Allen decidiu reatar o namoro com o drama. Primeiro veio a aproximação com o gênero, com o Melinda e Melinda, seguido de Match Point, que foi o primeiro drama do cineasta em 16 anos, que arrebatou muitos elogios da crítica. O longa recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro, inclusive para Melhor Filme – Drama, e uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Match Point marca ainda por ser o primeiro filme de Allen passado em Londres e também o primeiro com a atriz Scarlett Johansson. O diretor retornou à comédia em seu projeto seguinte, Scoop, também com Scarlett.

Em 2008 lançou o filme Cassandra's Dream (O Sonho de Cassandra), um filme sobre dois irmãos com problemas de dinheiro que são contratados pelo seu tio milionário para assassinarem um inimigo dele. Foi um filme muito mal recebido pela crítica e considerado dos piores de Woody Allen. O realizador não atua neste filme.

Em 2008 realizou o sensacional filme Vicky Cristina Barcelona, também com Scarlett Johansson.

Além de comediante, diretor, roteirista e ator de cinema, Woody Allen toca clarinete semanalmente num bar de Nova York. Sua ligação com a música, principalmente com o Jazz, pode ser conferida em todos os seus filmes, dos quais é responsável também pela escolha da trilha sonora. Em 2002 participou, pela primeira vez, do Festival de Cannes, onde ganhou uma Palma de Ouro pelo conjunto de sua obra.

A parte de cima desse texto foi quase que completamente copiada de um site, ou seja, ctrl+c ctrl+v legal sem nenhuma ideia muito minha, então como é uma homenagem, agora escreverei com as minhas palavras o porque de elogiar tanto esse célebre diretor que foi um dos responsaveis pela minha paixão pelo cinema.

Woody Allen é um diretor que soube retratar as relações humanas como ninguem, seus diálogos são os mais próximos da realidade que eu já vi! Quando a gente vê um filme do Woody ficamos anestesiados com tanta riqueza de detalhes que fazem do longa extremamente semelhante com o nosso dia a dia por mais absurda que a situação passada seja! Além disso tudo, ele é um cara muito simpático, ver ele falando sem parar nos seus filmes, fazendo verdadeiros monólogos paranóicos é delicioso! Suas frases são as mais brilhantes, te fazem rir por muito tempo além de fazer criticas ferozes a sociedade em geral. Em sua vasta cinegrafia, a maioria dos seus filmes são verdadeiras jóias, cuja simplicidade impressiona e encanta qualquer um que tenha bom gosto. Woody Allen é um mestre na direção, roteiro e atuação, sendo um dos maiores ícones do cinema e um cara que sempre será lembrado por todos os cinéfilos como um gênio da sétima arte. Se um dia eu me tornar diretor, serei como ele, me identifico mais com ele, embora gostar mais do Quentin, acho ele mais parecido comigo. Que estranho, gosto mais de outra pessoa do que de mim mesmo?!

“Não quero entrar em nenhum clube que me aceite como membro”

sábado, 27 de novembro de 2010

Enfim a Paz (Crônica)

Na segurança do meu apartamento, ouço um tiro no silêncio da noite. Olho para a janela, não me preocupo, sigo em frente com meu trabalho. Aqui no Rio isso é comum, já me acostumei. Não pense que sou um burguês hipócrita que diz estar preocupado com a paz mundial, mas não move uma palha para ajudar o próximo, eu me preocupo com o próximo. Mas a morte hoje em dia faz parte do cotidiano, chego a me sentir dentro de um filme do Tarantino. Tomo um gole de café e volto a escrever.

Não sei porque, mas o tiro continua a repercutir na minha cabeça, começo a questionar os efeitos desse tiro. Será que alguém se feriu, ou pior, morreu? Teria sido um tiro direcionado a um bandido, ou a um cidadão inocente? Qual teria sido o motivo do crime? Será que existe um motivo para matar? O que leva um ser humano a achar que tem o direito de tirar a vida do próximo? Ninguém tem o direito de matar outro, e nem existe motivo aceitável para tal. Os motivos são criados como modo de disfarçar a crueldade por trás de seus atos, um jeito de diminuir a sua culpa. É nessa hora que eu me pergunto o que houve com a paz. Teria ela sido atingida por uma bala perdida? Bem, se é que ela um dia existiu, pensando bem a paz nunca existiu. Acho que o ser humano precisa evoluir muito para chegar a um estado sublime.

