quinta-feira, 20 de maio de 2010

1001 filmes para ver antes de morrer- O LIVRO!

Você amigo leitor, se você se “acha” cinéfilo você tem praticamente a obrigação de ter esse livro! Pra mim, ele não é apenas um livro. Pra mim, “1001 Filmes para ver antes de morrer” é uma bíblia.

 

O livro trás a resenha de exatos 1001 filmes que, adivinhem, você deve assistir antes de morrer. Na lista estão presentes desde filmes blockbusters interessantes até clássicos do cinema B, passando por filmes de arte japonês e trashs dos anos 80. É uma lista bem completa mesmo, que menciona realmente só a nata do cinema, se um filme for realmente bom e tiver sido lançado até 2007, está na lista!

 

O sistema de organização é bem legal, há vários menus que vão te ajudar a encontrar o filme desejado em meio de 960 páginas. E além disso, tem um índice bem legal, onde você pode marcar aqueles que você já viu, para assim controlar melhor os adoraveis longas que terá que assistir para ter uma morte tranquila. No livro em si, os filmes são postos em ordem cronológica, o que facilita bastante na leitura e na procura.

 

Eu li o livro todo 2 vezes, e fui fazendo realmente uma lista daqueles que eu queria mesmo ver, e falando sério, eu fiz uma lista na primeira vez que eu li, quando li de novo tudo, acrescentei à lista quase que o dobro do que tinha antes! É uma leitura que passa voando, você não vê o tempo passar, e nos dá uma carga de conhecimento cinéfilo extraordinária.

 

  “1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer” é o tipo de livro de cabeceira que você pode comprar sem medo que não será dinheiro jogado fora, ou a situação clássica de “livro q se lê uma vez só”. Recomendo mesmo, se quer presentear um cinéfilo, dê isso e ele te idolatrará, acredite, mas dê rápido, pois ninguém sabe em que dia vai morrer, então é bom todos já estarem preparados e com a consciência tranquila que aproveitou bem de sua cinefilia!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Alice no País das Maravilhas- O preço do sucesso

Cinéfilos que acompanharam a carreira de Tim Burton, acredito que vocês, assim como eu, tiveram uma bela de uma brochada quando assistiram Alice. A expectativa gigantesca e o resultado final culminaram num sentimento de insatisfação enorme, embora o filme possa ser enquadrado como bom (apenas bom). O que pode ter gerado isso foi a perda de certas características básicas de Burton, que, por causa da publicidade, teve que “idiotizar” o seu longa e tranformá-lo num blockbuster, pagando o famoso “preço do sucesso”.

 

O longa leva para as telas os personagens criados por Lewis Carrol numa espécie de continuação do clássico livro, porém com situações praticamente iguais ao original, colocando agora Alice de volta ao Mundo das Maravilhas 10 anos depois, sem que ela se lembre que já esteve lá. Dessa vez, Alice foge para seu encantado mundo durante uma festa vitoriana onde estava planejado dela ser pedida em casamento por um nobre bundão, então mais uma vez segue o peculiar coelho branco e acaba   caindo no mundo do impossível, onde as coisas estão mais estranhas que o normal, por assim dizer.

 

