Poucos filmes me fizeram chorar de verdade, já tive ânsia de choro em vários, mas chorar mesmo só em três filmes: Click, Toy Story 3 e Na Natureza Selvagem. Não porque eu faço o tipo machão que nunca chora, mas porque realmente é difícil eu chorar em filme, só esses três me fizeram escorrer lágrimas, e deles o mais emocionante é sem dúvida Na Natureza Selvagem, que é na minha opinião uma das maiores obras primas do cinema!
O filme dirigido pelo excelente Sean Penn conta a história real de Alex, um jovem idealista que cansado da hipocrisia de seus pais foge de casa para a vida! Ele junta suas economias e coloca um objetivo na cabeça: aprender tudo que é necessário para sobreviver na natureza sem usar muita tecnologia e ir viver no Alasca selvagem por um tempo. No caminho ele vai encontrando pessoas incríveis que te ensinarão grandes lições de vida que lhe farão rever seus conceitos e ver se tudo aquilo realmente valerá a pena.
Inspirado no livro baseado numa história real, Na Natureza Selvagem tem um roteiro impressionante, cheio de citações de escritores famosos filosofando sobre vida e a sociedade, nos fazendo refletir bastante. Somado a isso, temos atuações pontuais de Emile Hirsh como Alex, e William Hurt como pai dele, que pra mim tem a melhor atuação do filme. No final, o olhar dele passa tanta emoção que é o gatilho para que as lágrimas comecem a cair, é realmente um grande ator.
Ilustrando bem a grande aventura, temos uma fotografia exuberante, enquadrando belas imagens da natureza na sua forma mais livre, captando momentos de luz e escuridão, além de nos dar belos contrastes com a luz do sol. Outro ponto técnico excelente é a trilha sonora entoada pelo vocalista do Pearl Jam, cujas músicas
traduzem bem o momento em que a história se encontra.
Na Natureza Selvagem trata de vários assuntos ao longo da jornada de Alex, temos na história filosofias sobre a família, a sociedade, o materialismo, o amor, o certo, o errado, o trabalho, em resumo, sobre a vida. Alex sai de casa por não agüentar a hipocrisia dos pais e tudo aquilo que eles prezam, que pra ele não faz sentido algum, como status, carreira, dinheiro, e até mesmo família, já que a sua é seriamente desestruturada e representa pra ele um órgão opressor e controlador, e não protetor e acolhedor. Porém, no seu caminho, ele passa por um verdadeiro processo de renovação espiritual, encontrando pessoas extraordinárias que o acolhem como uma família, fazendo-o ver as coisas de um jeito diferente. Quer dizer, em termos, porque ele passa a não ver a família mais como uma instituição falida, acha apenas que exclusivamente a sua é. Na melhor passagem do filme (em minha opinião), Alex conversa com um senhor de idade sobre Deus, ele, como bom revolucionário não acredita, e o senhor de idade lhe dá a melhor definição de força superior que eu já vi, e a cena termina de uma maneira incrivelmente tocante, se tornando a referencia do filme pra mim. Alex caracteriza bem o espírito jovem ao rejeitar qualquer tipo de controle, seja dos pais ou da sociedade, e se rebelando contra eles, mas como todo jovem, as vezes comete erros pela empolgação, não enxergando precipícios eminentes e perdendo totalmente o objetivo de sua causa. Essa é a grande moral que o filme quer passar, quando chegamos no final, depois de ficarmos atônitos com a belíssima cena conclusiva e deixamos os créditos subirem sem nos movermos para trocar de canal ou desligar o DVD, ficamos pensando: será que tudo isso valeu a pena? Ele conseguiu a sua liberdade, mas a que preço? É triste, mas o final desse filme simples e revolucionário é moralista, totalmente moralista. Ele acaba com os sonhos. É pessimista. Mostra que o sistema é mais forte, ainda é mais forte. Na Natureza Selvagem tem grandiosas lições de vida, mas a maior delas é que no final não importa, tudo é em vão. Mas, com um ângulo mais otimista sobre o filme, talvez a grande mensagem seja que o que importa não é o destino, e sim a viagem, que é o que realmente ocorre. Enquanto não chega ao Alasca, Alex se sente vivo e pleno ao se relacionar com essas pessoas, pessoas que passam a representar sua família, de um modo que a sua verdadeira família nunca conseguiu representar pra ele. Sendo assim, podemos perceber que o filme é ambíguo em sua mensagem, escolha aquela que preferir, ou fique com as duas, sua visão sobre o mundo será ainda melhor.
