sábado, 21 de agosto de 2010

Os Homens Que Encaravam Cabras- Que a força hippie esteja com você!

“Que porra é essa?” Deve ter sido a primeira coisa que veio na sua cabeça ao ler o título do filme baseado no livro homônimo de Jim Ronson, que abusa da criatividade e cultura hippie na sua história. Com um elenco de peso, formado por George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey, essa comédia irreverente pode não agradar a todos, mas diverte aos bons entendedores de mentes abertas.

 

A história do longa é bem maluca, não tão maluca quanto o insuperável “Quero Ser John Malkovich”, mas se comparado aos filmes atuais, esse é o mais inusitado. Bob Wilton (Ewan McGregor) é um jornalista que foi abandonado por sua esposa. Para se recuperar do divórcio, ele aceita a tarefa de cobrir a guerra no Iraque. Lá ele conhece Lyn Cassady (George Clooney), que diz ser um vendedor. Ao saber seu nome Bob logo se lembra de uma entrevista que fez, meses antes, com Gus Lacey, que dizia que conseguia matar animais apenas com o poder da mente, ao encará-lo. Ele ganhou esta habilidade ao integrar um setor especial do exército americano dedicado a estudos psíquicos, liderado por Bill Django (Jeff Bridges) e que tinha Cassady como seu principal pupilo. Bob conta o que sabe a Cassady, que lhe confirma a história. Ele na verdade está no Kuwait em uma missão secreta e precisa entrar escondido no Iraque. Animado com o furo, Bob o convence a ir junto. É o início de uma trajetória que fará com que Bob conheça melhor o Exército de Terra Nova e os poderes de seus integrantes.

 

Como podem ver o roteiro é bem armado, embora haja momentos meio arrastados e sem a mínima graça. Mas de um modo geral, o longa é bem interessante. Há ótimas piadas inteligentes e muitas das vezes irônicamente escondidas fazendo afiadas críticas, o que elevam o filme a um patamar de inteligência incrível. Além disso, o tema escolhido pelo filme é bem divertido, falando da onda hippie que, vejam só, chegou até ao exército. E o mais legal é que toda essa maluquice de poderes especias para supersoldados que conseguem matar o oponente apenas com a força do pensamento é tratado de forma séria até, mesmo se trantando de uma comédia, os atos são levados a sério, o que acaba ironicamente gerando ainda mais humor.

 

O elenco é ótimo. Os atores conseguiram o ritmo certo da insanidade levada a sério do longa, o que é o mais importante. Todos tem boas atuações, mas os que se destacam na tela é George Clooney, que está divertidíssimo em seu papel fazendo feições cômicas nunca antes imaginadas no galã, e ainda mantendo a elegância, Jeff Bridges que está um perfeito hippie, e Kevin Spacey que arrasa sempre e nesse filme não é diferente. Fazia tempo que não via o Spacey num filme atual, foi bom revê-lo, acho ele incrível, é um dos meus atores favoritos.

 

Além disso tudo, o filme ainda nos passa uma boa mensagem de renovação pessoal, bem no estilo hippie mesmo, profundo e ao mesmo tempo descontraído. O seu grande final, igualmente hippie, é sensacionalmente hilário, e te faz sair da sala de cinema com um belo sorriso no rosto cantando More Than I Felling da banda Boston. Eu recomendo o longa às pessoas que tenham a mente aberta, gostam de assistir filmes estranhos, não convencionais e que principalmente gostem ou pelo menos entendam piadas políticas e Star Wars (sim, Star Wars também ta no meio). Tendo esse perfil “Os Homens Que Encaravam Cabras” se torna um prato cheio! Inteligente, inusitado, hilariante!

domingo, 15 de agosto de 2010

Revólver- Muito mais que um mero filme de ação

Guy Ritchie é um diretor que já marcou sua presença no mundo do cinema com seu estilo único de edição e velocidade na hora de contar uma história com seu filme mais famoso, Snatch. Mas, em minha singela opinião, é em Revolver, um filme que se disfarça bem de apenas mais uma ação clichê, que Ritchie demonstra toda a sua genialidade num roteiro brilhante que se mostra inteligente em cada cena.