Enfim, quem morreu não fui eu, então deixa pra lá, tenho que voltar ao trabalho. Se não terminar minha tarefa hoje aí sim meu chefe me mata. Ouço outro tiro, minha caneca de café caiu ao chão, tudo começa a ficar escuro…

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Bem, eu escrevi essa crônica ano passado para um concurso de redação que rolou no meu colégio, cujo tema era paz. Minha redação foi uma das escolhidas e foi para um livro (sou um autor publicado, seus merdas!), e quando eu comecei a fazer essa seção de crônicas no blog pensei que esta seria uma boa para postar qualquer dia, mas acabei enrolando e me esqueci dela. Devido a guerra instalada no Rio de Janeiro nos últimos dias achei bem conveniente postá-la, e assim o fiz. Espero que essa situação toda mude, para que consigamos enfim a paz.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Harry Potter 7- O Fenômeno da Minha Geração

O fim começou. Toda grande saga tem um final, e a saga de Harry Potter no cinema está a um passo do seu desfecho. Nós, fãs, torcemos para que tudo corra bem e que ninguem faça nenhuma merda que estrague o grand finale, então sem dúvida ficamos bastante apreensivos. Eu, particularmente, fiquei muito feliz com a primeira parte, que conseguiu se desenvolver bem e nos deixar ávidos de vontade de ver a próxima parte, onde enfim nos despediremos desse mundo mágico que viveu tanto no nosso imaginário durante todo o nosso crescimento. Aviso aos navegantes que no texto podem haver pequenos spoillers, então, CUIDADO!

 

Na primeira parte do capítulo final, Harry, Rony e Hermione vão atrás das horcruxes, objetos enfeitiçados que contem parte da alma de Lord Voldermort, que se mantém imortal através delas. Mais do que procurar esses objetos, eles tem que descobrir como destruí-los de forma efetiva, para assim enfraquecer o grande vilão. O mundo dos bruxos e dos trouxas estão cada vez mais interligados, e Voldermort está ainda mais poderoso, interfirindo nos dois mundos, espalhando medo por toda a parte, visando ser o bruxo mais forte de todos os tempos e eliminar todos aqueles “sangues ruins” da sociedade. Numa trama bem traçada, com várias mortes importantes durante todo o longa, Harry Potter e as Reliquias da Morte parte 1 te deixará impressionado com a sua maturidade e excelência!

 

Quando anunciaram que o último livro da saga seria dividido em 2 partes eu fiquei feliz no primeiro momento, imaginei que dessa vez não tentariam compactar a história, decepando partes importantes e por algum motivo obscuro introduzindo cenas inventadas (vide todas as partes de Harry Potter e o Enigma do Principe), mas depois fiquei preocupado com o seguinte: um filme precisa ter começo, meio e fim satisfatórios, ou seja, precisa de uma história que se desenvolva até o ápice final, onde teríamos um belo clímax, como fazer isso com a história de um livro? É meio complicado criar um clímax no meio do livro, é como ter um orgasmo ainda nas preliminares, o que o filme realmente mostrou que pode acontecer. David Yates conseguiu editar o longa de forma que finalizasse bem a 1° parte e conseguisse o que de fato queria: explicar o que não foi explicado no 6 e nos deixar com vontade de ver a próxima parte. Temos uma boa ação final sim, não o que temos normalmente em filmes de HP, mas ainda assim satisfatória devido a situação em que se encontrava, só que para que possamos dizer que o ultimo filme tenha sido bem sucedido a próxima parte tem que ser um clímax contínuo, aí sim podemos nos sentir bem perante o final ok da primeira parte.