Quem conhece a história do livro, mesmo que seja pelo antigo desenho da Disney (eu), sabe que por trás de toda a “beleza” do lugar dos sonhos, há uma carga grotesca de excêntricidade obscura que faz gelar o sangue daqueles que se aprofundam mais na subjetividade do conto (eu). Então simplesmente encaixaram a luva na mão de Burton. Prestem atenção. Tim Burton é considerado um dos diretores mais darks e excêntricos do cinema atual, seus filmes passados mostram claramente isso, Edward Mãos de Tesoura fala por si só. Então nos vem a notícia de que ele, the motherfucker do cinema gótico, assumiria a direção de uma nova adaptação de Alice no País das Maravilhas e ainda teria no elenco Johnny Depp e Helena Bohan Carter (amante e esposa dele, respectivamente). O que acontece? Cria-se uma expectativa bem grande. Quando começaram a sair os postêrs, os fãs ficaram enlouquecidos, o visual prometia, e muito, aparentava traduzir a peculiaridade local com coisas psicodélicas, explorando cores fortes e chamativas, fazendo nossa curiosidade subir a graus inimagináveis. Todos estavam confiantes que deram o trabalho certo para o homem certo, o toque sombrio e estranho de Burton conseguiria passar com mais intensidade a mensagem do conto que o antigo desenho da Disney não conseguiu passar, obviamente por se tratar de um desenho, então os ânimos para estreia só aumentavam… Só que os fãs, tanto de Burton quanto de Alice, se esqueceram de uma coisa bem trágica: o filme é da DISNEY, e pelo lúdico nome “país das maravilhas” o longa ganhou proporções infantis, ou seja, não podia ter coisas que assustassem as criancinhas que queriam ver coelhos falantes e o chapaleiro dançando rebolation. Resultado: adeus Alice cheia de simbologismo e profunda, olá Alice Barbie “ousada” e ratinhos falantes mosqueteiros.

 

O filme não é de todo ruim, como eu disse, pode até ser qualificado como bom, porém não mais do que isso. Há momentos bem cansativos, e não nos é apresentado nenhum grande roteiro, até porque o filme acabou realmente se direcionando para o público infantil. O problema gira todo em torno do direcionamento do filme, nós esperávamos algo um pouco mais maduro, mas tudo que recebemos é um passeio num parque temático estranho e bobo. Mas enfim, vamos aos elogios. A parte estética é bonita, ótimos figurinos, o cenário enche os olhos, a trilha sonora é bem composta e temos leves momentos de boas atuações. Os efeitos especiais dão um tom certo para o Gato de Cheshire, uma boa surpresa para mim, pois manteve a sua astúcia e o jeito dele aparecer e desaparecer ficou bem legal. O elenco foi bem escolhido, não dava para ser outro. A desconhecida atriz que interpretou Alice estava bem posicionada, Depp estava incorporado como sempre e Bohan Carter poderia ter exagerado um pouco mais na dose de excêntricidade, mas estava bem. Agora vamos ver como eu (e muitos) queriam que o filme tivessem sido:

  • Gótico, já falei disso incontáveis vezes, o Tim Burtom é um cara gótico e devia agir como tal, Alice dava para se enquadrar perfeitamente numa aparência sombria, pois se pensarmos bem sonhos e pesadelos são as mesmas coisas, só dependem do ponto de vista.
  • O filme devia ser mais adulto, seria perfeito. O longa seria mais inteligente, não teria que se preocupar ao mostrar coisas assustadoramente bizarras e poderia usar e abusar de recursos linguísticos mais complicados de se entender, e assim, se tornaria uma obra prima de Burton (perdeu feio essa chance). E tipo, por mais que o nome “Alice No País das Maravilhas” remeta algo infantil dá para afastar as criancinhas, colocava um aviso nos trailers bem explicito do tipo: “não é um filme infantil, vão na sala ao lado que vai estar passando ’Como Treinar Seu Dragão’ “, e colocava também uma censura de 14 anos e pronto.
  • Ouso dizer que se fosse uma adaptação fiel do conto seria bem melhor, esse lance de “continuação da história dez anos depois com uma suposta amnésia que leva Alice a fazer quase as mesmas coisas sem perceber que já tinha feito” ficou bem tosco, mexeu com a lembrança de muitos, que ficaram indignados ao ver tanta diferença entre as versões, o que gera críticas desfavoráveis ao filme. Um filme com a Alice original (pequena) contribuiria surpreendentemente à uma história mais gótica e pertubadora, incitando mais a busca pelo desconhecido mundo dos sonhos.
  • Outra, o filme deveria focar mais na Alice, e não no Chapeleiro Maluco por motivos óbvios. Ok, Johnny Depp é foda, mas não é ele que faz a Alice do título, e na história original ele nem tem tanto destaque, então foi uma apelação do caramba para chamar o público.