 

A história concisa e rápida do longa gira em torno de Jake Green (Jason Statham), um jogador inveterado, audacioso, com muita sorte, mas pouco dotado de senso. Está proibido de jogar em diversos casinos por uma razão simples: Jake ganha sempre. Quando estava preso na solitária, conheceu dois criminosos que lhe ensinou uma técnica infalivel de se ganhar sempre em qualquer jogo, fazendo dele um grande jogador. Ao longo dos anos conseguiu tornar-se tão rico que é agora o único cliente de Billy (Andrew Howard), seu irmão e contabilista. Uma noite, Jake, Billy e o outro irmão Joe são convidados para um jogo privado. Nessa noite é esperado que Jake perca contra Dorothy Macha (Ray  Liotta), líder de um grupo do crime e proprietário de um casino. Mas ao contrário do esperado, Jake vence e humilha Dorothy e a partir daí instala-se a confusão na sua vida.

 

Eu, quando comecei a ver o filme, achei que era apenas um filme de ação whatever, história simples, tiroteios, perseguições de carro e só, mas me enganei, e nunca fiquei tão feliz em ter me enganado. A genialidade do roteiro é tamanha que eu nem sei explicar sem entregar o grande ponto forte do longa, então farei o seguinte, uma pequena zona de spoiller a seguir (nem estou plágiando nerdcast) despejando tudo que achei do filme, e depois o texto volta a sua habitual rotina de análise. Então:

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ZONA DE SPOILLER:

Achei incrivelmente foda a jogada que o filme faz com nossas mentes. O que começa como um simples filme de gangsters, se transforma numa obra-prima reflexiva à la Clube da Luta. O lance do ego ser nosso maior inimigo e que ele ser dessa forma o grande vilão do filme que não aparece, o temido Sam Gold, é genial. Não esperava algo assim tão profundo, e faz o maior sentido. A única pessoa que pode nos destruir é nós mesmos, ou melhor, nosso ego, que aje de forma que nós achemos que somos ele. Isso é brilhantemente demonstrado no longa pela narração em off dos personagens, que nós achamos no início ser apenas um recurso para tornar o filme mais dinâmico, quando na verdade representa o ego de cada personagem falando com ele mesmo ( a pessoa), coisa que só descobrimos no final, com o grande combate do longa, que ocorre entre Jake e seu ego num elevador parado. FODA! No final do filme, aparecem entrevistas com psicólogos a respeito do assunto (ego), e é realmente muito interessante isso tudo, porque nunca paramos para pensar sequer na real existência dele, pelo menos eu nunca fiz isso. É muito bizarro pensar que somos controlados por algo que achamos que somos nós, quando na verdade não é, chega a dar arrepios. O filme explica que o ego pode ser visto como o mal que existe dentro de nós, e até mesmo como o diabo, é a famosa voz na tua cabeça, muito sinistro. Eu ainda preciso rever o filme para entendê-lo melhor, há muita informação que passa despercebida na história, até mesmo pela sua velocidade, mas acho que ainda há mais coisas por trás. No filme há muitas cenas de jogo de xadrez, mostrando a tal fórmula de sucesso infalivel, e o filme todo parece um grande jogo de xadrez por metáforas, não sei explicar, mas consigo perceber algumas coisas relacionadas, alguns personagens que se assemelham as peças. Se for realmente isso, Revolver pode ser o filme mais bem bolado dos últimos tempos! Sem mais nenhum spoiller a dizer, eis que termina aqui a ZONA DE SPOILLER!

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As atuações principais são normais, nada muito a exaltar. Statham nunca foi lá grandes coisas, nesse filme ele não chega a estragá-lo, ele mantem o ritmo e tem uma boa performance no clímax do filme. Digo a mesma coisa para Ray Liotta, no momento final, ele chega a impressionar. Agora quem rouba a cena de modo confiante e silencioso é Andre Benjamin, que interpreta com classe um dos criminosos que ajuda Jake, e Mark Stronger, que é um dos assassinos profissionais de Macha, que executa seus trabalhos com grande frieza e tranquilidade. Fora esses, o filme se sustenta mais na sua brilhante história.

 

O filme deve ser visto com muita atenção, ele é bem curto, e, como todo filme de Ritchie, é extremamente rápido, não perde muito tempo em explicações. O longa na verdade não explica muito os fatos, simplesmente os mostra, e cabe a nós pensarmos o porque daquilo tudo, sendo assim, pode ser meio confuso assistí-lo. É realmente um filme muito dinâmico, e a edição feita no longa contribui, e muito, para isso, o que é muito bom, as cenas de ação ficam incríveis com esse efeito.