 

Eu não li esse último livro, mas amigos meus que leram disseram que o filme conseguiu adaptar muito bem as coisas, sem nenhum grande desfalque ou erro de concordância, tudo saiu nos conformes, então já dá pra ver que o filme foi realmente bom, já que até os leitores gostaram. A recriação do mundo de J.K Rowling está como sempre impecavel, os cenários, os figurinos, maquiagem, tudo está como devia ser, compondo uma belissima obra de arte. O que podemos destacar nesse filme é a fotografia, já que o trio não passa o seu tempo em Hogwarts como nos outros capitulos, mas sim peregrina pelo mundo bruxo atrás das horcruxes, passando por lugares belissimos, campos abertos que foram um prato cheio para o diretor. Temos ótimas cenas de ação e combate entre os bruxos, a câmera agil ajuda muito nesse instante, e nos dá a sensação exata de agitação da cena, porém em alguns momentos ela é usada em cenas de dialogos, o que não tem nenhum sentido e nos deixa tontos. Legal ver que as varinhas nesse filme viraram verdadeiros revolvers, nos proporcionando combates emocionantes.

 

As atuações desse longa enfim se consolidaram, com um roteiro bem melhor trabalhado, os atores conseguiram mostrar toda a desenvoltura deles nos papéis que lhes marcarão para sempre. Do trio, infelizmente o único que ainda se mostra mal preparado é (irônicamente) Daniel Radcliffe no papel principal, ele ainda não consegue se impor direito diante certas cenas, acho que toda a responsabilidade jogada em cima dele atrapalhou seu desenvolvimento, mas não é nada que chegue a atrapalhar o andamento do filme. Rupert Grint está bem como sempre, no papel de melhor amigo do protagonista, rende ótimas tiradas que dão o tom cômico certo ao tão sombrio longa e até arrisca uma boa performance numa cena dramática, realmente se destaca. Agora, pra mim, o que me impressionou mais foi Emma Watson que a cada filme se mostrava melhor (em muitos sentidos) e nesse arrebata o telespectador logo de cara na primeira cena, onde ela usa um feitiço que faz seus pais esquecerem dela, como se ela nunca houvesse existido, tendo uma atuação magnifica e tocante sem dizer uma palavra, suas feições dizem tudo, e confesso que me deixou arrepiado. Fora eles, temos o brilhante elenco inglês de peso que rende boas participações, como Alan Rickman (Snape), que é um cara foda, sem mais nem menos, Helena Bonhan Carter (Bellatrix Lestrange) que tem a melhor atuação do filme, Bill Night (Rufus Scrimgeour) que é um dos atores que mais gosto, Brendan Gleeson (Olho-Tonto) mais irônico do que nunca, e Ralph Fiennes que encarna com maestria o Lord das trevas, sombrio e cruel na medida certa.

 

Tem uma parte desse longa em particular que eu gostei muito e que é uma novidade na série. Quando contam a história das tais Reliquias da Morte, é usado o recurso de animação gráfica que foi muito, mas muito bem feito, sendo um dos melhores momentos do filme! Eu não esperava por isso, é uma animação rica, detalhada, com cores fortes e traços impactantes, realmente excelente.

 

Algo que sempre gostei na saga de Harry Potter é a analogia ao racismo que se é feita, onde os bruxos legítimos discriminam aqueles que vêm de familias de trouxas, os chamados “sangues ruins”. Isso sempre apareceu de leve nos filmes, aumentando gradativamente a cada episódio, mas é nesse que se dá o devido tratamento ao tema, de forma mais madura e concreta, vemos a discriminação invadir as ruas do mundo bruxo, no ministério principalmente, que inicia uma perseguição aos impuros e dita novas regras de comportamento para com essas pessoas, fazendo uma critica forte e bem direta ao nazismo e é claro a discriminação! Graças ao tom maduro desse último filme, podemos perceber isso com mais força, a mensagem é passada de maneira mais eficaz, e Harry Potter enfim deixa de ser um filme superficial.