 

Burton foi tomado pela cobiça e cegado pelo sucesso, optou por um filme comercial à um subversivo, preferiu ser reconhecido hoje à ser lembrado amanhã, e deu no que deu. É triste ver isso acontecer no cinema, mas Burton já estava se encaminhando para esse lado. Sua genialidade ainda é visível, mas não é explorada como deveria, o que é uma grande pena. Enfim, espero que essa “moda” não se espalhe entre os diretores, o cinema de verdade tem que continuar mesmo depois de Avatar e dos filmes em 3-D. O capitalismo já destruiu os homens, não podemos deixa-lo destruir a arte.

 

Recomendo o filme como algo interessante para se fazer com a família quando as outras opções de filmes forem muito ruins. É um filme que deve ser assistido sem grandes esperanças, assim talvez ele passe raspando num “ótimo”. Mas na boa, saudades dos filmes antigos do Burton onde os efeitos eram feitos de massinha em stop-motion, Beetlejuice que o diga…

Bem vindo a Disney! Aqui, todos nós somos malucos….por dinheiro!

sábado, 8 de maio de 2010

Mateus, O Balconista- Mais uma surpresa brasileira

O Brasil já me surpreendeu uma vez com o genial curta do Selton Melo com o Seu Jorge, o Tarantino’s Mind, porque eu realmente não esperava algo assim dos brasileiros (sem ofenças, também sou). Agora, outro curta, que é melhor qualificado como série, que me fez acreditar na cinefilia brasileira foi “Mateus, O Balconista”, estrelado por Mateus Solano (os gêmeos da novela, como todos o chamam) que interpreta, vejam só, um balconista de uma videolocadora fã do Tarantino (*-*) e que sonha em se tornar um diretor como o ídolo, seguindo seus passos, já começando por ser um balconista de videolocadora. No curta inicial, ele se apresenta, e depois conversa com um cliente que não gosta muito do Tarantino, o que faz com que Mateus entre em guerra com o cara. De forma muito engraçada, o curta diverte e esbanja cultura cinéfila, sendo um prato cheio para nós.

“Mateus, O Balconista” é uma espécie de série criada para ser transmitida pelo celular, tendo vários episódios de poucos minutos que podem ser encontrados no You Tube fácilmente. Parece que o sucesso da série foi tanto que lançaram um dvd com os episódios, inacreditavel. É realmente imperdível, super recomendo já deixando o episódio inicial aqui em baixo!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um cinéfilo no Barra Shopping

No feriado combo de Tiradentes+São Jorge da semana retrasada eu e minha família decidimos passar 2 dias no Rio de Janeiro para que, de uma vez por todas, eu pudesse me entitular como brasileiro visitando os pontos turísticos do Rio (Cristo, Pão de Açucar, Copacabana, Rocinha, etc). Mas, como a metereologia me odeia profundamente, o tempo estava péssimo, de forma que eu não vi o Rio como ele parece nas novelas de Manoel Carlos. Então, decidimos deixar essas vistas de gringo no Rio para uma próxima vez, e fomos apenas no Barra Shopping, o que de maneira nenhuma foi ruim. Ficamos lá o dia todo e depois voltamos para a podre Volta Redonda (Bosta Redonda, para os íntimos moradores). Lá no shopping, me foquei na parte cinéfila cultural do lugar, e nas bundas femininas locais, mas enfim, voltando, fui nos lugares mais interessantes para um cinéfilo e para alguém que curta mídias em gerais. Quando estava lá me ocorreu a ideia de passar todas essas minhas experiências para o blog, tirando fotos das coisas mais interessantes que via e fazendo notas mentais para escrever aqui. Além disso, pensei em tornar isso uma coisa frequente no blog, toda vez que visse algo diferente relacionado a cinema postaria aqui, criando até uma espécie de guia para aqueles que curtem uma cinefilia externa e divertida.

