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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sangue e Cores Fortes, a Estética de Kill Bill

É, eu sei, vocês já devem estar cansados de posts sobre Kill Bill, mas como eu já disse estou me redimindo por ter demorado tanto para fazer posts sobre o longa que mudou minha vida. Prometo que é o último, sério. É que o seguinte, uma das coisas que mais me chama atenção em Kill Bill é a sua estética cheia de cores fortes e vibrantes, estética que é muito bem representada em seus posters, que pra mim são os melhores da história do cinema, então faço este post apenas para mostrar essas imagens, fazendo pequenos comentários. Vamos lá:

 

 

 

  

Sim, para as fãs da maluca da Lady Gaga, essa é a mesma picape usada no clip Telephone, julgo eu que terá conexão com o próximo filme de Tarantino que contará com Gaga no elenco.

   

 

     

Agora, uns posters mais conceituais, que eu acho que são os melhores!

    

Acho que não há posters que exemplifiquem melhor a ideia estética dos dois longas do que esses dois de de cima. É exatamente esse jogo de cores que acontece, no volume um há a predominancia das cores preta e amarela resultando num ótimo contraste visual, enquanto no volume dois as cores que predominam são amarela e vermelha que saltam a tela e são um grande deleite para os olhos!

Nossa famosa Hattori Hanzo

  

Esses dois posters a seguir foram feitos por um gênio da internet desconhecido que fez imagens minimalistas de Kill Bill:

  

Geniais, não são?

 

É por isso tudo, na somatória de todos os posts, que eu amo Kill Bill, seu jeito inovador e descolado de contar uma história de vingança frenética, sem moralismos ou convencionalismos, me fizeram abrir os olhos para o mundo do bom cinema, e assim espero que abra de muitos outros. Não percam essa chance de se deliciar com uma obra prima moderna!

sábado, 17 de abril de 2010

Pra Frente Brasil, Salve o Cinemão

Como eu disse no post de Cidade de Deus, eu nunca fui um cinéfilo muito patriótico, realmente tinha uma certa aversão ao cinema brasileiro, salvo alguns filmes. Mas ultimamente é visivel a tentativa brasileira de avançar no campo cinematográfico, lançando cada vez mais filmes de genêros diferentes, saindo dos habituais dramas sobre miséria ou comédias com apelo sexual.

Em 2009, praticamente, a cada semana lançava-se um novo filme brasileiro que conseguia atrair um bom público, lógico que não se compara com uma estréia internacional, mas se tem um número significativo, coisa que o cinema brasileiro não via faz um tempo. Foram cerca de 296 filmes lançados ano passado, sendo que houve um aumento de 79% no público para filmes nacionais. Esse número se deve especialmente a filmes como “Se Eu Fosse Você 2”, que conseguiu uma bilheteria incrível, “A Mulher Invisivel”, “Divã”, “Lula”, “Xuxa e o mistério de feiurinha” e “Os Normais 2”. Agora, saindo um pouco da analise de bilheteria que não importa muito nos bons filmes, o Brasil lançou muitos filmes diferentes, digo, filmes com histórias não convencionais ao cinema brasileiro. Ano passado tivemos filmes como “Besouro”, que foi um longa de ação com lutas estilo Matrix, uma novidade no cinema nacional, tivemos também filmes com temáticas diferenciadas como “Apenas o Fim”, “Hotel Atlântico”, “Histórias de amor duram apenas 90 minutos” “Os famosos e os Duendes da Morte” e “Federal”, ação que conta com Michael Madsen no elenco.

Agora em 2010, está previsto o lançamento de ainda mais filmes nacionais interessantes, como “Segurança Nacional”, filme de ação estilo Holywoodiano com Thiago Lacerda, “O Doce Veneno do Escorpião”, adaptação do livro homônimo que conta os relatos sensuais da prostituta Bruna Surfistinha, vivida por Debora Secco (esse eu não perco), “Tropa de Elite 2”, que deve repetir o sucesso do primeiro, e há ainda o filme “Faroeste Caboclo”, que contará a história relatada na famosa música do Legião Urbana. Conseguimos notar uma grande aposta do cinema brasileiro agora em filmes de ação, que vem rendendo um bom público.