 

Recomendo o filme às cabeças pensantes, tenho certeza que gostarão e admirarão muito esse longa, que levanta mais dúvidas do que responde. Como por exemplo: porque um filme tão brilhante recebeu o banal nome de um filme de ação qualquer, “Revolver”? Mas pode ter certeza, que depois de assistí-lo, essa será a menor de suas dúvidas…

 

“O maior inimigo se esconderá onde você menos espera”

sábado, 7 de agosto de 2010

Inception- Genialidade Fora de Compreensão!

Em 2008, quando Christopher Nolan lançou o seu sensacional Dark Knight, ele mostrou ao mundo que é possível fazer grandes blockbusters com conteúdo e inteligência, e mais ainda, mostrou que é capaz de dirigir um grande projeto com maestria, sendo assim conseguiu crédito para realizar talvez o seu mais ambicioso projeto: A Origem (Inception- vou me referir ao filme assim, prefiro), que chega comprovando que sim, é possível divertir com tramas inteligentes e complexas. Prepare-se para mudar várias de suas concepções.

 

Esse é mais um daqueles filmes cuja a trama é tão complexa que se eu escrever com as minhas próprias palavras ninguem entederá nada, então mandarei essa que eu vi num site que sintetiza bem a história sem contar spoillers ou coisas do gênero: “Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um habilidoso ladrão, o melhor na perigosa arte da extração, o roubo de valiosos segredos das profundezas do subconsciente durante os sonhos das pessoas, quando a mente fica totalmente vulnerável. Essa rara habilidade de Cobb fez dele um cobiçado jogador nesse traiçoeiro novo mundo da espionagem corporativa, mas também fez dele um fugitivo internacional que perdeu tudo o que mais amava. Agora, uma chance de redenção foi oferecida a Cobb. Um último trabalho pode trazer sua vida normal de volta, mas somente se ele conseguir o impossível – inserção. Ao invés de fazer o roubo perfeito, Cobb e sua equipe de especialistas têm que fazer o oposto: a missão não é roubar uma ideia, mas sim plantar uma ideia. Se eles obtiverem sucesso, pode ser o crime perfeito. Mas nem mesmo um plano cuidadoso poderia prepará-los para um perigoso inimigo que parece prever cada movimento deles. Um inimigo que somente Cobb poderia prever.” Foda, não?

 

Com um roteiro bem fechado, reflexivo e intrigante, Inception nos envolve até o desolador final, que joga a gente no chão, perplexos com tudo aquilo que vimos. O filme nos desafia pensar mais a cada cena, exige de nós total atenção para acompanharmos essa incrível história que não nos dá tantas informações. Não é um filme extremamente difícil de entender, há vários outros que exigem mais da nossa massa cinzenta, mas para um blockbuster que quer encher as salas sem ser ignorante está perfeito. É realmente um grande trabalho criativo de Nolan, que deve ter suado para controlar toda a situação absurda que ele criou, não deve ter sido nada fácil controlar as ações de pessoas que estão num sonho, dentro de um sonho, dentro de outro sonho! É uma confusão deliciosa que se instala na sua mente, tentando juntar as imagens para enfim entender o que realmente está acontecendo. É ótimo ver um filme assim, um filme que busca uma atenção maior, e não simplesmente quer que a gente o veja parado. Ele quer que a gente participe, que junto com os personagens nós entremos na situação, de sonho para sonho, tentando completar a missão e resolver o grande mistério que se instala. Acho isso o melhor de tudo, é como se fosse uma outra dimensão que o filme nos propõe, uma dimensão interativa, uma dimensão inteligente que por ser tão envolvente nos joga pra dentro da situação do filme, o que, na boa, é bem mais interessante do que uma terceira dimensão digital avatar neon.

 

As atuações do filme, eu tenho que admitir, não são lá grandes coisas, não são ruins, mas nada muito destacável, como foi em Dark Knight onde tivemos uma das melhores atuações de todos os tempos graças ao grande Heath Ledger e seu fenômenal Coringa. Em Inception acho que foi mais um problema com os personagens do que com os atores em si, pois acho que faltou um pouco mais de tempero e até mesmo carisma. DiCaprio fez seu já famoso papel de “esquentadinho” como diria Osw, mas o faz bem pelo menos. Ellen Page, que é uma atriz encantadora, está meio apagada no longa, repito em dizer que acho é um problema com a personagem. Marion Cotillard está impressionante como sempre, seu papel é o melhor de todos por sua complexidade doentia e diferente, e acima de tudo misteriosa. Cillian Murphy interpreta bem um almofadinha que recebe uma grande herança, personagem que encaixa bem ao seu tipo físico. No elenco ainda temos Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Michael Caine, Tom Berenger e Tom Hardy.