 

A grande jogada desse capítulo são os rituais de passagem que são demonstrados simbólicamente no filme. Quando saímos da infância, assim como os protagonistas, perdemos totalmente nossas bases e somos jogados no cruel mundo de “verdade”, não temos mais o conforto das nossas familias e nem do nosso colégio, agora é pra valer, é a vida! Perfeitamente vemos isso na tela, os 3 estão sozinhos no mundo bruxo, correndo atras de seus objetivos, sem ter nenhum familiar por perto ou nem sequer um professor amigo para acalenta-los, nada, eles só tem um ao outro, e assim seguirão daqui pra frente. Quando a coruja de Harry morre não é a toa, Rowling mais uma vez usando de simbologia mostra que a fase infantil inocente de Harry se foi, e agora ele tem que enfrentar seus problemas com maturidade e maldade. Por essas e outras coisas Harry Potter é uma série tão amada por nós jovens, crescemos junto com esses 3 amigos, nos identificamos, acompanhamos suas mudanças. Eu sou sortudo por me enquadrar perfeitamente na idade dos personagens, pude realmente acompanha-los a cada ano que passava. Nos 2 primeiros filmes eu odiava a Hermione, achava ela a estraga prazeres, quando chegou no 3°, minha cabeça já tinha mudado assim como a de Harry e Rony que começaram a notar ela de um jeito diferente, até chegar no 4° onde nos  petrificamos ao ver o quão gostosa ela ficou naquele vestido de baile! Acho isso muito legal, tenho certeza que não sou único que pensa assim. Harry Potter sem dúvidas é a série que marcou a minha infancia e juventude.

 

Harry Potter é um filme que nem preciso recomendar, você simplesmente vai ver, não há como fugir! Quem é mais velho pode achar bobeira, mas realmente é um filme muito bom, maduro, sombrio, misterioso, encantador, inteligente, divertido, mágico, fenômenal. Harry Potter é o fenômeno da minha geração!

E que venha enfim o final!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Outra Face- A Identidade é uma arma letal!

Dos filmes de ação que costumam passar no “Domingo Maior” este talvez seja um dos mais inteligentes, que conta com a direção de John Woo e no elenco com Nicholas Cage e John Travolta que trocam de personagem, ou melhor, de rosto, e nos dão excelentes provas de boa atuação e convicção

A história do longa é fascinante. Temos como protagonistas o agente especial do FBI Sean Archer (Travolta) que é obcecado por capturar o grande terrorista Castor Troy (Cage), que á um tempo atrás matou acidentalmente seu filho. Numa emboscada, Sean consegue pegar Castor, mas este entra em coma, e Archer precisa de provas mais concretas sobre o plano terrorista de Castor para prendê-lo e evitar a explosão. Então, para conseguir essas provas, Sean se submete a uma cirurgia em que ficaria com o rosto de Castor, para assim arrancar a informação do plano com o irmão do terrorista. Mas para essa cirurgia, obviamente, era preciso tirar o próprio rosto, que ficou guardado numa capsula para depois retornar a cara de seu dono, porém Castor acorda do coma em que foi envolvido e quer respostas pela sua falta de rosto. O médico lhe responde a força, e percebendo a situação favorável, Castor manda que coloquem o rosto do agente nele, dando inicio a um jogo de identidade e perseguições que te deixará ligado até a cena final.

Com esse roteiro simplesmente brilhante, John Woo desenvolve um filme de ação excelente, repleto de tomadas de tirar o fôlego, crises de caráter e reviravoltas de explodir a cabeça! “A Outra Face” é muito bem filmado, os ângulos escolhidos pelo diretor nos fazem acompanhar bem as cenas, principalmente as de ação, o que resulta num ótimo entretenimento para os fãs do gênero. Os tiroteiros que permeiam o filme são bem armados, e não puro bang bang, além disso há vários confrontos “cara a cara” entre os protagonistas, que rendem excelentes cenas de tensão que dão ao filme o tom de suspense certo.

As atuações são formidáveis. A trama envolvendo a troca de rostos possibilita aos atores demonstrarem toda a sua versatilidade e feições, o que é um verdadeiro presente para nós espectadores. Tanto Cage quanto Travolta tiveram um trabalho quase que triplicado, já que um teria que interpretar o personagem A (1), que troca de rosto e finge ser o personagem B (2), o ator A em questão teria que interpretar o B fingindo ser o A (3), ou seja, teria que captar o modo de como um fingiria ser o outro, coisa de mestre! Ambos se mostram eficientes no serviço de interpretar o personagem do outro, fazendo de “A Outra Face” um dos filmes mais fascinantes que eu já vi.

