Mais um drama sobre história de vida difícil indicado ao Oscar desse ano, Um Sonho Possível conquista o público pela sua abordagem simples, comovente e bem humorada.
O filme conta uma história bem peculiar nos tempos insanamente cruéis em que vivemos: Michael Oher, um adolescente pobre com dimensões gigantescas que vive sozinho no mundo, é acolhido por Leigh Anne e sua família ao encontrá-lo vestindo um short e uma camiseta numa noite fria de inverno. Leigh o convida a ficar na tua casa sem hesitar ao saber que ele estuda na mesma sala de sua filha e ao ver que ele é uma pessoa doce e confiante. Simpatizando com Michael, Leigh e sua família praticamente o adotam, fazendo dele um membro da família. Eles então descobrem o grande potencial de Michael para o futebol americano, e Leigh, que tem seus contatos na área, o incentiva a cada instante, dando a Michael uma chance de reescrever sua história.
O filme é uma ótima lição de vida, e saber que é uma história real nos dá esperança, ao saber que ainda existem boas pessoas nesse mundo podre. É meio difícil de acreditar nisso tudo, mas no final do filme temos imagens da família comprovando isso tudo, o que mexe muito com a gente. E não é um filme que apela muito, não é melodramático, é bem leve e divertido, tem ótimas tiradas a todo instante, então você o assiste numa boa, ele te desarma, e assim você, no final, quando digere aquilo tudo, se emociona facilmente, o que é um grande truque o longa.
A atuação destaque do filme, e posso até ousar dizer do ano, é de Sandra Bullock, que exprime uma naturalidade no papel de uma mulher forte, decidida e divertida digna de Oscar, assim espero. Realmente, agora estou apostando nela, antes já apostava pelo o que todos diziam e elogiavam, mas agora pude ver com os próprios olhos, é algo que palavras não explicam. Cada gesto dela condiz perfeitamente com a da personagem, e suas expressões conseguem dizer mais que monólogos, acho que isso é o que faz de uma atuação boa. A performance dela me lembrou muito a Julia Roberts no papel da Erin Brockovich (que a premiou, by the way), quem viu sabe que há como comparar, é bem interessante. Um Sonho Possível foi indicado também na categoria de Melhor Filme (lógico, se não, não estaria nessa minha meta)!
Gostei muito, tenho quase certeza de que não leva o de Melhor Filme, mas como filme, puro e simplesmente, é um dos melhores do ano. Assistam, e talvez quem sabe, você não se motiva a mudar essa porra de sociedade!
sinistro com o canibal enjaulado que transpira tensão. Clarice aceita a proposta de Hannibal, mas fica a cada encontro mais abalada com as coisas que Lecter diz, e sente a cada instante que ele está entrando aos poucos em sua mente.
tanta abundância nos filmes de hoje. Quero destacar a estreiante Gabourey Sidibe e a Mo’Nique, ambas indicadas ao Oscar, uma de Melhor Atriz e outra de Melhor Atriz Coadjuvante, que tiveram desempenhos excelentes, cada uma com sua forma excepcional de atuar, sem se forçar a mostrar sentimento, simplesmente sentiram e deixaram as palavras sairem naturalmente, demonstrando um ótimo trabalho do diretor, também indicado ao Oscar, Lee Daniels. Outra atuação motherfucker é a de Paula Patton, que faz a professora da escola alternativa que se mantém rígida e firme diante da situação de Claireece e a ajuda a ser mais confiante e segura, além disso, o filme nos dá ótimas cenas dela deixando a sua imagem de durona de lado ao encarar a realidade absurdamente difícil e triste de Preciosa. Agora, pra mim, a atuação que mais me surpreendeu e simplesmente calou a minha boca preconceituosa foi a da Mariah Carey! Quando eu vi que ela ia fazer o filme, já pensei, “cantora pop, fazendo filme dramático, coisas que não combinam não costumam dar certo, bla bla bla”, e outra, o papel dela é de uma assistente social, “lá se vai a integridade do filme, não existem assistentes socias loiras gostosas que usam mini saias”. Mas aí fui ver o filme, quando ela apareceu pela primeira
vez eu mal a reconheci: cabelos pretos, sem maquiagem, roupas que disfarçam seus belos seios e acima de tudo atuando bem, com convicção, meu queixo caiu à uma altura de um metro e setenta! Não esperava mesmo, ela tá ótima, ela soube o que sua personagem era, como ela deveria se comportar, afastando-se completamente da imagem luxuosa da cantora. O papel dela é de uma assistente social que cuida dos casos de Preciosa e que tem no olhar uma imagem de cansaço representado pelas enormes olheiras que nos dá uma sensação de realidade impressionante, sei que ela nunca lerá isso, mas dou os parabéns a ela!