 

A estética do filme é surreal. A gente fica atordoado diante dos acontecimentos que ocorrem no filme. No campo dos sonhos muita coisa pode acontecer, sendo assim, o filme dá um show em efeitos especiais. Há uma cena em especial que eu creio que  entrará para história assim como a esquivada das balas de Neo em Matrix, não falarei como é para não estragar a boa surpresa. É algo realmente inédito, ficamos boquiabertos com a cena. Mas em todos os aspectos visuais o filme arrebenta, é necessário muita habilidade para criar tantos mundos, de diferentes arquiteturas que saltam os olhos, palmas para a direção de arte e todos os envolvidos. Outro pessoal que merece palmas calorosas, são os responsáveis pela edição do longa, que fizeram um trabalho excepcional de imagens e sons cujo propósito principal era de nos confundir. Tudo que temos são imagens, o que aparece na tela pode ser parte do sonho, realidade ou uma lembrança, é aí que entramos com a nossa massa cinzenta e fazemos as devidas conexões, mantendo o suspense e o mistério do filme.

 

Embora Inception seja para mim até agora o melhor filme do ano, eu ainda esperava mais. Pelo grande barulho que estava fazendo antes de sua estréia, pelo mistério que rondava o longa com as sinopses com poucas informações e muitos segredos, pelo sucesso que fez nos EUA sendo muito bem criticado e avaliado, Inception gerou em mim uma grande expectativa, só não sei se isso foi bom. Vamos ver se vocês me entendem. Quando fui ver Dark Knight, eu fui com a galera depois da última prova do bimestre, eu não tava com tanta expectativa para o filme, fui ver como qualquer outro, fui ver como vi Salt, totalmente desarmado, just for fun. Chego lá, vejo a primeira cena. Meu coração acelera ao ver uma cena inicial tão foda quanto aquela. Vejo o Coringa. Mais exatamente, vejo a atuação soberba de Heath Ledger como Coringa. Minha cabeça explode aos 30 minutos do longa quando o Coringa simplesmente enfia um lápis na cabeça de um bandido num curioso truque de mágica. Quando chega na metade do filme, onde muitas cenas de ação dignas de clímax já aconteceram, eu percebo que ainda estavámos apenas na metade do filme, me animo, me animo muito. Quando chego ao verdadeiro clímax, e que clímax, estou pulando na cadeira de animação. A sensação que batia no meu peito era indescritível, sensação que diga-se de passagem ainda não senti de novo num filme. Vem a cena final, o Batman fugindo, Gordon narrando, e a excepcional trilha de Hans Zimmer ao fundo, pronuncia-se as últimas duas palavras: Dark Knight. Tela preta. Fim. Eu tenho um orgasmo. Pelo o que diziam de A Origem, eu esperava isso, ou ainda superior. Eu queria ter aquela sensação indescritível de novo, mas acho que para isso eu teria que estar desarmado. E acho que foi isso que não me fez ter aquela emoção toda, eu estava contando os dias para o momento, para o grande momento, e estava tão animado que não me contive com a obra prima que eu vi, eu queria mais. Mas em resumo, Inception é um filmaço, e eu não tenho dúvidas, se eu tivesse ido desarmado, teria a sensação, e quem for ver vai senti-la.

 

Há muitas comparações entre Inception e Matrix. Não só no seu esquema “blockbuster cabeça”, mas no seu tema, o mundo dos sonhos e etc. Realmente há semelhanças, mas acho que conseguimos diferir bem um do outro e não podemos acusar plágios ou coisas do gênero, cada um seguiu um caminho diferente a partir de uma ideia primitiva bem parecida, mas não igual. Matrix tem uma ideia mais global e revolucionária, fala de sistemas de controle de pensamentos, de opiniões, dá um tratamento diferente a concepção de sonho e realidade. Inception é mais fechado, o objetivo é totalmente diferente, as proporções são menores e não há nenhum grande sistema controlando aquilo tudo, há um grande mistério em torno de nós mesmos, de nós não sabermos realmente com total certeza o que é sonho e o que é realidade. A vertente da filosofia dos filmes em questão é mesma, mas os caminhos tomados são diferentes. Há mais semelhanças, mas se relaciona a parte física da história, o modo de como as pessoas entram no sonho é  parecidíssimo, o lance do arquiteto, e muitas outras. Agora, sendo sincero, Matrix me impressionou mais do que Inception.