O legal desse filme é justamente a questão de como a identidade de uma pessoa é importante, e mais ainda, como nosso jeito de agir está sujeito a fatores exteriores, seguindo a brilhante teoria que uma amiga minha não me deixa esquecer: DETERMINISMO, o meio determina o homem. Quando um está com o rosto do outro eles mudam de vida, as pessoas que os cercam mudam e sendo assim eles acabam, querendo ou não, mudando também, adquirindo caracteristicas que antes eles até repugnavam, gerando uma troca de identidade não só exteriormente mas também interiormente, sendo este o maior conflito que temos na tela. Vale citar também outra frase filosófica, “Quando se olha muito para o abismo, o abismo olha de volta”, o que representa muito bem a situação que temos no longa.

Recomendo com orgulho o longa para qualquer um que curte um bom filme de ação estando certo que a pessoa vai gostar desse excelente jogo de gato e rato onde saber quem é quem e principalmente saber quem se é, é fundamental para permanecer vivo até o final.

domingo, 31 de outubro de 2010

O Iluminado- Um Filme-Enigma Multi-interprepretativo

Nesse especial que homenageia os filmes de terror, eu não poderia deixar de falar do meu filme favorito do gênero: O Iluminado. Pra mim não há filme mais impactante e bem feito do que este na categoria terror, Kubrick soube usar muito bem as suas técnicas de filmagem para criar um longa de terror psicológico que atormentará muitas mentes eternamente.

 

Sendo um dos filmes que mais gosto acabarei me atrapalhando na sua descrição, dizendo coisas inuteis, perdendo o fio da meada, então colarei uma sinopse da net aqui, é melhor pra mim e para vocês :D Lá vai: Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

 

Caracterizado por mim como um filme enigma multi-interpretativo, O Iluminado tem um roteiro magnifico que te envolve de modo incondicional, nada mais do que esperado de um filme baseado num livro do mestre supremo Stephen King. A história nos apresenta fatos que sugerem muitas coisas, que as vezes não se conectam entre si, mas independentemente fazem “sentido”. Ao chegar ao final, temos pelo menos 3 interpretações de tudo que vimos, uma mais sinistra que a outra, e uma deixando mais dúvida do que a outra. Realmente não conseguimos nos basear num fato firme e concreto para poder dizer o que aconteceu de verdade no misterioso hotel. Mais para frente no post farei uma zona de spoiller dizendo a minha interpretação do filme. O Iluminado é mais um filme que mostra com perfeição que os piores monstros da humanidade é o próprio homem, que basta um empurrão num momento de fraqueza para adentrar as trevas e se tornar um ser cruel e inconsciente.

 

No campo das atuações esqueçam todos os outros e concentre-se em Nicholson, ele rouba a cena com categoria, incorporando um perfeito homem em decadencia emocional que cai no abismo da insanidade, transpirando insensatez em seu olhar que chega a gelar a espinha. Por mais que Jack seja realmente um excelente ator temos que levar em conta o seguinte, fazê-lo interpretar um maluco é o mesmo que fazer a Bruna Surfistinha interpretar uma prostituta, então daí deduzimos a excelencia de seu trabalho em O Iluminado.

 