O longa com certeza não é para qualquer um, é preciso ter uma mente aberta e pensante para compreende-lo por inteiro, então assista-o com bastante calma, num dia que você esteja disposto a raciocinar, mas não passe a vida sem vê-lo, por favor. Mesmo com um final cruelmente triste e destruidor de sonhos, Na Natureza Selvagem é um dos melhores filmes já feitos, e com certeza um dos mais belos, não por nos apresentar um mundo maravilhoso, mas por nos apresentar a verdade.
não são o bastante para ser considerado perfeito. Além disso, o filme todo se sobrepõe a história do Lago dos Cisnes, fazendo uma ótima metalinguistica com seus personagens seguindo a ideia que Nina é o Cisne Branco, cuja irmã gêmea Lily, o Cisne Negro, quer roubar o seu lugar na academia e seu principe, o diretor artistico do espetaculo, vivido por Vicent Cassel, e que no final, bem, vocês verão.
momento certo. O filme ainda conta com uma ótima maquiagem, que ajuda a dar o aspecto certo para as ilusões perturbadoras de Nina.
O legal desse filme é a visão retratada sobre os relacionamentos de hoje em dia, onde compromissos e valores não importam tanto e o que se busca na verdade é uma necessidade de aceitação do próximo, desmascarando toda a pseudo segurança das pessoas, mostrando como elas são inseguras e frageis, fazendo com que elas busquem relacionamentos que não queriam realmente, mas que forçam pela simples necessidade de afeto e atenção. Woody Allen é o Freud do cinema.
médico lhe responde a força, e percebendo a situação favorável, Castor manda que coloquem o rosto do agente nele, dando inicio a um jogo de identidade e perseguições que te deixará ligado até a cena final. 
meticulosamente arrumado pelo perfeccionista Stanley Kubrick. Outro fato que podemos perceber no posicionamento das câmeras é a simetria que Stanley sempre quer mostrar, que só se perde quando a lucidez vai embora e dar lugar ao medo e ao terror por ter um lunático te perseguindo, isso é genial. Dá pra ver perfeitamente o quadro armado por Kubrick, o ator fica no meio certo da tela, dos seus 2 lados temos 2 objetos de decoração iguais, como se a imagem direita fosse um reflexo da esquerda, nos dando uma cena cuja simetria incomoda, criando o clima de tensão certo. As cores fortes usadas no hotel também colaboram muito com isso, o vermelho sangue que cobre as paredes parecem sair da tela nos causando muito desconforto, que é justamente o objetivo do diretor. Além disso, Kubrick usa o recurso de imagens soltas passando na tela rapidamente para desenvolver nosso psicológico para o terror que está por vir. As imagens chocantes te pegam desprevenido, rendendo bons sustos, e ainda fazem questão de não sairem da sua mente por um bom tempo, sendos essas as cenas mais fortes que se guarda do filme. Outra coisa que mexe bastante com a nossa cabeça é a trilha sonora visceral que dá o ritmo de suspense perfeito para as cenas angustiantes de perseguição. As vezes até a ausencia de trilha ajuda a compor o suspense da cena, como exemplo os momentos em que só ouvimos o barulho do velotrol
não são meras ilusões de Jack, uma vez que elas abrem portas, machucam o menino e aparecem para todos, incluindo Wendy, que até então estava sã, ponto de novo. O grande lance é que o seguinte, o hotel tem vida própria e vida residindo nela, por assim dizer. No grande baile de 1921 que ocorreu lá deve ter acontecido alguma chacina ou sei lá, algo que matasse todos os convidados, que depois passaram a residir o local como espiritos, e sendo seres que não partiram em paz eles querem companhias, no caso, todos os zeladores que passam pelo hotel no inverno, fazendo com que eles sucumbam a loucura psicótica, matando os familiares e se matando, para assim a grande “familia” do hotel aumente. Seguindo essa teoria podemos ver que Jack foi o primeiro a sucumbir, devido a sua fragilidade emocional ligado ao seu passado alcoolatra, que o fez facilmente perder o controle, acreditando nos fantasmas que via, e obedecendo a eles, “corrigindo” a sua familia. Outra coisa que podemos relacionar a isso é o fato do hotel ter cores muito “vivas”, entendem? Isso quer dizer simbólicamente que o hotel tem vida, e se você for notar, parece que as cores vão mudando ao longo do filme, ficando mais fortes, de
que nunca paramos para pensar ou analisar.
“Que porra é essa?” Deve ter sido a primeira coisa que veio na sua cabeça ao ler o título do filme baseado no livro homônimo de Jim Ronson, que abusa da criatividade e cultura hippie na sua história. Com um elenco de peso, formado por George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges e Kevin Spacey, essa comédia irreverente pode não agradar a todos, mas diverte aos bons entendedores de mentes abertas.