 

DSC00102No grotescamente grande shopping há três lugares básicos que um cinéfilo tem que ir: Fnac, Saraiva e Livraria da Travessa. Na Fnac dá para se passar a tarde inteira sem se cansar do lugar. A variedade de coisas é tamanha que a gente se perde na loja labirintica. Não me estenderei muito no geral, manterei o foco no cinema. Temos uma variedade de filmes bem extensa, dando para encontrar tanto filmes cult superficiais como blockbusters comerciais, agradando bem os dois públicos com preços normais de vendas. Além de filmes, encontramos também bons livros sobre a sétima arte, inclusive aqueles bem raros em línguas estrangeiras. Também encontramos muitas HQs que viraram filmes, e lógico, fui atrás a edição definitiva de Watchmen, que é algo de chorar de tão perfeito, a embalagem chegou a brilhar na minha mão, até o momento em que eu fui ver o preço (R$120,00) onde fui jogado na realidade de forma brusca e cruel. Na loja ainda temos muitos, mas muitos cd’s com trilhas sonoras de filmes que se tornaram lendas pela trilha sonora. Encontramos Blade Runner, Laranja Mecânica, Kill Bill, Bastardos Inglórios, Chicago e PULP FICTION!! Os preços, assim como os dvds são bem rázoaveis. Curiosamente, também encontrei uma seção só de posters de filmes cult (Poderoso Chefão, Casablanca, Pulp Fiction), mas com preços esfaquiadores (R$30,95), além disso também há camisas cinéfilas bem legais. Também tem seções de miniaturas de personagens de filmes perfeitamente feitas, bem legal msm. Veja alguns achados:

DSC00106 DSC00104

Mega coleção dos filmes do Hitchcock= R$120,00

 DSC00100

Miniatura grande do novo batmovel= R$2999,90 (ta né)

 DSC00107DSC00108DSC00109DSC00110

Os cd’s das trilhas sonoras. O do Pulp Fiction eu vou comprar!!

Na Saraiva há também uma boa variedade de coisas, não tanto quanto a Fnac, mas é uma loja ótima, o clima é muito bom. O mais legal que eu vi lá foi uma seção de imagens clássicas do cinema em preto e branco com moldura por um bom preço, que eu não lembro qual.

DSC00114Agora, a melhor loja que eu fui foi a Livraria da Travessa. Você entra na loja e é teletransportado para um mundo de cultura que te rodeia por todos os lados, é impressionante. Quando eu vi de longe, pensei que não era grande coisa, quando eu entrei e olhei em volta tive orgasmos! Sabe a cara do esquilinho de A Era do Gelo 2 quando ele vê a noz gigante no céu, então, minha cara era a MESMA! É muito grande a loja, tem dois andares repletos de cultura em todos os tipos: livros, cds, dvds, tudo. E é o lugar em que eu mais vi filmes cults! Mas filmes cults mesmo! Filmes cult que eu achava que não existia em dvds, só barra pesada do cinema. É lógico que os preços não são baixos, mas vale pela raridade deles.

DSC00112DSC00113

Achei legal, só isso :D

Achei esse relógio em formato de claquete numa loja chamada Jou Jou, muito interessante né não?

DSC00103

Esse quiosque foi o maior achado do shopping, tem muitos souvenirs cinéfilos, tem de tudo, por preços caros, mas é muito legal. Tem máscaras do Jason, do Freddy Kruegger, do Darth Vader, do Hannibal, tem botons diversos, canecas estilizadas, realmente só coisa inútil e divertida!

      DSC00101   

Termino aqui o post, recomendando muito a visita desses lugares. Quero deixar bem claro para os escrotos que eu não tenho ligação com nenhuma dessas lojas, estou só passando a informação de lugares que eu realmente curti e que tenho certeza que muitos cinéfilos também gostarão. Vou tentar fazer isso mais vezes, achei bem divertido.

Anúncio