A movimentação das câmeras durante o filme é sensacional, perseguimos perfeitamente os atores percorrendo o hotel, seja em tomadas rápidas ou lentas, tendo uma visão ampliada do espaço em questão e admirando toda a beleza do cenário meticulosamente arrumado pelo perfeccionista Stanley Kubrick. Outro fato que podemos perceber no posicionamento das câmeras é a simetria que Stanley sempre quer mostrar, que só se perde quando a lucidez vai embora e dar lugar ao medo e ao terror por ter um lunático te perseguindo, isso é genial. Dá pra ver perfeitamente o quadro armado por Kubrick, o ator fica no meio certo da tela, dos seus 2 lados temos 2 objetos de decoração iguais, como se a imagem direita fosse um reflexo da esquerda, nos dando uma cena cuja simetria incomoda, criando o clima de tensão certo. As cores fortes usadas no hotel também colaboram muito com isso, o vermelho sangue que cobre as paredes parecem sair da tela nos causando muito desconforto, que é justamente o objetivo do diretor. Além disso, Kubrick usa o recurso de imagens soltas passando na tela rapidamente para desenvolver nosso psicológico para o terror que está por vir. As imagens chocantes te pegam  desprevenido, rendendo bons sustos, e ainda fazem questão de não sairem da sua mente por um bom tempo, sendos essas as cenas mais fortes que se guarda do filme. Outra coisa que mexe bastante com a nossa cabeça é a trilha sonora visceral que dá o ritmo de suspense perfeito para as cenas angustiantes de perseguição. As vezes até a ausencia de trilha ajuda a compor o suspense da cena, como exemplo os momentos em que só ouvimos o barulho do velotrol de Danny percorrendo o hotel, silenciando ao passar num tapete e voltando a fazer a barulho ao passar pelo piso de madeira, até nos depararmos com as sinistras irmãs gêmeas fantasmas. A trilha tem a incrivel habilidade de reproduzir o barulho que seria a mente de uma pessoa se entregando a loucura, num ritmo frenético, aumentando cada vez mais o som, adentrando no labirinto insano da mente de Jack. BRILHANTE!

 

Para tentar acalmar aqueles que terminaram o filme sem ter mais noção de nada, como se tivessem perdido o chão, aí vai a minha interpretação na ZONA DE SPOILLER!!!

-----------------------------------------ZONA DE SPOILLER--------------------------------------------

Na minha concepção, sim, o menininho realmente tinha poderes especiais, que viam não só o passado como o próprio futuro, e ainda se comunicava com os seres que habitam o hotel eternamente, ponto. As “pessoas” que aparecem no hotel aos pouco não são meras ilusões de Jack, uma vez que elas abrem portas, machucam o menino e aparecem para todos, incluindo Wendy, que até então estava sã, ponto de novo. O grande lance é que o seguinte, o hotel tem vida própria e vida residindo nela, por assim dizer. No grande baile de 1921 que ocorreu lá deve ter acontecido alguma chacina ou sei lá, algo que matasse todos os convidados, que depois passaram a residir o local como espiritos, e sendo seres que não partiram em paz eles querem companhias, no caso, todos os zeladores que passam pelo hotel no inverno, fazendo com que eles sucumbam a loucura psicótica, matando os familiares e se matando, para assim a grande “familia” do hotel aumente. Seguindo essa teoria podemos ver que Jack foi o primeiro a sucumbir, devido a sua fragilidade emocional ligado ao seu passado alcoolatra, que o fez facilmente perder o controle, acreditando nos fantasmas que via, e obedecendo a eles, “corrigindo” a sua familia. Outra coisa que podemos relacionar a isso é o fato do hotel ter cores muito “vivas”, entendem? Isso quer dizer simbólicamente que o hotel tem vida, e se você for notar, parece que as cores vão mudando ao longo do filme, ficando mais fortes, de onde podemos perceber a tal vida do hotel. A força do lugar é muito forte, de modo que eles nem chegam na verdade a convencer Jack, mas sim incorporá-lo, percebemos isso no jeito dele de falar, que se parece com os fantasmas a sua volta. E isso tudo se conclui no enigmático final, em que aparece Jack na foto do baile de 1921, explicando que agora, com ele morto, ele faz parte do hotel, ele é mais uma alma que penará pela suas paredes, se unindo a sua nova “familia”, que provavelmente aumentará no próximo inverno.

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Com certeza, qualquer um que ver o filme terá uma visão diferente, o que é o mais interessante do longa, permitindo diversos pontos de vistas, que se relacionam com muitas coisas do sobrenatural, sem perder a postura e o nexo, fazendo de O Iluminado uma obra prima do terror que muito dificilmente será superada no futuro. Recomendo o filme com orgulho, esse é o tipo de filme que deve ser assistido independente do gosto, é genialmente bem feito e atrativo. Se você for ver apenas um filme de terror nesse halloween, que seja O ILUMINADO!

Here is a master piece!

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