Se você for escolher um único filme para ver esse ano no cinema, o filme que você deve escolher é Inception, sem sombras de dúvida. Não é só um filme, é um evento cinematográfico. Assim como uma boa garrafa de vinho, daqui a algum tempo vão saber apreciar o longa melhor, muito ainda vai ser discutido sobre ele, grandes debates se formaram para tentarem compreender melhor essa obra prima contemporanea, exatamente como aconteceu com Blade Runner. Com certeza, Inception já entrou para a história do cinema! Não deixe de fazer parte dessa história e vá no cinema, mas mesmo depois de tudo que você leu aqui, vai desarmado, esvazie sua mente, o efeito será supremamente melhor, você sentirá algo impressionante, indescritível. Depois de ver o filme, você ficará abalado, até meio bobo (como aconteceu comigo), você perde o chão com o final, você começa a tentar rever todo o filme na sua cabeça e juntar os pedaços, e isso é sem dúvida a coisa mais legal que Inception nos proporciona. E assim como Blade Runner, tudo está nos detalhes. Bons sonhos…

domingo, 1 de agosto de 2010

Salt-Reviravoltas, explosões e Angelina Jolie

O novo filme da gostosa Angelina Jolie, Salt, chega fazendo barulho no cinema. Com uma história até que bem bolada e atuações canastronas, o filme serve como entreterimento e nada mais.

 

No longa, Jolie interpreta a agente da CIA Evelyn Salt, que entra num jogo de perseguição ao interrogar um desertor que acusa ela de ser na verdade uma espiã russa infiltrada nos EUA. Com essa “revelação”, Salt se vê numa situação complicada e tem que fugir para concluir seus objetivos, salvar seu marido e se possível, permanecer viva.

 

A sinopse do filme que eu fiz está bem pequena, pois há muitas reviravoltas durante o filme todo, então para não estragar a graça e dar spoillers gratuitos, preferi ser curto e grosso. Numa visão geral, Salt é bem armado, tem ótimos plot twists, e você realmente fica perdido em alguns momentos, pois os objetivos verdadeiros da protagonista são bem instaveis e não se pode confiar em ninguém. Além da Jolie, não há nenhum grande nome em cena, mas ela basta (e como). Sua atuação é canastrona como eu disse, mas nada que chegue a estragar o filme. Para rechear o longa, ótimas cenas de ação e perseguição são introduzidas, prendendo bem as nossas atenções. As perseguições são muito bem feitas, tem um excelente ritmo, e em alguns momentos exagera, o que não chega ser ruim. Há uma cena, inclusive, em que Salt baixa McGyver, fazendo um lança missel  com as coisas que estavam por perto, o que é bem cômico. No filme também é interessante notar as diversas mudanças que Angelina teve que fazer no visual para fazer Salt, sua personagem fica mudando de aparencia o tempo todo para não ser reconhecida, fazendo com que Jolie mude para loira, morena e homem durante o longa. Além disso tudo, o longa começa com um golpe baixo: na primeira cena temos Jolie em lindas lingeries.

 

Salt é um filme estiloso, tenho que admitir.Toda a sua produção de filme de James Bond vem muito bem a calhar ao longa, que se enquadra obviamente na categoria de blockbuster, mas um bom blockbuster. Salt é um bom thriller que vai te envolver bastante nas suas 1h40 de duração, mas como eu disse, é apenas entreterimento, não deve ser levado a sério como um filme de renome. Recomendo para um sábado a toa, ou a qualquer dia que segue nessa semana, a não ser sexta feira, quando estreiará A ORIGEM, que ao meu ver parece que vai ser o filme do ano, e que deve tomar a atenção de todos!Ah, do que eu tava falando mesmo? Ah é, Salt! Vejam para se divertir com explosões e uma versão de Jason Bourne com peitos (e que peitos).

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