Esse momento do cinema brasileiro é realmente muito bom, creio eu que agora pegaremos um embalo e continuaremos nos expandindo nessa área, receberemos mais investimentos e conseguiremos nos firmar no cinema entreterimento com comédias sobre temas diferentes e teremos reconhecimento no cinema crítico, avançando em termos de história, arte, e atuação, buscando o tão sonhado Oscar. Quem sabe no futuro não será considerado maluquice ingressar numa faculdade de cinema no Brasil? (dilema pessoal)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Realidade no Cinema

Não sei se vocês perceberam, mas uma boa parte dos filmes que vem se destacando nos últimos anos estão tentando se mostrar os mais fiéis possíveis à realidade, o que pode ser bom ou ruim, dependendo do ponto de vista. Esses filmes tentam transmitir sua alta verossimilhança através de diferentes modos, seja pela história carregada de realidade cruel, pelo jeito da câmera e da fotografia como os filmes filmados com câmera na mão, ou até mesmo através do 3D que dá profundidade a imagem, criando uma espécie de teatro programado tecnológico.

Isso é bom? Sim, é ótimo. Mostra amadurecimento, nós saimos do mundo idealizado romântico onde tudo da certo e eventos acontecem convenientemente até um final feliz clichê, e vamos para uma narrativa mais concreta, menos hipócrita e mais ligada ao nosso tipo de vida. Filmes como Adaptação, Um Homem Sério, Onde os Fracos Não tem Vez, Borat, Amor Sem Escalas e Preciosa são ótimos exemplos de filmes que não querem a todo tempo estarem no plano “bobo feliz” do cinema, mostrando as coisas como são, mesmo que para isso seja preciso quebrar o cilma da trama no final ou simplesmente não dar um grande final cinematográfico ao filme, apenas cortando a imagem, entendem? Não estou dizendo que eles deixam de lado todo romântismo, mas não abusam dele, preferindo manter-se real e verdadeiro. Nessa roda de filmes, ainda podemos colocar títulos como Distrito 9, Atividade Paranormal, A Bruxa de Blair e Watchmen, que por mais que saiam da nossa realidade, por assim dizer, mantem-se verdadeiros e lógicos, presos a fatores que interferem na trama, fatores que pertecem a nossas vidas, fazendo esse jogo de realidade alternativa que permanece verossímel.

Isso é ruim? Pode ser se avaliarmos da seguinte forma: não há nada mais belo que a imaginação humana, que é supremamente exaltada no romantismo, ou seja, criando tramas românticas, distantes da nossa realidade, criamos mundos diferentes, situações diferentes, para onde podemos fugir quando nossas vidas ficarem chatas, o que é bem legal, não desmereço esses tipos de narrativas. Temos como exemplos: Avatar, Star Trek, O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, Um Sonho Possível, filmes que usam e abusam da imaginação de seus autores ou que “enfeitam” histórias reais.

Acho que é realmente necessário essa nova onda de filmes “reais”, isso demonstra que cinema não é só “viagem”, é reflexão sobre como são as coisas, como o mundo pode ser (e é) cruel, como as pessoas realmente tratam umas as outras e como elas são de verdade, sem muitas maquiagens ou atrativos físicos, ou seja, temos numa tela grande o “normal”. Mas, em contra partida, acho ainda mais necessário essa parte de filmes idealizados, porque desenvolve demais a originalidade dos filmes, quando é feito direito é claro, e não simplesmente quando se copia. Em resumo, acho que o equilibrio é o essencial, os dois tipos de filmes devem coexistir, para que o telespectador não feche os olhos para a realidade, mas que também não se esqueça de sonhar.

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